20.11.2014
* Uma infância dramática – Projeto Drama Queen #6 (Por Teca Machado)! ♥
“Uma Infância Dramática”
(Por Teca Machado)
Ser dramático é algo que nasce com você. Pelo que os meus pais me
contam eu sou assim desde que aprendi a falar. Aliás, até antes disso mesmo,
quando aprendi a me expressar, já estava “colocando minhas asinhas de fora”.
Tenho vários episódios da infância que comprovam isso (Vários deles até gravados
em vídeo).
Para começar, se você me desse um chocolate, ele tinha que ser
inteirinho. Ah, se quebrasse uma pontinha que fosse… Escândalo total e choro
por alguns minutos. Minha tia Flávia uma vez estava tirando para mim a
embalagem daquele guarda-chuva de chocolate (Alô, anos 1990!) que era
praticamente impossível de sair inteiro. Ela quebrou uma pontinha mínima,
tentou colar sem eu ver, mas não teve jeito, foi o maior berreiro.
Tinha também o fato que eu odiava molhar os pés. Quando íamos para a
fazenda de uns amigos dos meus pais, as crianças mais velhas saíam correndo
pelo pasto alegres e felizes. Justo no dia que eu fiz isso estava tudo meio
enlameado da chuva da noite anterior e quando percebi a meleca na minha
sandalinha de plástico da Melissa (Aquela que tradicional que toda menina teve),
comecei a chorar e gritar “Ahhh, molhou! Molhou”. Essa cena está eternizada em
vídeo.
Andar de bicicleta era uma tortura. Eu caia muito, demorei a tirar as
rodinhas de sustentação (De acordo com o meu pai isso aconteceu mês passado,
haha). Na verdade, eu despenco do selim até hoje e caio bastante. Teve uma vez
que eu e a minha irmã estávamos descendo uma ladeira. No final dela tinha uma
área com uma água suja parada. Minha irmã desviou. Eu, óbvio, caí. Não caí
dentro dela, mas pertinho. Estava de boa, mas quando vi que parei a centímetros
da sujeira, aí que comecei a chorar, isso só pensando na possibilidade. Aconteceu
também na vez que eu estava numa festinha de aniversário e rolei escada abaixo.
Nem chorei, nem doeu, mas quando me disseram que minha calcinha tinha aparecido
porque eu estava de vestido, aí sim lágrimas e mais lágrimas caíram.
E o drama para tomar vacina? Sim, quando era de injeção o choro durava
horas (Ok, confesso que isso acontece até hoje, porque eu tenho pânico, pavor,
horror a agulhas), mas eu falo também de quando eram gotinhas. Sério, eu tinha
um medo incontrolável do Zé Gotinha e só de ver ele, mesmo que fosse na
televisão, fazia o maior escarcéu. Eu provavelmente fui a única criança que
teve medo dele. Mas, pensem bem comigo: A cabeça dele era em formato de gota! É
para dar pesadelos mesmo, não para incentivar a tomar a bendita da gotinha.
Mas não era só o Zé Gotinha que me assustava. O Papai Noel também,
assim como aqueles personagens da Turma da Mônica que eram pessoas fantasiadas
que andavam com a gente de trenzinho pela cidade. Fazia tanto escândalo que eu
simplesmente não ia de jeito nenhum.
Esses são apenas alguns dos episódios de uma infância verdadeiramente
dramática. Quando filhotinhos do meu cachorro faziam cocô na minha mão, drama.
Quando minha irmã me amarrava no poste, drama (Veja mais sobre isso aqui).
Quando chegava dois minutos atrasada na escola, drama. Quando minha irmã nos
atrasava para pegar o ônibus escolar, ai, minha nossa, drama eterno. Posso
ficar horas e horas aqui contando casos do tipo.
E você, tem alguma história de infância dramática?
Teca Machado. 
** 
Hahaha! Lembrei de várias histórias também! Carrego o posto de “drama queen” desde a maternidade. Aliás, quem nunca fez um drama quando era criança? Impossível não se identificar com o texto da Teca, né? Contem aí. ;-)
O Projeto Drama Queen é uma parceria entre o Pequena Jornalista e o
blog Casos Acasos & Livros. Toda quinta-feira, um texto bem dramático. Veja os outros textos do tema:
Beijos, 
Carol. 
**
Autora do romance chick lit I Love New York, Teca Machado é uma devoradora de livros e filmes desde 1988 (Ok, mentira, desde 1994, quando aprendeu a ler). Alguém que compra livros pela capa, chora até com propaganda de margarina, é apaixonada por trailers, tem gostos mais adolescentes do que meninas de 14 anos, sonha com dinossauros e com o Bon Jovi, dá risada de si mesma, canta alto e dança no carro e pretende ser autora de Best Sellers. ;-)  * Dona do Blog Casos Acasos & Livros

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13.11.2014
* Projeto Drama Queen – Um drama chamado: mala de viagem! #5 ♥
Mais um texto para o Projeto Drama Queen, em parceria com o blog Casos Acasos e Livros, da Teca Machado. O assunto de hoje? Malas e excesso de peso. Quem nunca sofreu e fez um draminha básico? ;-)

Um drama chamado: mala de viagem! 
(Por Carol Daixum) 

Eu amo viajar. Odeio arrumar mala! Aliás, mala causa um drama bem dramático na minha vida. Como escolher roupas, livros e afins para os próximos três meses assim em um dia? Muito difícil essa tarefa, gente! Sou indecisa. Uma roupa que fica bem num dia, pode não ficar no outro. Ai vem alguém e fala: leva só o essencial. Tenho vontade de esganar, mas conto até mil e respiro. Já li mil matérias sobre o assunto que me inspiram e penso “minha vida vai mudar”. Mas na hora H, eu não consigo colocar na ordem que tal especialista indicou. Enrolar a blusa perfeitamente não é comigo. Fica tudo um bololô. Ai me estresso e acho melhor desistir da viagem. Viajar para quê? Respiro novamente, volto atrás e começo tudo de novo. Até que para uma drama queen, sou bem persistente quando o assunto é viagem. ;p

Ponho e tiro roupa dentro da mala numa fração de segundo. Essa vai, essa não. Ou melhor ao contrário? Pode rolar uma festa. AH! vou levar o meu vestido preto básico então. Combina com várias ocasiões. Mas ele pinica. Melhor não! Mas vai que… Melhor levar! Ai lembro daquele cachecol listrado lindo de morrer. Mas já estou levando muita coisa, não posso pagar excesso de peso não. Pelo menos não na ida. Mas só um cachecol não vai fazer muita diferença. Falando nisso, se tem uma regra que eu odeio com todas as forças é essa de “viagem internacional só é permitido levar 32kg”. Por quê? Quem inventou essa história ou era uma mulher de outro mundo ou um homem recalcado querendo se vingar do sexo feminino. Pelo menos, as mulheres deveriam ser liberadas dessa regrinha. Mulher tem roupa, sapato, bolsa, maquiagem, creme para isso, creme para aquilo, remédio, caderninho para anotar dicas da viagem para as leitoras do blog e por aí vai. Quem engole um livro por semana (mesmo em viagem), sofre mais ainda. Único defeito de livro é que, dependendo, pesa demais. Tenso, gente! Tenso.

Tenho uma tática: levar pouca coisa para comprar lá. Mas não funciona direito não. Sempre acho que tem muita coisa ou pouca. Nunca consigo alcançar o meio termo. Ai penso em comprar uma outra mala lá. Mas com tanta liquidação, lembrancinhas do lugar (como não levar uma mini Torre Eiffel rosa?), presentes para a família, para os amigos e tal… Segunda mala lotada. Ai vem o segundo drama da viagem: arrumar a mala na hora de voltar para o lar doce lar. E o fantasma chamado “excesso de peso” volta com toda força. Na ida você foi liberada não sei como, na volta… Só rezando muito! Sentiram o drama, companhias aéreas? Por um mundo sem restrição de peso das malas. Ajudaria muito a vida das mulheres dramáticas, que não resistem a um “vou levar um unicórnio, vai que precisa”. Abençoados aqueles funcionários que fingem não ter visto o “um quilo a mais”.  ;-)

**
Quem nunca passou por esse drama? hahaha Podem opinar à vontade! ;-)
Ah! Quem quiser sugerir temas para o Projeto Drama Queen, eu e a Teca vamos adorar receber sugestões. E quem quiser ler os outros textos dramáticos, só procurar na caixinha de pesquisa pelo nome do projeto. 
Beijos, 
Carol. 
P.S> Crédito da Foto 1 – Não lembro on site, mas foi no Santo Google que eu achei a imagem. / Crédito da foto 2 – Fan Page Disney Irônica. 


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06.11.2014
* Frases que todo dramático odeia escutar – Projeto Drama Queen #4 (Por Teca Machado) ♥
Tem alguma dramática, ansiosa e neurótica de plantão? Estamos aqui com mais uma edição do Projeto Drama Queen, que é uma parceria entre o Pequena Jornalista e o blog Casos Acasos e Livros, da Teca Machado. 
Para o texto de hoje, a Teca falou sobre um assunto muito sério para aqueles que têm o coração mais sensível e o cérebro mais impaciente: 5 frases que todo dramático odeia escutar. Vamos lá? ;-) 
Por Teca Machado
1. “Não chora”.

