13.08.2021
* Beda 13 – PJ Entrevista: Anna Carolina Ribeiro! ♥

Ei, Gente! :) Quem gosta de ler autores nacionais? Sempre bom conhecer e apoiar a literatura nacional. Então, para o post de hoje, eu trouxe uma entrevista com a minha quase xará: Anna Carolina Ribeiro, que lançou recentemente o livro “Lua em Escorpião“. Vamos lá? ♥

Crédito da Imagem: Divulgação

1. Uma curiosidade sobre o livro “Lua em escorpião” que quase ninguém sabe? R: Lua em Escorpião é um livro bem pessoal, fala muito sobre o mundo a partir do que eu sinto. O título de um dos poemas (Amor Fati) está inclusive gravado em mim em uma tatuagem. É em latim e significa “amor ao destino” e é também o nome de uma das minhas músicas favoritas de um grupo de hip-hop coreano chamado “Epik High”. Parte do poema é inspirado na letra dessa música, que é baseada no conceito
filosófico de Nietzsche. Tanto Nietzsche quanto Epik High e eu falamos sobre como amor fati é uma aceitação do passado e das possibilidades do futuro como eles são, para que a partir disso, a gente tenha autonomia sobre a nossa própria vida e o nosso próprio destino. Acho que esse é um dos poucos fatos que nunca falei sobre o livro.

2. Por que o leitor deve ler? R: O subtítulo do livro é “versos sobre desejos profundos” e os poemas são sobre muitos tipos de desejos diferentes: amorosos, coletivos, individuais, existenciais. E todo mundo pode se identificar com um deles, alguns ou todos esses desejos. São coisas muito profundamente humanas, que em algum momento passam pela cabeça de todo mundo. Então, talvez a pessoa que lê vai identificar a si mesma e se sentir menos sozinha, ou vai entender que muita gente passa pelas mesmas emoções, então tá tudo bem passar por essas questões! Acho que “Lua em Escorpião” pode conversar com todo mundo em algum momento, mas principalmente com quem se sente de alguma forma limitada e em busca de se expandir.

3. A parte doce e não doce assim de ser escritora no Brasil? R: A parte doce é poder criar algo único e particular de quem nasceu e criou aqui. A literatura e a arte são universais, mas tem universos mais próximos de nós. Como leitora, gosto muito de me ver nos mundos e palavras de quem está próximo de mim, então é muito bom, como escritora, poder oferecer essa mesma experiência a quem me lê. E o Brasil é um país tão rico e tem tanto a oferecer! A parte não tão doce é que a cultura está sendo ainda menos valorizada nos últimos tempos por quem tem condições de ampliar o acesso das pessoas a ela. Em um mundo em que a arte é mercadoria, a escrita tem sido subvalorizada e a leitura tem se tornado cada vez menos acessível e elitizada e isso acaba sendo bem amargo para quem precisa sobreviver da venda de livros e não se encaixa nesses padrões. Acabei de chegar no universo literário de publicações e me considero escritora recente. mas não é difícil perceber que não é uma carreira fácil.

Crédito da Imagem: Divulgação

4. De onde surgiu a ideia do título? Falando nisso, como foi o processo de escrita? R: Escrevi os poemas como parte de um exercício de retomada do meu contato com a poesia, porque eu vinha escrevendo, mas a última vez em que tinha me dedicado tinha sido na minha adolescência. Me programei a escrever um poema por semana durante o ano de 2020, sem nem sonhar com o pesadelo da pandemia que acabou me dando ainda mais tempo para escrever durante o ano. Para organizar essa minha retomada e também para direcionar o que eu já vinha escrevendo para algum modo de publicação, fiz uma mentoria de escrita com a Fernanda Rodrigues no fim do ano passado, e quando ela viu alguns dos poemas que eu tinha escrito nesse processo, me disse que tinha ali material para um livro. Fiquei bem surpresa, mas me empolguei e comecei a selecionar o que poderia ir para o livro, editei alguns poemas, ordenei para que houvesse uma linha guiando a leitura e assim surgiu Lua em Escorpião! O livro ganhou esse nome porque notei que a maioria dos poemas selecionados para compor a obra eram sobre minhas emoções e desejos. Segundo a astrologia, as minhas emoções são guiadas pelo signo de escorpião, que é um signo cheio de desejos bem profundos. Daí surgiu o título e também o subtítulo. Mas não necessariamente os poemas precisam ser lidos por esse viés astrológico. Emoções são emoções para todo mundo, mesmo para quem não acredite que os planetas registram os padrões delas.

