30.04.2015
* Projeto Drama Queen – Motorista da rodada? #28 ♥
(Por Carol Daixum)
Dirigir. Pois é! Um verbo que eu não pratico muito. Ou melhor: nadinha de nada! Não é medo, nem pânico. É meio trauma. Tudo começou quando eu fui tirar a carteira. Teste psicotécnico. Meu Deus! Sempre escutei: qualquer um passa, relaxa! No meu caso? Até passei, mas a moça disse que eu tinha um raciocínio meio lento, mas que eu era muito inteligente. Em minha defesa: tinha acabado de terminar um namoro. E eu sempre fui meio lerdinha mesmo! Daí, veio a prova teórica! Escutei o mesmo discurso: qualquer um passa, relaxa. Ahá! Prazer, Carol Daixum, primeira pessoa a não passar numa prova teórica. Fiquei no quarto durante uma semana. Me senti a pessoa mais burra da face da Terra. Minha mãe e minha irmã falaram: quanto drama blá-blá-blá. É porque elas não tiveram que ajeitar a coroa na frente do senhorzinho que me olhava com uma cara de dó na hora que falou “na próxima, você consegue”. Quase o abracei, mas dei a meia volta e fui embora daquele lugar horrível. Na segunda vez? Passei. o/!!! Daí vieram as aulas práticas…. 
Na primeira aula: meu instrutor me jogou na Avenida das Américas (no Rio de Janeiro, Barra da Tijuca), na hora do almoço. Quase morri, mas ele não ia colocar a vida dele em risco. Eu acho! Enfim, me sai bem nessa parte. Até que veio a prova prática. Aliás: três! Passei só na terceira, mas tenho certezaaaa que foi implicância do cara do Detran. Na primeira, esqueci a seta. Na segunda, fui ajeitar o carro na hora de fazer baliza, bati no cone. Poxa, eu só queria ajeitar o carro para ficar bonitinho na vaga. Mas ele não me obedeceu muito! ;-) Na terceira? Passei tranquilamente, finalmente os caras não implicaram comigo e, modéstia parte, mandei muito bem. Arrasei estacionando o carro. Aí finalmente eu peguei a carteira…. 
Entrei em pânico e ainda coloquei a culpa na minha mãe (desculpa, manhê). Falei que ela não tinha paciência comigo. Mas na verdade isso de dirigir é muita informação, sabem? Ajeita espelho, liga o carro, coloca a seta, mexe no banco, coloca o pé na embreagem, ai acelera, primeira marcha. Não deixa o carro morrer! Gente, calmaaaa! Não funciono sob pressão. Ainda tem o fator: sou bai-xi-nha, tenho que dirigir colada no volante! Caso contrário, o meu pé não chega até o pedal. E nem ousem falar: coloca almofadinha. Adianta muito não, gente! 
Eu tenho vontade de dirigir. Mesmo! De verdade, verdadeira! Morro de vontade de cantar que nem uma louca dentro do carro e ter um chaveiro gigantesco (e tosco) para chamar de meu. E não aguento mais pegar táxi e ônibus. Quero ser livre, pegar meu carrinho e sair sem destino. Mas aí eu lembro que sou lerda, do infinito de coisas que eu tenho que fazer antes de ligar o carro. Penso que se eu morrer com o carro, bem no sinal, as pessoas não vão ter paciência comigo e vão buzinar que nem umas loucas. Vou chorar no meio trânsito e ser mais xingada que sei lá o que. Não vou conseguir ajeitar a coroa não, gente. Ainda tem a história da minha garagem. Duas rampas gigantes. A sensação é de que eu vou cair lá na terceira garagem e ainda bater com carro. Acho que não vou ter controle do meu pé na hora de frear, sabem? Se eu morasse em casa, acho que seria mais fácil. Ou pelo menos na vaga de visitante…. Mas aqui no meu prédio é proibido. #fuén 
Porém, tomei uma decisão! Mesmo com tantos dramas, vou respirar e vou dirigir. Se buzinarem, eu peço desculpa e ainda mando beijinho. Mentira, vou fazer cara de choro, mas vou engolir. Sou forte, cara! Já enfrentei a mulher me chamando de lerda, não vou aguentar uma buzininha? E as pessoas vão aprender a ter paciência no trânsito. Comigo vão ter que ter. E ainda vou salvar esse trânsito louco, vai rolar paciência. As buzinas vão acabar, gente! Todo mundo zen. Vou mudar o mundo. Me aguardem! Pequena motorista está na área. Quer dizer, até o final desse ano! Prometo. Com medo ou não! Me proteja, protetora das dramáticas de plantão. Ajeita a coroa pra mim, por favor! ;-) 
♥ 
***
O Projeto Drama Queen é uma parceria entre os blogs Casos, Acasos e Livros e o Pequena Jornalista. Todas as quintas-feiras têm um texto novo sobre algum draminha do dia a dia. Tudo com uma dose de exagero e muito bom-humor. Quer participar? Mande o seu relato drama queen para projetodramaqueen@gmail.com. ;-) 
Beijos, 
Carol 