Não chora? Não
chora o caramba! Eu vou chorar o quanto eu quiser e você não pode me obrigar a
engolir as lágrimas de volta. Choro mesmo, o problema é meu e você vai ter que
lidar com isso, porque provavelmente você é quem me fez chorar ou foi o
primeiro infeliz que eu encontrei para me consolar ou me perguntou “Mas você
está bem?”, então, de qualquer modo, a culpa é sua. E saiba que ao dizer isso
você está abrindo uma comporta invisível e ilimitada do meu estoque de lágrimas
porque essa frase só me faz ter mais vontade de chorar.

2. “Se tiver de ser, será”.

 “Se tiver de ser, será” (Leia isso com uma voz
bem fininha de sarcasmo). Oi? Eu queria agora, não quando tiver de ser num
tempo próximo ou não tão próximo, isso se acontecer. Me desculpa, mas eu sou
impaciente. Eu sei que fica mais bonito contar para os netos no futuro como foi
difícil a espera de dois anos para o vovô querer ficar comigo, ou como eu lutei
bravamente por cinco anos por aquela vaga ou até mesmo que aquele casaco lindo
demorou meses para ficar em promoção. Mas isso é o de menos, eu posso florear a
história quando for contar. Não pode ser agora?

3. “Para de drama”. 

Meu querido,
entenda uma coisa: Eu SOU dramática e sempre vou ser. Traço de personalidade
que é basicamente impossível de mudar. So sorry! A vida fica muito mais
emocionante com um draminha envolvido. E se você aguenta meus dramas numa base
frequente e ainda fica comigo, sei que você me ama horrores. E talvez por isso
que eu vá fazer ainda mais drama, só para ficar tudo mais divertido…

4. “Você está de TPM?”

Não, eu sou a TPM em
forma de gente. Tudo bem que quando ela chega o drama piora, mas não me diga
isso. Você pode até pensar, mas não repita em voz alta para mim. Essa frase
pode desencadear uma série de acontecimentos bizarros, irados e sem sentido que
você provavelmente não vai gostar e de que eu vou me arrepender amanhã ou pelo
menos sentir uma certa vergonhazinha. Eu sei que é meio irracional, eu sei que
eu não deveria estar me comportando assim, mas os hormônios em polvorosa no meu
organismo me mandaram fazer isso! E se eles mandam, eu obedeço.
5. “Depois preciso conversar com você”.

A pior das piores,
o maior pesadelo de uma Drama Queen, o Darth Vader do meu Luke Skywalker. O
terror que essas cinco palavrinhas traz é indescritível. Essa frase traz a tona
o que há de ruim na sua fértil imaginação, te faz relembrar tudo de mau e
errado que você já fez na vida, até ter mordido o dedo do coleguinha no jardim
de infância (Eu ainda afirmo que foi sem querer. Ele me deu um pedaço do Bis
que estava segurando e Bis é pequenininho demais, eu só errei a mira na hora de
morder!). É tenso porque todas as alternativas passam na sua cabeça e sempre só
de possibilidades ruins, afinal se fosse coisa boa a pessoa te falava na hora.
Poucas vezes na vida que eu escutei essa frase eram de notícias positivas.
Então, por favor, não fale isso para os dramáticos da sua vida (A não ser que
você queira torturá-los. Aí é um método bastante eficaz).
Tem mais alguma frase que você, meu amigo, minha amiga dramática,
gostariam de acrescentar?
Beijos,
Teca Machado.
**
Incrível, eu me identifico com todas as frases que a Teca citou. E vocês? 
E quem quiser, pode acrescentar mais frases. Está super liberado fazer um draminha aqui, gente! ♥
Um beijo, 
Carol.
P.S: Crédito da Imagem – Teca Machado, do blog Casos Acasos e Livros. 