5. Escritores e/ou livros que influenciam no seu dia a dia como escritora? R: Nossa, tanta gente! Tenho certeza que vou ser injusta e esquecer algumas pessoas aqui, mas vou falar dos principais que me influenciam na poesia neste momento: Manoel de Barros, Mário Quintana, Drummond, Neruda Rupi Kaur, Ryane Leão, Jarid Arraes. Também tem pessoas mais próximas que vem produzindo bastante na internet: Roque Marciano, Larissa Fonseca e também Lucila Neves e Leidiane Holmedal, que são minhas amigas e a Fernanda Rodrigues, que brinco que é a mãe da House of Rodrigues, de onde saem muitas escritoras fantásticas!

Crédito da Imagem: Divulgação

Pergunta Bônus: Se tivesse um incêndio na sua biblioteca, qual livro salvaria? R: Eu salvaria “Jung e o Tarô“, que é um dos livros que estou lendo no momento e quero muito terminar de ler! Ele é um livro cheio de insights que fazem a gente mergulhar dentro da gente e voltar renovados para superfície. Quando a gente submerge desta leitura, a gente sai com outro olhar para o mundo e para vida, e eu estou amando cada página. Ele demanda muito tempo, tanto que estou nessa leitura desde março, porque
a cada parágrafo tem uma reflexão. Não dá para ler sem parar para olhar o teto e repensar a vida inteira várias vezes! E não tem fogo que me impeça de chegar ao final da jornada dessa leitura!

***

Como não amar essa entrevista? Desde o dia em que a Fê Rodrigues, que a Anna cita na entrevista, falou do lançamento… Eu fiquei apaixonada pelo título. Nunca fui muito de ler poesia, mas esse curso de escrita está me ajudando muito a explorar esse universo. :)

Todo sucesso do mundo, Anna. Quero ler em breve! E obrigada por ter topado responder. Aliás, o livro está esgotado no site da Editora Penalux. Porém, a protagonista do post do dia, ainda tem uns exemplares. Ficou curiosa? Só entrar em contato com ela pelo Insta (@annacaribee). ♥

Beijos, Carol.

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4
01.08.2021
* Beda 1 – Romances de hoje! ♥

Ei, Gente! :) Agosto é bem especial. É o mês que decidi criar o Pequena Jornalista e olhem só: o blog vai completar 12 anos. E uma das comemorações é o tradicional Beda, que significa posts todos os dias. Se eu vou dar conta? Juro, que vou dar o meu melhor. Então, vamos lá? ♥

Para começar essa série de postagens, o tema vai ser literário mesmo. Óbvio hahaha. Vocês sabem que um dos parceiros do PJ é a Editora Arqueiro, E em 2019, uma nova coleção me fez amar ainda mais as publicações deles: Romances de hoje. :)

Sou apaixonada por cada história. Até o momento, são 10 livros e o 11º vai lançar ainda esse mês. Mas sobre o que é? A Frini Georgakopoulos, que trabalha na Editora e é uma das pessoas que mais apoia e incentiva a leitura, respondeu algumas perguntas sobre esse Projeto. Confiram!

