10.12.2025

Ei, Gente!

Uma carta aberta escrita por mim para uma pessoa que teve influência na leitora que vocês conhecem hoje e na escritora do futuro. Obrigada por tudo, Sophie! E já deixo meu pedido de desculpas caso alguma parte desse texto não faça sentido, tenha algum erro… Mas tentei me expressar da maneira que me sinto melhor. Espero que ajude de alguma forma quem está do outro lado da tela. :'(

***

Um dos dias mais felizes dessa pequena leitora que vos bloga!

O dia começou diferente por aqui. A gente foi fazer exame de sangue e pluft: faltou luz. Pensei em deixar para outro dia, mas o meu marido falou para esperar mais um pouco. E deu certo, a luz voltou e não precisei procrastinar essa tarefa hahaha. Fomos tomar café da manhã em um restaurante que a gente adora e o grupo do condomínio estava pipocando de mensagens…

“Movimentação estranha aqui no condomínio: alguém sabe o que está acontecendo?”. Um assaltante para fugir de um roubo de celular que cometeu correu para dentro do prédio! E agora? Como vamos voltar para casa? Entre mensagens de que acharam, não acharam, tinha mais de um, apenas um… Deu tudo certo, conseguiram pegá-lo!

E olha que nem eram 10h da manhã ainda. Credo! Vou descansar um pouco já que acordei mega cedo! Acordo, pego o celular e a notícia mais triste apareceu na minha timeline: minha autora favorita da gringa descansou. :'( A primeira lágrima desceu na hora que compreendi o que estava lendo. Como assim a Sophie Kinsella morreu? Como vamos viver em um mundo sem novas histórias dela? Como?

Nesse momento, confesso que me senti tão egoísta. Ela era escritora, mas acima de tudo era uma pessoa. Que descobriu um câncer no cérebro. Deixou marido, família, amigos! Como ficar triste por alguém que eu não tenho parentesco e não sou amiga? O luto mais estranho, do qual parece que não tenho direito de sentir, sei lá…

Mas aí o meu marido e uma amiga falaram (não necessariamente com essas palavras, mas entendi mais ou menos assim): ela fez parte do seu lado leitora e como escritora. Ela teve e sempre terá importância para você. De alguma forma, você não está triste por acaso. Por mais diferente que seja, as histórias que ela escreveu mudaram e ajudaram a se tornar quem você é hoje.

Enfim…. Ouvir isso deles dois e ler as homenagens que tantos leitores fizeram no Insta me deram uma sensação de que não estou sozinha! Porque era isso que a Sophie fazia: ela não deixava a gente se sentir sozinha. Com leveza e uma escrita surpreendentemente “gente como a gente”, ela me fez rir em momentos que nunca imaginei. Trouxe temas relevantes através de histórias que mostraram que esse gênero não tem nada de raso. Pelo contrário: acolhem, ensinam e mostram que a vida de adulta é uma doideira, mas bora rir, que vai dar tudo certo no final!

Primeira resenha oficial do blog foi do meu livro favorito da Sophie Kinsella!

Delírios de consumo de Becky Bloom. Menina de 20. Fiquei com o seu número. O Burnout. Minha vida não tão perfeita! São tantos títulos, tantas memórias, mas que eu poderia comprar uma estante de livros só para ela, que não iria ligar! Até mesmo os títulos que ela escrevia como Madeleine Wickham, que era o nome verdadeiro dela. Particularmente, esses eu não curtia, mas da Sophie leria até lista de mercado.

Com o tempo, sei que os novos livros não tinham uma recepção tão ativa e como fã de carteirinha, achava que ela merecia mais destaque. Porém, ficava muito feliz quando encontrava ela nas estantes com um novo romance! E saber que não vou ter mais essa sensação me deixa com o coração apertadinho! Torcer para ela vir em mais uma Bienal não vai fazer tanto sentido.

Mas sou muito grata! Por cada palavra escrita, capítulo inesquecível e livros que me fizeram ser uma leitora fiel de comédias românticas, chick lit e tal. Histórias que me conectaram com outros leitores, que viraram amigos. Nunca vou esquecer o quanto valeu a pena ficar o dia todo na edição da Bienal de 2015 para receber o seu abraço, dedicatória em um de seus livros. Aquele momento sempre vai me emocionar e agora mais ainda!

A primeira resenha literária oficial do PJ foi com “Menina de 20” e se depender de mim você sempre será lembrada nesse cantinho da blogosfera e na minha estante! Juro juradinho, que sempre vou indicar suas histórias e vou contar para todo mundo que a Becky Bloom dos livros é tão incrível quanto a do filme.

Aqui fica o meu carinho para a família, amigos, escritores e leitores. Aliás, é difícil falar dela no passado, mas o legado que ela deixou é imenso e sempre estará presente por aqui. Obrigada, Sophie!

O dia ainda não terminou, mas já deixou uma mensagem importante: a vida é um sopro, a gente nunca sabe o que esperar e cada dia pode ser um 7×1. Em contrapartida, a forma como a gente leva esses momentos faz diferença. Que a leveza dos livros da Sophie se façam presente na nossa vida real também. :’)

A dedicatória da Sophie Kinsella!

***

É isso, pessoal. Quem ainda não conhece essa eterna diva do chick lit, convido a conhecer. E quem já conhece, me conta o livro dela que mais te marcou?

Um beijo, Carol.

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carol

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3 Comentários

  • Olá, Carol.
    Fiquei sabendo da notícia e ela era muito querida, assim como a Marian Keyes. Não li a obra, mas vi o filme Delírios de Consumo de Becky Bloom. Com certeza a obra deve ser mais divertida.
    Hoje é um dia especial, te convido para comemorar comigo 22 anos de blog e você faz parte dessa festa. Agradeço sua companhia por todos esses anos. Beijos