20.07.2021
* PJ Leu: Tudo nela é de se amar! ♥

Ei, Gente! :) Uma das metas desse ano era ler mais poemas. E eis que li o primeiro do ano: Tudo nela é de se amar, da Luciene Nascimento (autora brasileira). Publicado pela Sextante (parceira do blog), é um livro que traz palavras de uma jornada da mulher negra. Boa resenha! ♥

Livro: Tudo nela é de se amar | Autora: Luciene Nascimento | Editora Sextante
Crédito da imagem: Pequena Jornalista
Nota de 1 a 5: 4 livros

Sinopse: Poemas e poesias que mostram como a autora compreende a sua identidade. Palavras sobre autoestima, posicionamento, saúde mental e muito mais. Um livro com temas que abrem caminho para todos, com estrofes leves e singelas ilustrações.

Opinião da Pequena: A minha meta era ler, ao menos, um livro desse gênero esse ano. E sério, mega me inspirou para embarcar em outros poemas.

O que eu mais gostei é que os temas não são tão simples, mas através das palavras da autora, o pesado virou leve, na medida do possível. Foi uma nova forma de entender o racismo e o motivo dele ser tão prejudicial. A forma como ele descreve um black power de uma criança é linda e todas tinham de ter a simples ideia de como o seu “travesseiro” as leva para perto do céu. Só lendo para entender!

A maioria dos poemas é seguida de um texto explicativo e ilustrações que fazem todo o sentido. Falando nessa parte do cabelo ainda, me identifiquei com o pensamento dela: não há regras, ou melhor, há! Respeitar o seu desejo, independentemente da referência que a gente tem.

Crédito da imagem: Pequena Jornalista

Adorei as inspirações em forma de senhorinhas no ponto de ônibus. Também é um convite para quem ama escrever e quer escrever mais. Com amor!

Algumas partes, fiquei meio confusa, perdida. Talvez por não ser a minha realidade. Mas espero conseguir, cada vez mais, fazer a minha parte para que a mudança seja real.

Também acho que é um livro perfeito para deixar na mesa de cabeceira e ir absorvendo palavra por palavra. Aos poucos! No mais, queria anotar quase todas as páginas para voltar depois e ler novamente o que trouxe leveza e reflexão.

Crédito da imagem: Pequena Jornalista

O título é lindo e tem tudo a ver com o conteúdo! Recomendo. Já leu? Conta o que achou. Ainda não? Fica a dica e pode comprar aqui no meu link.

Beijos, Carol.

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22.03.2021
* Para ler poesia! ♥
Em: Poesia

Ei, Gente! :) Ontem, 21 de março, foi Dia da Poesia. E no começo do mês, rolou uma live no Insta do blog sobre o tema. A convidada da vez foi a escritora Fernanda Rodrigues. E para unir o útil ao agradável, mesmo com um pequeno atraso, resolvi trazer um post com dicas de livros e um pouco do que rolou nesse bate-papo. Vamos lá? ♥

Crédito da Imagem: Pequena Jornalista

Para começar, uma das coisas que mais me marcou nessa conversa foi o fato de pensar na poesia como uma leitura aos poucos. Ler devagarinho, sem pressa, para que cada palavra, rimada ou não, toque a alma do leitor de verdade. Diferente de uma história que a gente fica ansiosa para saber o desfecho.

Outra coisa: poesia não deve ser vista como uma leitura difícil. Vá aos poucos, no seu ritmo e leia. Aliás, eu já falei algumas vezes por aqui que alguns clássico da literatura brasileira, a pessoa precisa ter maturidade. Mas falar com a Fê me mostrou um outro ponto de vista: tudo tem de ter um preparo. Jogar Machado de Assis logo de cara, faz com que o aluno não se interesse muito. Mas se o educador saber introduzir aquele tipo de leitura, pode ser que as coisas façam mais sentido. E isso se encaixa com poesia, né?

Enfim, muito obrigada pela conversa, Fê. Quem quiser assistir na íntegra, corre aqui. Inclusive, saber a diferença entre Poema e Poesia. ;-) Agora, vamos às indicações de livros?

Crédito das Imagens: Amazon
Crédito da Montagem: Pequena Jornalista

Para começar, um dos poucos livros de poesia que eu li (espero mudar isso logo): Poesia que transforma, do Bráulio Bessa. Aliás, era o nome dele que eu queria lembrar na live e não consegui hahaha. Sério, cada página desse livro foi um acalento no coração.

