24.09.2015
unnamedPor Teca Machado 

Quando você passa a vida inteira morando na mesma cidade, acaba conhecendo a maior parte dos cantinhos e bibocas, aprende a se situar, a achar o caminho de casa mesmo que o bairro seja desconhecido. Você sabe pelo menos qual é a direção certa. Mas quando após 27 anos você se vê numa cidade nova, todos os sentidos de direção que você tinha se foram, puft! Esse é o meu caso atual, que há dois meses saí de Cuiabá e vim para Brasília.

Graças a Deus pelo Waze! Sem essa coisa linda eu me perderia muito mais do que o que eu já me perco normalmente. E olha que Brasília é a cidade mais bem sinalizada do universo. A cada dois metros tem uma placa te indicando os pontos da região. Mas nem sempre viver de placas funciona, principalmente quando a bateria do seu celular (E consequentemente o Waze) acaba no meio de um lugar que você não tem a mínima ideia de como voltar para casa.

Me diz, como mandam o homem para a Lua, enviam robozinhos para Marte e criam a bomba atômica, mas ainda não fizeram uma bateria do iPhone que dure pelo menos 24 horas? E olha que eu estou pedindo pouco, um diazinho só.

Então, ontem lá estava eu dirigindo alegremente por Brasília. Deixei o marido no aeroporto, fui fazer vistoria do carro para o seguro, resolvi encomendas com o marceneiro e finalmente peguei o caminho de volta para casa que fica a uns 20 quilômetros de onde eu estava. Como era um lugar que não tenho muita segurança ainda, liguei o Waze. Ele me pediu para virar em determinado lugar, mas eu perdi a entrada.

Ops! Não tem problema, recalcular a rota está aí para isso mesmo.

Só que a rota que ele recalculou é uma por onde eu nunca andei. Ok, ok, eu estava com o Waze ligado, então vamos nessa sem medo de ser feliz. Quando cheguei num lugar no meio do nada, ainda a 15 quilômetros de onde moro, olhei a minha bateria: 3%. Com 3% eu não chego nem na esquina. Bateu aquele desesperozinho, tentei olhar o mapa do caminho para ver se eu decorava alguma coisa e logo em seguida o celular morreu. O CELULAR MORREU!

Ai, Jesus! E agora? As placas! É isso, as placas em Brasília sempre salvam.

Só que o lugar que eu estava não tinha placa nenhuma para a direção que eu precisava ir. Comecei a andar a esmo. Via de longe, muito longe, a região de prédios onde eu moro e tentava ir para lá, mas aqui é uma infinidade de rodovias, viadutos, retornos, contornos e blá blá blá.

Só sei que depois de mais de meia hora rodando, me embrenhando em cidades satélites e rodopiando por buracos em Brasília, achei a placa que eu mais precisava na vida e, enfim, o caminho para casa. Acho que eu nunca fiquei tão feliz de encontrar uma rua!

Quase me senti no desenho Caverna do Dragão (Quem aí tem mais de 20 anos e lembra desse desenho levanta a mão!), quando os personagens tentam desesperadamente encontrar o caminho de casa, mas sempre dá um pipoco e tudo desanda.

Nessa experiência aprendi algumas lições:

1- Waze é vida.
2- Sempre ande com um carregador de celular no carro.
3- Brasília não é tão fácil quanto parece.
4- Placas desaparecem quando você mais precisa delas.
5- Não confie no seu próprio senso de direção.
6- Nunca desobedeça o Waze.

unnamed (2)

***

O Projeto Drama Queen é uma parceria bem humorada entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista. Todas as quintas-feiras falamos sobre dramas da vida de modo leve, descontraído e às vezes com bastante exagero. Quer participar? Mande um texto bem dramático para projetodramaqueen@gmail.com e curta a nossa Fan Page.

Teca Machado.

P.S: crédito imagens – 1. Site BuzzFeed, do post 15 coisas que os apps diriam se fossem sinceros. / 2. Projeto Drama Queen
carol
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