20
24.04.2015
* Organizar um casamento? Drama, drama, drama… – Projeto Drama Queen #27 (Por Teca Machado)! ♥
Por Teca Machado
Vou falar uma coisa para vocês. Ser noiva é uma delícia, mas é
difícil, cheio de pequenos e grandes dramas que você nem achava que ia ter.
Quando você pensa em organizar um casamento, lembra só das partes legais, como
provar docinhos, ensaiar a dança do casal, escolher um lugar lindo para a
cerimônia e experimentar vestidos. Mas nem só dessas delícias vive uma
organização de casamento, tem um monte de coisas chatas para resolver.
Eu fiquei noiva em agosto do ano passado (Comentei sobre esse momento
de filme aqui) e já em setembro, logo que cheguei da viagem que estava fazendo,
comecei a ver tudo para o casamento. Em novembro já estava fechado data, local,
buffet, cardápio, cerimonial, foto, filme, decoração, som, luz, doces,
vestidos, padrinhos, bem-casado e mais algumas coisas. Ah, estava super me
achando a noiva biônica. Em menos de três meses eu tinha um casamento todinho
pronto. Doce ilusão, tinha tanta mais coisa por trás disso ainda!
Aí vieram os detalhes, que levam tempo e não tem tanto destaque:
Viu o contrato dos manobristas? Quem mandou escolher um lugar que não
tem estacionamento por perto.
Pagou o Ecad? Não, nem pensei nisso.
E as forminhas dos doces? É um papel, que absolutamente todo mundo vai
jogar fora, mas é importante pensar nisso, fora que super caro.
Os porta-guardanapos também são responsabilidade minha? Sério? Cor e
material? Nem tenho ideia!
Minha irmã desenhou o vestido das damas-de-honra (Tenho “só” sete
crianças para entrar no altar), mas eu preciso escolher as cores, os tecidos, o
tamanho do rodado da saia. Muito grande ou mega grande? Eu, definitivamente,
não sei escolher pano.
O site do casamento está pronto? Quase!
Já fez lista de presentes? Não, ainda falta muito tempo. Ou, peraí,
não falta muito tempo mais!
Organizou o Chá-Bar? Mais ou menos, estou sem tempo. Mas está quase aí
já, é semana que vem!
Fechou a lista de convidados? Nem me fale, esse é o meu pesadelo
constante.
Escolheu seu cabelo e maquiagem? Hum… Escolhi, mas não tenho certeza
quanto a isso.
Entrou com os papeis do cartório? É… Não?
Todos os Save The Dates entregues e enviados pelo correio? Sim, isso
eu fiz! Tá, e agora, já começou a fazer isso em relação aos convites? Ah, não,
de novo nããããão.
Comprou a gravata dos padrinhos? Não, você acha que é fácil achar 20 gravatas
iguais e ainda mais da cor que eu quero?
Com qual carro você vai para o casamento? Definitivamente não pensei
sobre isso. E quem vai dirigir? Sei lá.
Fora que tem mais um monte de detalhes que não vi ainda que estão só
acumulando. Isso porque eu tenho um noivo extremamente participativo, que me
ajuda de uma maneira que nunca vi noivo nenhum ajudar (Obrigada, Caio! O que eu
faria sem você? :*).
Para “piorar” a minha lista de coisas a fazer, vou me mudar para
Brasília após o casamento, então estou organizando de longe minha casa nova
(que nunca na vida vai caber o tanto de tranqueira e roupa que eu tenho).
É, gente, a expressão “a rapadura é doce, mas não é mole, não” nunca
fez tanto sentido para mim. Mas, confesso, que tem sido uma delícia e não tenho
feito muito drama em relação ao casamento. Nada de “noivazilla” por aqui, pelo
contrário, sou tranquila até demais, a ponto de irritar o noivo, que diz que eu
não estou preocupada com nada. Imagina se além de Drama Queen fosse Drama Queen
Noivazilla
? Aí tenho certeza que ninguém ia me aguentar e provavelmente meu
noivo ia me jogar da ponte.
Faltam menos de 3 meses e eu ainda não surtei. Vamos ver se continuo
assim até lá.
***
O Projeto Drama Queen é uma parceria entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista. Todas as quintas-feiras têm um texto novo sobre
algum drama da vida, sempre com exagero e bom-humor. Quer participar? Mande um
texto bem dramático para projetodramaqueen@gmail.com.
Teca Machado. 
Autora do romance chick lit I Love New York, Teca Machado é uma devoradora de livros e filmes desde 1988 (Ok, mentira, desde 1994, quando aprendeu a ler). Alguém que compra livros pela capa, chora até com propaganda de margarina, é apaixonada por trailers, tem gostos mais adolescentes do que meninas de 14 anos, sonha com dinossauros e com o Bon Jovi, dá risada de si mesma, canta alto e dança no carro e pretende ser autora de Best Sellers. ;-)  * Dona do Blog Casos Acasos & Livros