E claro que o da não poderia ficar de fora, né? Esse ela escreveu com a Elizza Barreto e o nome é “Sobre o que Estava Tentando Dizer“, que está na minha listinha de livros que quero ler ainda esse ano. :) E para quem ama novidade, tem um que vai sair do forno ainda esse ano: Tudo nela é de se amar, da Luciene Nascimento, publicado pela Sextante (parceira do blog). Achei a capa incrível e acho que vou amar a leitura! ^^

Por fim, duas dicas da Fê: Toda Poesia, do Paulo Leminsky. Ele é livro de cabeceira dela. E outra escritora que também vale a pena conhecer é a Ryane Leão. O que eu selecionei foi “Jamais peço desculpas por me derramar“, que se a capa é maravilhosa, acho que o conteúdo não vai decepcionar. ♥

É isso, pessoal. Já leu algum? Qual acrescentaria no post? No mais, podem opinar à vontade.

Beijos, Carol.

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23.09.2020
* PJ Entrevista: Fernanda Rodrigues! ♥

Ei, Gente! :) E no meio dessa pandemia, eu acabei conhecendo blogs incríveis e um deles é da Fernanda, do Algumas Observações. Logo descobri que ela também é escritora e que, recentemente, lançou o livro “Sobre o que estava tentando dizer”, junto com a Elizza Barreto.

Ela têm outros títulos literários e que deixam a nossa vida mais poética. Enfim, não vou falar muito. Mas a protagonista do post do dia sim! Chamei a autora para conversar um pouco com a gente. Vamos lá? Espero que gostem da entrevista! ♥

Crédito da Imagem (Foto): Fernanda Rodrigues
Crédito Montagem: Pequena Jornalista

1. Se pudesse salvar três livros de poesias (sem ser os seus), quais salvaria?
R: Oi, Carol! Obrigada pelo convite e pela oportunidade de conversar com você e com os seus leitores. Eu acho muito difícil escolher apenas três! Um que vive na minha cabeceira e que sempre está comigo é o Toda Poesia, do Leminski (Companhia das Letras), que apresenta um compilado de toda a produção poética do autor curitibano. Esse livro é muito inspirador, já que nele há textos produzidos em diversos anos da vida do Paulo Leminksi. É legal demais ver como ele trabalhou a criatividade nos textos. O seguindo livro foi escrito por uma amiga e me comove profundamente. Chama-se Seu Retrato sem Você, da Tatiana Eskenazi (Editora Quelônio). Esse livro é um dos poucos que me deixa com um nó na garganta e com uma vontade profunda de investigar esse processo de presença na ausência e ausência na presença a que a Tati nos provoca em seus poemas. O terceiro, sem dúvida, seria qualquer um do meu muso, do meu divo, Carlos Drummond de Andrade.

2. Aliás, como foi o seu primeiro contato com esse mundo? Conta um pouco da sua trajetória de poetisa?
R: Eu poderia escolher vários marcos para estabelecer o início da minha vida como poeta, desde assistir ao Gato Pintado no Castelo Rá-Tim-Bum durante a infância, passando pelo meu ensino médio (em que tive professoras maravilhosas!), chegando à abertura do meu blog, o Algumas Observações, em 2006 — espaço em que eu passe a produzir meus próprios versos. Penso que todo mundo vive cercado de poesia o tempo todo, a questão é que nem sempre as pessoas se dão conta disso. Se a gente parar para pensar, viver é uma profunda e intensa poesia. Sobre a minha trajetória, acho que ela vem muito atrelada a ler muita poesia — de todos os tipos — e a escrever até encontrar uma satisfação no meu texto (não importando muito a finalidade: se será publicado no blog, em livro, em cartão ou se ficará guardado).

3. Para quem ainda não embarcou nesse universo, o que você diria e qual conselho daria?
R: Quebre o ciclo do senso comum de que “ler poesia é difícil”. Penso que uma das melhores coisas hoje é que há poesia de todos os tipos, para todos os gostos. Então, experimente! Vá dos autores clássicos, de formas mais rígidas, até os poetas de internet. Aliás, também é muito interessante pensar em formas de consumir poesia hoje, porque há muitas: livro, e-book, Story do Instagram, vídeo de Youtube, Podcast, batalha de slam… Enfim, tenho certeza de que há um(a) poeta para todo mundo poder se encantar. Tudo começa aceitando que ler poesia NÃO é difícil!

