21.05.2015
* Vida de Blogueira – Cinco Draminhas! – Projeto Drama Queen #31 ♥
Sabe esse verbinho “blogar”? Me deixa tãoooo feliz, gente! Colocar um pijaminha, sentar o bumbum na cadeira, ligar o laptop e me desligar do mundo. Uma sensação maravilhosa. Mas como nem tudo são flores, vida de blogueira não é fácil. Muitas vezes precisamos ajeitar a coroa de cinco em cinco minutos. