Ei, Gente! :)
E a 1ª resenha literária do mês é sobre “Os esquecidos de domingo“, da autora Valérie Perrin. Foi um livro bem denso e difícil de embarcar, mas sei que já agradou muitos leitores por aí.
Então, sem enrolação, vamos ao post? Boa leitura! ♥

Crédito da imagem: Pequena Jornalista
♥
Sinopse: No livro da vida de Justine, desde a infância, todos os capítulos parecem iguais. Aos 21 anos, ela mora em um vilarejo da Borgonha com os avós e o primo, Jules, desde que os pais de ambos morreram em um acidente de carro.
Em meio ao marasmo, ela consegue enxergar coisas boas do seu cotidiano, como a sua relação com Jules, que é como um irmão para ela. As noites de sábado que passa curtindo na boate de sua cidade e o seu emprego como auxiliar de enfermagem na Casa de Repouso (chamada de Hortênsias). Inclusive, lá ela passa grande parte do seu tempo escutando relatos dos idosos, principalmente da Hélène Hel, uma residente de quase 100 anos e que adora partilhar com ela as suas memórias.
Aos poucos, Justine ajuda a Hélène a remontar a sua trajetória e registra tudo o que escuta em um caderno. Conforme o passado vai tomando forma e uma série de trotes causa uma revolução na casa de repouso, ela acaba questionando a morte de seus pais, desvendando segredos que vão mudar tudo!
Opinião da Pequena: A capa desse livro é linda e eu queria dizer que o conteúdo segue a mesma linha, mas infelizmente me enganei ao achar que seria uma leitura repleta de leveza, mesmo abordando temas delicados.
Para mim, não foi uma experiência tão legal quanto eu imaginava e cada vez que o “plot” se confirmava, o meu estômago embrulhava. Meio exagerada? Talvez, mas me deu muito nervoso mesmo! “/
Claro que já li histórias tão bizarras quanto, só que essa realmente me pegou de surpresa. Acho até que a culpa pode ser minha, porque criei expectativas baseadas em vozes da minha cabeça. Se eu tivesse prestado um pouquinho mais de atenção em alguns trechos destacados, acredito que não teria ido com tanta sede ao pote.
Mas calma que nem tudo é ruim hahaha. ;-)
A escrita da autora é muito boa e se não fosse por esse detalhe, eu teria abandonado e nem ligaria para a minha curiosidade e o fato de eu querer respostas.
Anotei alguns trechos, como um que a Justine fala sobre “ser velho”, que foi até assunto na minha terapia! E a história de vida da Hélène com o Lucien é bonita, mesmo com algumas esquisitices. A parte dos trotes foi muito interessante e acho que se ela tivesse explorado mais esse lado, eu teria amado. Destaque para o caderno, a mala azul e as singelas aparições da gaivota.
E voltando para o lado não tão bom: outro ponto é que eu acho que os outros residentes tinham que relatar a vida deles também. Tive a sensação de que só o lado sombrio da família da Justine importava. Tem relevância, óbvio, mas poderia variar um pouco.
Ah! E eu mega torci pela protagonista com um carinha misterioso. Falando nisso, o desfecho me deu a impressão de que a autora escreveu meio que às pressas. Ah! E eu fiquei muito confusa sobre o que causava cegueira na linhagem da família de um dos personagens!
Enfim, eu sei que tem muita gente que amou “Os esquecidos de domingo” e juro que eu queria ter tido uma experiência completamente diferente. Acho que fiquei tão chocada com o rumo que tomou, que talvez eu tenha perdido algo nas entrelinhas, sei lá.
Por último, mas não menos importante, saiba que se você tem vontade de ler, leia sim! Cada leitor vai ter uma visão e tirar a sua própria conclusão é fundamental. :)
Sim, eu quero ler outros livros da Valérie. A propósito, pelo que eu vi esse foi o 1º que ela escreveu. Então, muita coisa pode ter mudado. Só não vai ser por agora, porque eu preciso embarcar em livros bem mais leves!
Já leu? Conta o que achou (e fica muito à vontade para discordar, ok?). Ainda não? Fica a dica!
Beijos, Carol. ♥
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