Crédito da Imagem: Pequena Jornalista / @lou.click

1. Romances de hoje: o que o leitor pode esperar de diferente desses livros? R: Romances de Hoje é uma coleção de livros com protagonismo de personagens femininas maduras. Elas já passaram por situações em suas vidas e querem mudar, buscar sua felicidade. Então, são histórias que têm romance, mas que não são focadas nele. São histórias que mostram mulheres lidando com perdas, relacionamentos familiares complexos, mudanças de emprego, de vida como um todo. São mulheres com responsabilidades e que querem ser protagonistas de sua própria história. Leitores podem esperar reviravoltas, personagens que dão vontade de entrar no livro para discutir com eles, mas também muita perseverança, apoio, amizade, humor e, claro, romance.

2. Como é feita a escolha dos livros que entram nessa categoria? R: Avaliamos livros de autoras renomadas nesse gênero literário. Lemos muitos livros de cada autora para buscar quais podem funcionar. Tanto no nosso catálogo, quanto no nosso mercado, com nossos leitores.

3. Pretendem lançar outras autoras, incluindo nacionais?
R:
Pretendemos manter a coleção com novas autoras sim.

4. Teremos novos livros ainda esse ano?
R: Sim! Atualmente, “100 pedaços de mim”, de Lucy Dillon, está em pré-venda e vem mais novidades por aí. Fiquem de olho nas redes da editora.

Crédito da Imagem: Arqueiro

**

Romances de hoje é desse jeitinho que a Frini falou: tem romance, mas vai bem além. Mostram protagonistas mulheres que inspiram e que nos ensinam muito. E a gente se identifica e vive vários sentimentos, que dão um quentinho no coração.

Todas as resenhas. vocês encontram aqui no blog. Algumas histórias me identifiquei mais, outras nem tanto. Mas todas, sem exceção, deixam a vida mais leve e nos fazem companhia.

Alguns dos livros!!
Crédito da Imagem: Instagram Arqueiro

E para comemorar e mostrar um pouco desse universo: vamos ter leitura coletiva esse mês do livro “Um novo capítulo para o amor“. Em breve, conto mais. E preparem que vai ter sorteio com uma dessas publicações!! \o/

E muito ansiosa para esse lançamento: “100 pedaços de mim“, da Lucy Dillon, que sempre coloca doguinhos nas suas histórias. Ele está em pré-venda aqui, mas acho que não tem mais o brinde. Olhem direitinho, ok?

Ah! Um dos meus favoritos é “A casa dos novos começos“, da Lucy Diamond. Recomendo muito!! E uma pergunta: se tiver autoras nacionais, quem vocês gostariam de ver no “Romances de Hoje”? Minha sugestão: Fernanda França e Renata Lustosa.

No mais, podem opinar à vontade. :) Espero muito que tenham gostado. E obrigada, Frini por ter respondido. Nat por ter ajudado. E todos da Arqueiro!! Essa é a melhor categoria, na minha humilde opinião!!

Beijos, Carol. ♥

Post Antigo: PJ Leu – A casa dos novos começos!
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23.03.2021
* 5 personagens literários que eu gostaria de entrevistar! ♥

Ei, Gente! :) Como uma boa jornalista e uma bookaholic curiosa, eu adoraria entrevistar alguns personagens literários. Seria tão bom conseguir alguns furos de reportagem (notícias em primeira mão) do mundo dos livros na vida real. E como sonhar não custa nada, separei algumas “pessoas” que adoraria conversar ao vivo, pelo telefone ou por e-mail. Enfim, vamos lá? ♥

Crédito da Imagem: Pequena Jornalista

1. Entrevista com… Becky Bloom!
Por quê? R:
Bom, ela é uma das minhas personagens favoritas da vida. Adoraria pedir dicas de comprinhas, como levar a vida com humor, mesmo com os perrengues e pediria a echarpe verde emprestada.
De qual história? R: Todos livros dessa série.

2. Entrevista com… Caroline Trent
Por quê
? R: Além de carregar esse nome maravilhoso (cof cof hahaha), adoraria entender a ideia de fingir ser muda e outras curiosidades sobre os agentes da coroa.
De qual história? R: Como agarrar uma herdeira.

