15.10.2025

Ei, Gente!

Nesse Dia dos Professores (Feliz dia, aliás), vou trazer um livro que me ensinou muito esse ano: O que resta de nós, da Virginie Grimaldi. Com uma escrita leve, a autora nos conta três histórias de três pessoas de gerações diferentes e que se conectam de um jeito delicado e surpreendente.

Vamos lá? Boa leitura.

Livro: O que resta de nós | Autor: Virginie Grimaldi | Editora: Gutenberg | Número de Páginas: 264 páginas (livro físico) | Nota: 5 livros
Crédito da imagem: Pequena Jornalista

Sinopse: Jeanne perdeu o grande amor de sua vida. Aos 74 anos, precisa encarar o luto e viver sozinha no apartamento com quem compartilhou décadas de um casamento feliz, só ela e Pierre (e uma doguinha bem companheira).

Em suas visitas diárias ao túmulo do marido, ela compartilha seu medos, inclusive o de não conseguir pagar todas as contas. Então, toma uma decisão: alugar um dos quartos do apartamento. Quando sair pelo bairro em busca de candidatos, logo de cara encontra dois. Théo, aprendiz de confeiteiro da padaria perto de sua casa, e Íris, uma jovem cuidadora de idosos.

Três gerações diferentes, cada um com suas questões. Mas Jeanne segue a sua intuição e desocupa mais um quarto para que ambos morem com ela. O que a princípio parece não dar certo, a solidão dos três se conectam e a vida de cada um é transformada completamente.

Opinião da Pequena: Sabe aquele livro que é um acalento a cada página, mesmo que as histórias sejam intensas? O que resta de nós é exatamente assim. Comprei na Bienal e não tinha pretensão de ler por agora, mas em uma fase mais sensível da minha vida, escolhi embarcar e que escolha certa, gente! Me tirou daquele bloqueio de “não consigo ler nada” e, de quebra, me ensinou muito!

A escrita da autora é uma das mais sensíveis que já vi. Já quero ler todos dela! O jeito como ela conta essas três histórias, intercalando a visão de cada personagem, é bem diferenciada. Aliás… Jeanne é uma senhorinha que encanta. Íris, foi a minha favorita desde o início. Já o Théo não me conquistou de cara, mas uma conversa dele me fez ter uma outra visão.

Também temos personagens secundários importantes. Mas uma em especial me chamou a atenção e trouxe a lição mais marcante: a vida é fora do cemitério e isso diz muito sobre o luto. E quando lembro das cenas dela com a Jeanne, dá um arrepio e um quentinho no coração. Talvez escrevendo isso não faça sentido por aí, acho que só lendo para entender mesmo.

No mais, a amizade do trio vai acontecendo aos poucos, nada forçado. Tudo no seu tempo e quando a gente nota o que era “só” para ser um (dois, no caso) quarto alugado, vira aquele encontro inesperado, mas que muda tudo ao redor. Por fim, aborda sobre maternidade, perdas e ganhos! E também gostei da nova visão do simples ato de chorar que a escritora colocou em um dos capítulos.

Crédito da Montagem: Pequena Jornalista

Ah! Têm outros temas bem sensíveis, como relacionamento tóxico…. Mas tudo de uma forma que não é um soco no estômago e, sim, um alerta essencial. Ao menos, por aqui, foi assim que eu vi. Caso seja um gatilho, recomendo ler depois. (:

Enfim… Sem dúvida, virou um dos meus livros favoritos do ano (obrigada a livreira da Bienal por ter me indicado)! Gerações diferentes e com pensamentos distintos podem sim conviver, caso tenham a mente e o coração abertos. E o agradecimento da autora francesa é um dos mais fofos e destaque para a cena do tal vidente, rende boas risadas no final. Tem alguns plots, mas no geral, é impactante nas entrelinhas.

Recomendo muito! Já leu? Conta o que achou. Ainda não? Fica a dica e não esqueça de adquirir o seu exemplar de “O que resta de nós” através do meu link de associado. Você não paga nada a mais por isso e ajuda muito o PJ.

Beijos, Carol.

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carol

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