Crédito da Imagem (Foto): Fernanda Rodrigues
Crédito Montagem: Pequena Jornalista

4. Tem alguma mania peculiar na hora de escrever e ler?
R: Mania, não. No momento da escrita, preciso ser rápida, porque as ideias sempre surgem acompanhadas. Se não anoto na hora em que as tenho, ou me esqueço ou o texto não sai com o mesmo frescor, com a mesma espontaneidade. O trabalho fica muito mais árduo. No momento de leitura, não tenho nenhum ritual. Entretanto, gosto de manter um diário de leitura para anotar percepções e insights que tenham surgido em decorrência da leitura — tem eles relações com o texto lido ou não.

5. Para quem deseja viver de escrita: qual é a parte mais doce e amarga desse mundo?
R: A parte mais doce divide-se em duas: a primeira é a “garantia” (muitas aspas nessa “garantia”) de sobrevivência mental e afetiva. No meu caso, escrevo por profissão, mas também por muitas necessidades internas (de me organizar, de me entender, de tentar compreender o mundo ao meu redor). A segunda diz respeito às conexões (essas, bem reais). A escrita — tanto do blog, quanto do livro — me trouxe amigos de várias partes do mundo e me possibilitou ir além da minha própria realidade por meio do compartilhamento das experiências.
A parte amarga é que ninguém vive só de vender livros. Mesmos grandes autores hoje se dividem entre escrever e alguma outra profissão (lecionando escrita criativa ou traduzindo e editando outros livros, por exemplo). É muito duro viver em um país que tem tantos problemas relacionados à Educação, porque isso — além de todos os outros problemas — acarreta uma profunda desvalorização da Cultura e de tudo o que a envolve, incluindo os livros. É muito triste saber que o objeto livro não circula em todos os lugares, que ainda há pessoas que vejam como certo que ler seja uma atividade apenas da elite.

***

Crédito da Imagem: Blog Algumas Observações

Amei a entrevista e fiquei com vontade de me jogar nesse universo. Muito obrigada, Fê! Todo sucesso do mundo para você, viu? Para quem quiser conhecer mais sobre os livros dela e tal, só clicar aqui. Em breve, espero conseguir ler e podem deixar que publico uma resenha no PJ.

E vocês? Gostam de poesias? Me indiquem! Já conheciam a autora? No mais, podem opinar à vontade. ♥

Beijos, Carol. ♥

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24.09.2018
* PJ Leu: Poesia que transforma! ♥

Ei, Gente! Para começar a semana, separei uma dica literária adorável: Poesia que transforma, do Bráulio Bessa Publicado pela Sextante (parceira do blog), o livro é repleto de poesias que transformam o nosso dia a dia. Vamos lá? Boa resenha para vocês! :)

PJ Leu - Poesia que TransformaLivro: Poesia que transforma | Editora: Sextante | Autora: Bráulio Bessa
Crédito da Imagem: Pequena Jornalista
Nota de 1 a 5: cinco livros!

Sinopse: Um livro que nada mais é do que uma homenagem à poesia e a tudo o que ela é capaz de proporcionar. Com mais de 30 de seus emocionantes poemas, alguns deles inéditos, Bráulio Bessa nos conta um pouco das histórias do menino de Alto Santo, no interior do Ceará, que se tornou poeta e ativista cultural. Desde o primeiro encontro com a obra de Patativa do Assaré, aos 14 anos, até a fama na televisão, ele mostra como a poesia transformou sua vida.

Minha opinião: Nunca um título de um livro fez tanto sentido para mim. É incrível o poder de transformação que uma simples poesia tem. Soube disso, depois dessa leitura! Que vai além da mais famosa do Bráulio, viu? “Recomece” é incrível, mas as outras não ficam atrás. São tantas maravilhosas, que é impossível escolher uma só preferida. E a cada capítulo, nos deparamos com um relato que acompanha a última poesia da última página lida, sobre a vida dele. Amei conhecer a mãe e a mulher do poeta, através de palavras tão sinceras, compreensivas, gratas e amorosas. Nos inspiram a cada parágrafo e estrofe. Ele escreve com tanta simplicidade e amor, que é meio que obrigação nossa abraçar o livro no final de tudo. E, gente, confissão de leitora: é meio que impossível não ler as poesias imaginando ele declamando todas. Até mesmo o texto corrido, sabem? hahaha

Por fim, adorei também as ilustrações que acompanham algumas páginas e destaque para os relatos dos fãs, que são bem fofos. Ah! Bráulio, vou dar mais atenção quando eu notar a palavra “Cordel” por aí. ;-) Enfim, se você deseja uma transformação, por mais simples que seja, mega recomendo essa leitura rápida e que vai deixar a vida mais leve. ♥ 

Já leu? Conta o que achou. Ainda não? Fica a dica!

Beijos, Carol.

Para ler: Mas tem que ser mesmo para sempre?

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