3. Entrevista com… Luca
Por quê? R:
Conversaria muito sobre como lidar com a pandemia e com a vida no geral. E a entrevista seria em uma das mesas no bar “O melhor lugar do mundo é aqui”.
De qual história? R: O melhor lugar do mundo é aqui

Crédito das Imagens: Amazon
Crédito da Montagem: Pequena Jornalista

4. Entrevista com… James e Julia
Por quê? R:
Hahaha se existe casal fictício com mais química, desconheço hahaha. Perguntaria como anda o relacionamento dos dois e o que acham de Romeu e Julieta. Não bebo muito vinho, mas nessa conversa beberia uma taça com eles hahaha.
De qual história? R: Quase Rivais.

5. Entrevista com… Hans
Por quê? R:
Porque ele é um dos melhores pais literários da vida hahaha. Adoraria perguntar mais sobre a Guerra e quais são os livros favoritos dele. E agradeceria o fato dele ter feito eu dar ainda mais valor às palavras.
De qual história? R: A menina que roubava livros.

Crédito das Imagens: Amazon
Crédito da Montagem: Pequena Jornalista

É isso, gente! Ah! Essa versão é sobre personagens gringos. Aguardem que depois vem a versão nacional. E me contem: qual personagem literário gostariam de entrevistar? No mais, podem opinar à vontade. ♥

E quem quiser ler a resenha de cada livro citado, só procurar na caixinha de busca do blog. :)

Beijos, Carol.

Post Antigo: Para ler e assistir – A menina que roubava livros!
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3
23.09.2020
* PJ Entrevista: Fernanda Rodrigues! ♥

Ei, Gente! :) E no meio dessa pandemia, eu acabei conhecendo blogs incríveis e um deles é da Fernanda, do Algumas Observações. Logo descobri que ela também é escritora e que, recentemente, lançou o livro “Sobre o que estava tentando dizer”, junto com a Elizza Barreto.

Ela têm outros títulos literários e que deixam a nossa vida mais poética. Enfim, não vou falar muito. Mas a protagonista do post do dia sim! Chamei a autora para conversar um pouco com a gente. Vamos lá? Espero que gostem da entrevista! ♥

Crédito da Imagem (Foto): Fernanda Rodrigues
Crédito Montagem: Pequena Jornalista

1. Se pudesse salvar três livros de poesias (sem ser os seus), quais salvaria?
R: Oi, Carol! Obrigada pelo convite e pela oportunidade de conversar com você e com os seus leitores. Eu acho muito difícil escolher apenas três! Um que vive na minha cabeceira e que sempre está comigo é o Toda Poesia, do Leminski (Companhia das Letras), que apresenta um compilado de toda a produção poética do autor curitibano. Esse livro é muito inspirador, já que nele há textos produzidos em diversos anos da vida do Paulo Leminksi. É legal demais ver como ele trabalhou a criatividade nos textos. O seguindo livro foi escrito por uma amiga e me comove profundamente. Chama-se Seu Retrato sem Você, da Tatiana Eskenazi (Editora Quelônio). Esse livro é um dos poucos que me deixa com um nó na garganta e com uma vontade profunda de investigar esse processo de presença na ausência e ausência na presença a que a Tati nos provoca em seus poemas. O terceiro, sem dúvida, seria qualquer um do meu muso, do meu divo, Carlos Drummond de Andrade.

2. Aliás, como foi o seu primeiro contato com esse mundo? Conta um pouco da sua trajetória de poetisa?
R: Eu poderia escolher vários marcos para estabelecer o início da minha vida como poeta, desde assistir ao Gato Pintado no Castelo Rá-Tim-Bum durante a infância, passando pelo meu ensino médio (em que tive professoras maravilhosas!), chegando à abertura do meu blog, o Algumas Observações, em 2006 — espaço em que eu passe a produzir meus próprios versos. Penso que todo mundo vive cercado de poesia o tempo todo, a questão é que nem sempre as pessoas se dão conta disso. Se a gente parar para pensar, viver é uma profunda e intensa poesia. Sobre a minha trajetória, acho que ela vem muito atrelada a ler muita poesia — de todos os tipos — e a escrever até encontrar uma satisfação no meu texto (não importando muito a finalidade: se será publicado no blog, em livro, em cartão ou se ficará guardado).