Autora do romance chick lit I Love New York, Teca Machado é uma devoradora de livros e filmes desde 1988 (Ok, mentira, desde 1994, quando aprendeu a ler). Alguém que compra livros pela capa, chora até com propaganda de margarina, é apaixonada por trailers, tem gostos mais adolescentes do que meninas de 14 anos, sonha com dinossauros e com o Bon Jovi, dá risada de si mesma, canta alto e dança no carro e pretende ser autora de Best Sellers. ;-)  * Dona do Blog Casos Acasos & Livros

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30.10.2014
* TPM, sinusite e vingança – Projeto Drama Queen #3 ♥
“TPM, Sinusite e Vingança” 
(Por Carol Daixum) 
– Não gosto desse, nem desse. Esse é muito infantil. Não, pai, credo!
Esse é muito sério. Droga, eu não encontro nada na minha vida. Nada dá certo!
Nada! Por quê? Que mal eu fiz para merecer isso? (Nessa hora, lágrimas começam
a descer e tcharan: fim do mundo!)
– Filhota, as pessoas estão olhando. Você sabe que a gente está falando
de um caderno, né?
– NÃO, PAI!! Esse caderno resume a minha vida. Nada do que eu quero
acontece, nada, nadinha! (começo a soluçar)

Quando saímos do shopping, ele nem deu muita bola para mim. Tipo,
concordava com tudo o que eu falava. Mas sabe quando a pessoa faz isso só para
não contrariar? Que raiva! Nem o meu pai liga para mim. Acho que é porque eu
estou com sinusite e de TPM. Ou, ele deve estar cansado de mim. Nem brigar mais
comigo ele quer. Dizem que quando a pessoa para de brigar é porque ela desistiu
de você. Ai meu Deus, o meu próprio pai desistiu de mim. Por que Deus? O que eu
fiz?  
Cheguei em casa e fui para a cama chorar mais um pouquinho (como a
minha fonte não seca???). Bati a porta com toda a força e tranquei. Ele perdeu
a paciência comigo! Que pai briga com a própria filha que está doente???? Minutos
depois, ele pegou a chave do carro e saiu. Ainda teve a cara de pau de me dar
um beijinho na testa e uma piscadela fofa.
Algumas horas depois, ele abre a porta do meu quarto com uma bandeja e
uma flor de chocolate para curar a TPM. Remédios para a sinusite, um caderno (exatamente
como eu queria), uma sopinha batida e um bilhete: “para a minha drama queen
preferida”! Me derreti toda e fiz as pazes com o meu pai. Mas deixei claro que eu
não era dramática. Só sensível demais. ;-) 
Três semanas depois….
– Pai, levanta da cama!
– Filha, acho que eu não vou trabalhar não. Estou febril, enjoado. Você
vai ficar com saudades se eu partir dessa para melhor? (carinha de cachorro
abandonado),
– Ai, paiiii! Quanto drama, hein? Levanta da cama e, aproveita, para me
dar uma carona. Eu preparo o seu café, viu seu “drama king”. (dei uma piscadela
fofa e sai)
Às vezes, os homens conseguem ser mais dramáticos que a gente, né? Uma
gripe de nada e pronto: já acham que vão morrer. Quanto drama, meu Deus! ;p 
P.S: Dicas para as dramáticas de plantão:
1. Meu termômetro para medir o quanto a pessoa me ama é justamente nos
dias de “drama normal + TPM + sinusite”. Se a pessoa não me socou, ela me ama.
2. Quando seu pai (ou namorado) falar que você é muito dramática,
desconte no momento “resfriado” dele e faça uma cara de “não aguento esse drama
todo”. Dá uma paz! ;-)
** 
Para quem ainda não conhece o Projeto Drama Queen, clique aqui. E quem quiser ler os dois primeiros textos, clique aqui e aqui. ♥
E quem tiver sugestões para o projeto, eu e a Teca, do blog Casos Acasos & Livros, vamos adorar receber. Podem opinar à vontade, ok? ;-)
Um beijo, 
Carol.
P.S: crédito da fotos – Indiretas do Bem. ;-)
Todo mundo  já curtiu a Fan Page do blog? 
Podem sugerir, criticar e por aí vai! 
Ainda não curte? Clica, clica! ♥