21
16.04.2015
* Projeto Drama Queen – O drama de ser baixinha (e ter voz de criança)! #26 ♥
O drama de ser baixinha! 
(Por Carol Daixum)
;-) 

– Identidade, por favor! 

– Claro, aqui. 
– Arnaldo, vem cá! Essa baixinha aí acha que engana a gente. Minha princesa, a matinê não é hoje!
– Desculpa, não entendi a piada.
– Aqui não entram menores de idade.  
– E qual é a parte do ano do meu nascimento “1986” que você não entendeu? 
– Identidade verdadeira, por favor! 
– Amigo, você está com ela. 
– Não complica, a fila está grande. Está atrapalhando o meu trabalho. 
– O senhor que está atrapalhando a minha noite. 
– Só entra com identidade verdadeira!
– Que está na sua mão!
– Vou ser bem claro com você: aqui só entra a partir dos 18 anos.
– EU TENHO 28 ANOS!
– 28 anos? Sério?
– Não, eu adoro ficar em fila de boate mentindo a minha idade. 
– Não precisa partir para ironia não. E desculpa, mas quanto a senhora mede?
– Não é da sua conta! Eu só queria saber onde está escrito que maiores de 18 tem de ser troglodita igual ao senhor.  
– Ei, não precisa partir para a ignorância não.
– Senhor, eu só quero entrar e me divertir. Já basta o bullying que eu sofro no meu dia a dia. Outro dia, um funcionário do Burger King perguntou na fila se eu não queria a coroa, todas as crianças estavam ganhando uma especial. – contei segurando o choro, mas acabou caindo uma lágrima. 
– Ô moça! Chora não, sou troglodita, mas sou sensível. Continuo achando que você não tem 18, mas vou deixar entrar, ok? E pode beber um refrigerante por minha conta. Arnaldo, deixa a chaveirinho entrar aí.

Óbvio que a minha vontade era de voar na cara dele, mas contei até três, respirei fundo, ajeitei a coroa e acabei agradecendo ao segurança. Tem uma mãe de uma amiga que fala “isso é um elogio”. Tudo bem que agora parece mais uma ofensa do que outra coisa, mas quem sabe um dia eu levo a sério esse conselho. É, gente! Vida de baixinha não é fácil. É boate, PP que parece mais um GG. E não basta ser pequena, tem que ter voz de criança. Daquela que telemarketing liga e quando você atende pede para falar com algum “adulto”. A sorte deles é que eu sou educada! Claro que ser baixinha tem as suas vantagens. Por exemplo, na muvuca de um show eu fico em qualquer cantinho e passo entre as pessoas sem aperto. As pessoas te tratam com mais carinho e se eu quiser eu posso ficar alguns centímetros mais alta. E não querendo causar a discórdia: os homens preferem as baixinhas. Ok, vou parar por aqui, antes que altas se vinguem dessa parte do post. Tudo brincadeirinha, gente. Sem drama! hahaha ;-)

Agora contem aí: alguém já sofreu um draminha por ser mini ou giga? Podem falar à vontade!

**

Lembrando que o Projeto Drama Queen é uma parceria entre o Pequena Jornalista e o blog Casos, Acasos e Livros. Toda quinta um texto mega dramático e com uma dose extra de exagero. Que participar dessa coluna? Envie um e-mail para projetodramaqueen@gmail.com. ♥

Beijos,
Carol.

P.S: Crédito da imagem – Fan Page Disney Irônica! 