3. Para quem ainda não embarcou nesse universo, o que você diria e qual conselho daria?
R: Quebre o ciclo do senso comum de que “ler poesia é difícil”. Penso que uma das melhores coisas hoje é que há poesia de todos os tipos, para todos os gostos. Então, experimente! Vá dos autores clássicos, de formas mais rígidas, até os poetas de internet. Aliás, também é muito interessante pensar em formas de consumir poesia hoje, porque há muitas: livro, e-book, Story do Instagram, vídeo de Youtube, Podcast, batalha de slam… Enfim, tenho certeza de que há um(a) poeta para todo mundo poder se encantar. Tudo começa aceitando que ler poesia NÃO é difícil!

Crédito da Imagem (Foto): Fernanda Rodrigues
Crédito Montagem: Pequena Jornalista

4. Tem alguma mania peculiar na hora de escrever e ler?
R: Mania, não. No momento da escrita, preciso ser rápida, porque as ideias sempre surgem acompanhadas. Se não anoto na hora em que as tenho, ou me esqueço ou o texto não sai com o mesmo frescor, com a mesma espontaneidade. O trabalho fica muito mais árduo. No momento de leitura, não tenho nenhum ritual. Entretanto, gosto de manter um diário de leitura para anotar percepções e insights que tenham surgido em decorrência da leitura — tem eles relações com o texto lido ou não.

5. Para quem deseja viver de escrita: qual é a parte mais doce e amarga desse mundo?
R: A parte mais doce divide-se em duas: a primeira é a “garantia” (muitas aspas nessa “garantia”) de sobrevivência mental e afetiva. No meu caso, escrevo por profissão, mas também por muitas necessidades internas (de me organizar, de me entender, de tentar compreender o mundo ao meu redor). A segunda diz respeito às conexões (essas, bem reais). A escrita — tanto do blog, quanto do livro — me trouxe amigos de várias partes do mundo e me possibilitou ir além da minha própria realidade por meio do compartilhamento das experiências.
A parte amarga é que ninguém vive só de vender livros. Mesmos grandes autores hoje se dividem entre escrever e alguma outra profissão (lecionando escrita criativa ou traduzindo e editando outros livros, por exemplo). É muito duro viver em um país que tem tantos problemas relacionados à Educação, porque isso — além de todos os outros problemas — acarreta uma profunda desvalorização da Cultura e de tudo o que a envolve, incluindo os livros. É muito triste saber que o objeto livro não circula em todos os lugares, que ainda há pessoas que vejam como certo que ler seja uma atividade apenas da elite.

***

Crédito da Imagem: Blog Algumas Observações

Amei a entrevista e fiquei com vontade de me jogar nesse universo. Muito obrigada, Fê! Todo sucesso do mundo para você, viu? Para quem quiser conhecer mais sobre os livros dela e tal, só clicar aqui. Em breve, espero conseguir ler e podem deixar que publico uma resenha no PJ.

E vocês? Gostam de poesias? Me indiquem! Já conheciam a autora? No mais, podem opinar à vontade. ♥

Beijos, Carol. ♥

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11.09.2020
* PJ Entrevista: Gabriela Rodrigues! ♥

Ei, Gente! :) Há séculos não rola uma entrevista aqui, né? Para matar a saudade, entrevistei a autora Gabi (que conheci na blogosfera), que lançou recentemente um livro em homenagem ao nosso bem mais precioso: a família. ♥

O pai dela foi diagnosticado com ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) e para ajudar outras pessoas também, a protagonista do post resolveu colocar tudo no papel e transformou tudo em uma história real: Ele tem ELA, elas têm ele.

Vamos lá? Boa leitura! Conta aí, Gabi.