17
23.10.2014
* Diálogo – Projeto Drama Queen #2 ♥
Diálogo – Projeto Drama Queen #2
(Texto – Teca Machado) 
– Amiga, e agora?
– E agora o que?
– Tem três dias que ele não me manda mensagem, não me dá sinal de
vida.
– Ih…
– Será que mando mensagem? Da última vez fui eu quem puxou papo. Fica
chato?
– Olha, sou do tipo que acredita que se você quer falar com a pessoa,
tem que falar. Melhor se arrepender do que fez do que de não ter feito.
– Tá, peraí que eu vou bolar alguma coisa.
5 minutos depois
– Amiga, vê o que você acha: “Oi! Tudo joia? Quanto tempo, hein?
Você sumiu. Morreu? Haha. Brincadeira. Eu sei que não. Bom, espero que não.
Apareça, me liga na hora que quiser. Mil beijos”.
– “Tudo joia”? Quem fala “joia” hoje em dia.
Parece coisa dos anos 1970. Muda isso.
– Troquei por “tudo bem”. Melhorou?
– Muito. Agora vamos conversar sobre o resto.
– O resto? Você acha que precisa mexer mais?
– Sendo bem sincera, sim.
– Ai, meu Deus! Eu sou mesmo uma negação com os homens. Certeza que
vou morrer sozinha. Cara, por quê? Por quêêê?
– Ei…
– O que?
– Para de ser dramática.
– Tá. Parei.
– Continuando. Achei ruim a segunda parte, quando você diz que ele
sumiu e pergunta se ele morreu. Parece que você ficou contanto as horas desde a
última vez que se falaram. Soa desesperado.
– Eu estou desesperada.
– Por que acha que ele morreu mesmo? Hahaha.
– Não! Porque acho que ele está dando bola para outra. Mas agora que
você falou isso, AI, JESUS, SERÁ QUE ELE MORREU???
– Larga de ser boba. Claro que não. E tira o Caps Lock.
– MAS VOCÊ NÃO ACHA QUE ELE MORREU MESMO?
– Não. Se tivesse morrido, não tinha atualizado o Facebook cinco
minutos atrás.
– O que ele publicou?
– Anh…
– Amiga, o que foi? Por que essa pausa? ELE ESTÁ NO HOSPITAL, É ISSO?
– Não, não. É que eu acho que você não vai gostar…
– FALA LOGO!
– Só se você prometer tirar o Caps Lock. Parece que você está gritando
comigo.
– Eu ESTOU gritando com você. Mas tirei, olha. Só minúsculas.
– Então, ele fez check in no cinema com aquela bruaca que você não
gosta.
– O QUE? AI, NÃO NÃO NÃO! E AGORA? SERÁ QUE ELE NAMORA ELA? SERÁ QUE
ELES VÃO CASAR? ELES NÃO PODEM TER FILHOS. ELA É MUITO FEIA PARA ELE.
– Acho que talvez sejam só amigos. E a gente nem sabe se eles estão
ficando, quanto mais pensando nos filhos que você já está pensando.
– É, talvez…
– Mas voltando ao assunto da sua mensagem. Tira a parte que você diz
que ele pode ligar quando quiser.
– Mas como ele vai saber quando pode me ligar?
– Ele não pode. Não dê a entender que você fica do lado do telefone
falando “Toca telefone, toca” ou “Apita, What’s App, apita”.
– Eu faço isso.
– Só que ele não precisa saber.
– Que droga, hein?
– Ah, e pode tirar o “mil beijos”. Deixa só um simples “beijo”. Ou
tira, nem se despeça.
– Por que?
– Porque sim.
– Você é uma ditadora. Minha nossa! Não posso fazer nada e você já fica
me cortando!
– E você é uma dramática.
– Então, tá, senhora chefe mestra suprema da minha vida, como vai ser
a mensagem.
– Acho que poder ser “E aí? Tudo bem? Está fazendo o que de bom?”.
– E o “beijo”?
– Não precisa.
– Mas eu quero.
– Então vai, coloca um “beijo” no final e manda.
– Tá… Ai, que emoção! Vou fazer isso mesmo. – Mandei.
– Legal.
– E agora?
– E agora o que?
– E se ele não responder? E se ele demorar? E se, credo, ele
visualizar e não responder? Acho que eu me desespero.
– Calma, respira…
– AI, AMIGA, O QUE EU FAÇO?
– Ai, ai, o que EU faço por ter uma amiga Drama Queen igual a você?

Drama Queens desse mundo, uni-vos! Vocês não estão sós.
Teca Machado. 

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Alguém se identificou com o texto da Teca? Nossa, eu mega me identifiquei hahaha! ;p
Para quem não sabe, esse texto faz parte do Projeto Drama Queen em parceria com a Teca, do blog Casos Acasos & Livros. Quem quiser saber um pouco mais sobre o Projeto e ler o primeiro texto, clique aqui
Ah! Podem opinar à vontade e sugerir temas também! ♥
Um beijo,
Carol. 
Autora do romance chick lit I Love New York, Teca Machado é uma devoradora de livros e filmes desde 1988 (Ok, mentira, desde 1994, quando aprendeu a ler). Alguém que compra livros pela capa, chora até com propaganda de margarina, é apaixonada por trailers, tem gostos mais adolescentes do que meninas de 14 anos, sonha com dinossauros e com o Bon Jovi, dá risada de si mesma, canta alto e dança no carro e pretende ser autora de Best Sellers. ;-)  * Dona do Blog Casos Acasos & Livros

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