16
13.04.2015
* O drama de ser jornalista – Projeto Drama Queen #25 (Por Teca Machado)! ♥
Na última terça-feira, dia 7, foi comemorado o Dia do Jornalista. Como eu e
Carol dividimos a mesma profissão, resolvemos que hoje o post do Projeto Drama
Queen seria sobre esse tema, para contar experiências mais esquisitas na área.
Não sei se vocês sabem, mas ser jornalista é um drama sem fim.
Somos mal pagos, explorados, trabalhamos iguais condenados, com hora
para entrar, mas sem hora para sair e ainda temos que escutar dos outros frases
como “Para que fazer faculdade se é só sentar lá e escrever?”. Mas tem lá suas
vantagens. Podemos falar mal da profissão, mas ela é tudo menos monótona,
nenhum dia é igual ao outro, principalmente se você trabalha numa redação.
Vamos ver meus dramas?
***
Quem me conhece ao vivo sabe o quanto eu sou desastrada e vivo caindo.
É claro que eu não ia estar a salvo dos meus tombos e vergonhas só por estar no
trabalho.
Certa vez, fazendo uma pauta andando na rua com um entrevistado,
estava sem olhar para frente porque escrevia no bloquinho enquanto caminhava. O
que eu não vi e ninguém me avisou foi que logo a frente do meu caminho havia
uma placa de Pare. Distraída com as perguntas e respostas, meti a cara na
placa. A força foi tão grande que o impacto me fez cair sentada na calçada. O
entrevistado e o meu fotógrafo continuaram andando sem notar. Só pararam quando
eu, ao perceber o ridículo daquela situação toda, comecei a rir sozinha
estatelada na calçada. Fiquei horas com uma marca vermelha na testa.
***
Nas minhas andanças como repórter de revista e site já fui em pautas
no Rio de Janeiro – que chaaaaaato -, mas também fui parar diversas vezes no
meio do mato. Nem tudo são flores.
Numa dessas, num distrito de uma cidade minúscula do interior de Mato
Grosso, meu Estado, precisava procurar a irmã do Marechal Cândido Rondon.
Descobri onde a senhora morava e fui atrás. Era num sítio com porteira. Eu e a
fotógrafa chegamos lá, batemos palmas, gritamos e nada de alguém aparecer.
Resolvemos entrar, já que a porteira estava aberta. Quando estávamos na metade
do caminho até a casa, três gansos apareceram e foram chegando cada vez mais
perto. Não gostei daquilo, eles estavam me encarando! A gente ficou meio sem
reação, no melhor estilo “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Até
que realmente eles começaram a correr querendo nos pegar grasnando loucamente.
Nós duas começamos a correr e gritar em direção à casa, eu até perdi o
sapato que ficou grudado num cocô de cavalo – ARGH! Quando chegamos à
construção, a senhora que eu procurava estava lá rindo, disse que usava os
gansos como uma espécie de campainha. Recuperamos o meu sapato, fizemos a
entrevista, mas eu fiquei totalmente traumatizada com gansos.
***
Certa tarde, cheguei toda linda, de salto alto e serelepe na redação.
Mal sabia eu o que me esperava. Meu editor me mandou para uma pauta externa.
Até aí tudo bem. Só que a pauta era na beira do rio. Chegando lá, andei na
margem já com os pés afundando no barro, tentando ao máximo não “atolar”.
Pensei que ia ficar só nisso, mas não, me enfiaram num barquinho – TODO FURADO
– para ir até uma ilhazinha ali no meio do rio porque a foto ficaria melhor. A
água que entrava pelos buracos começou a molhar ainda mais as minha sandália,
inclusive a minha calça jeans.
No fim da pauta estava já toda suja, cheia de barro e de poeira, do
tornozelo para baixo molhada, mas, pelo menos, as fotos ficaram lindas e a
matéria ficou legal. A experiência me fez aprender a deixar uma sapatilha no
carro, para os casos em que eu precisasse andar perto do rio de novo.
***
Ser jornalista é amar e odiar o que se faz. É ter dias em que se pensa
“Eu odeio essa porcaria de profissão! Por que eu não fiz direito ou medicina?”,
mas cinco minutos depois entrevistar alguém que faz a diferença no mundo e
pensar “Ainda bem que eu posso transmitir para as pessoas a notícia de que nem
tudo está perdido nesse planeta”.
O Projeto Drama Queen é uma
parceria entre o blog Casos, Acasos e Livros e o Pequena Jornalista. Com muito
bom humor, muito exagero e muitas risadas, escrevemos sobre o drama que é ser
dramático nesse mundo cheio de dramas. Quer mandar um texto para participar?
Envie um e-mail para projetodramaqueen@gmail.com.
Teca Machado. 
** 
Autora do romance chick lit I Love New York, Teca Machado é uma devoradora de livros e filmes desde 1988 (Ok, mentira, desde 1994, quando aprendeu a ler). Alguém que compra livros pela capa, chora até com propaganda de margarina, é apaixonada por trailers, tem gostos mais adolescentes do que meninas de 14 anos, sonha com dinossauros e com o Bon Jovi, dá risada de si mesma, canta alto e dança no carro e pretende ser autora de Best Sellers. ;-)  * Dona do Blog Casos Acasos & Livros
P.S: Oi, gente! Carol invadindo o post da Teca. Só para dizer que geralmente o post do Projeto Drama Queen entra toda quinta-feira, mas não consegui postar semana passada. Mas acho que não tem problema começar a semana rindo muito com essas histórias da Teca, né? ;-) Beijo, beijo!