Crédito da Imagem: Gabriela Rodrigues

1. De toda história com o seu pai até o momento, qual é a lição mais valiosa que aprendeu?
R: Aproveitar os momentos mais simples da vida. Depois que descobrimos a doença passamos a dar muito mais valor aos dias que estamos juntos, às tardes de sábado que assistimos um filme ou tomamos solzinho na varanda e quando vemos o Miguel (meu sobrinho e neto do meus pais) brincar e dançar no tapete da sala! E ainda estou aprendendo a não ser ansiosa com o futuro pois isso nos limita a aproveitar o presente!

2. Aliás, conta um pouco sobre a iniciativa de escrever o livro e a trajetória da escrita?
R:
Certo dia me veio essa vontade de contar sobre o processo da descoberta da doença do meu pai, pois a ELAEsclerose Lateral Amiotrófica – é uma doença muito difícil de ser diagnosticada e isso poderia ajudar outras famílias e pacientes. Mas a história da união e do amor da minha família acabou sendo retratada de uma maneira tão intensa que eu arranco lágrimas e muita emoção dos leitores (acho que é um bom sinal! Rs..).
Iniciei o processo da escrita após o curso de “Escrita Afetuosa” com a Ana Holanda, o curso me deu a coragem e a energia necessárias para seguir esse caminho mais sentimental. Em 6 meses finalizei o livro e fui atrás da publicação independente.

3. E o que a sua família achou da ideia de escrever o livro? Conta um pouco a reação deles e tal. :)
R:
Antes de começar a escrever eu contei sobre a ideia do livro primeiro para o meu marido e depois para uma amiga que ama escrever e ambos acharam uma homenagem linda e me incentivaram muito. Amadureci a ideia e contei para todos os que seriam protagonistas da história (meu pai, minha mãe, minha irmã e meu cunhado) e, claro, choramos muito!!! Durante o processo da escrita eles me ajudavam a lembrar de alguns detalhes e foi uma delícia porque revivemos muitas histórias que estavam guardadas em nossas memórias e é sempre bom revisitar algumas, né? =) E agora elas estão disponíveis para que todos possam viver um pouquinho delas com a gente!

Crédito da Imagem: Gabriela Rodrigues

4. A parte mais doce e amarga desse mundo da escrita? 
R:
Sou nova nesse mundo e vi que é muito difícil ser autora independente por aqui! Mas eu escrevi esse livro para homenagear os meus pais e agradecer por tudo o que eles são pra mim, além de, é claro, poder ajudar outras famílias que convivem com a ELA. Já recebi mensagens de familiares de pacientes que estão passando pela mesma angústia que passei e sei como é importante ter algumas dessas informações quando descobrimos uma doença rara e degenerativa na nossa família, então acredito que fiz certo e isso é o que importa!!!

5. Pergunta clássica do PJ: se pudesse salvar três livros da sua biblioteca, quais salvaria? 
R:
É difícil porque eu amo ler! Então separei os 3 que eu sinto que estão ligados ao meu livro: Fernão Capelo Gaivota (Richard Bach) – O primeiro livro que meu pai nos deu, junto com O Pequeno Príncipe, então foi o primeiro que li e tive na vida (e que eu lembro! rsrs). A Morte é um Dia que vale a pena viver (Ana Claudia Quintana Arantes) – Fala sobre cuidados paliativos e a importância de viver todos o momentos da vida. Como se encontrar na escrita (Ana Holanda) – Fiz a leitura do livro após o curso e foi ótimo para o processo de escrita fluir

***

Sabe aquela entrevista que dá um quentinho no coração? Então, foi essa! Já coloquei na minha listinha para embarcar nessa história e deu ainda mais vontade de escrever. Aliás, obrigada por ter topado, Gabi. Parabéns pela linda iniciativa e que esse livro mude a vida de muita gente! ♥

Ah! Ficou interessado em devorar essa leitura? Corre aqui para saber mais informações para comprar. Quer conversar com a autora de “Ele tem ELA, elas têm ele” (amei muito esse título)? Ela é mega acessível no Insta: @gabrielaer.

No mais, podem opinar à vontade. :)

Beijos, Carol.

Post Antigo: PJ Entrevista – Autora Clarice Pessato
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