18
26.03.2015
* O drama de ser dramático – Projeto Drama Queen #23 (Por Teca Machado)! ♥
O drama de ser dramático
Por Teca Machado

Vivemos falando aqui na coluna Projeto Drama Queen sobre o drama de
ser isso, o drama de ser aquilo, mas nunca falamos sobre o drama de ser
dramático! É, minha gente, não é fácil ter que *ajeitar a coroa* o tempo todo,
se melindrar com os pequenos aspectos da vida e ainda ouvir as pessoas
reclamando que você faz tempestade num copo d’água.
Me desculpa, sou assim, o meu coração é sensível e sempre será. Quase
canto a música de Gabriela toda vez que alguém me manda engolir o choro ou
parar de fazer drama. “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou
ser sempre assim…” Deal with that, my friend! Desses olhinhos sempre cairão
lágrimas por qualquer motivo aparentemente besta. Costumo dizer que não tenho
culpa de fazer drama, meus canais lacrimais vieram com defeito. Eles só
respondem a si mesmos, não a mim.
Um ponto muito importante de ser dramático é que qualquer coisinha que
sai fora do roteiro nos descabela. Se você assiste Friends, vai entender quando
eu disser que nesse ponto me identifico com a Monica (Courtney Cox). Se acho
que a pessoa está chateada comigo, mesmo por algo bobo, fico sem paz, quero
fazer de tudo para que ela me ame loucamente de novo. E sei que a Carol Daixum
me entende, já que ela é igualzinha e nossos papos sempre tem um “Você está
chateada comigo? Desculpa”. Bom que as duas loucas se completam.
Claro que eu preferia não me deixar ser atingida por quase tudo nesse
mundo, mas o que posso fazer? Sou basicamente feita de manteiga, derreto fácil
fácinho. Então o que me resta é abraçar esse meu lado dramático e ser feliz
assim. Lady Gaga já dizia em Born This Way, “just love yourself and you’re set”
(Apenas ame você mesmo e você está pronto). Estou me amando, estou me amando!
Ser dramático não é uma escolha. Você é. A drama queen pode até tentar
mudar isso, mas é basicamente impossível. Traços de personalidades não são
mutáveis, atitudes sim. Então você pode até ter aprendido a segurar o choro,
não reclamar em voz alta ou dar chilique. Por fora pode até ser uma pessoa
ponderada, mas com certeza por dentro você estará se remoendo. Eu sei do que
estou falando, já tentei.
***
Lembrando que o Projeto Drama Queen é uma parceria entre o blog Pequena
Jornalista e o Casos Acasos e Livros. Achou que nós somos exageradas demais?
Relaxa, é de propósito, aí que está a graça! Quem quiser ler os textos
anteriores, é só procurar na caixa de busca ao lado. Quer participar dessa
coluna? Mande um e-mail para pequena.jornalista@gmail.com.
Quer ver um tema que te faz ter dramas? Dê sugestões.
Em breve teremos novidades, fique de olho!
Beijos,

Teca Machado. 
Autora do romance chick lit I Love New York, Teca Machado é uma devoradora de livros e filmes desde 1988 (Ok, mentira, desde 1994, quando aprendeu a ler). Alguém que compra livros pela capa, chora até com propaganda de margarina, é apaixonada por trailers, tem gostos mais adolescentes do que meninas de 14 anos, sonha com dinossauros e com o Bon Jovi, dá risada de si mesma, canta alto e dança no carro e pretende ser autora de Best Sellers. ;-)  * Dona do Blog Casos Acasos & Livros

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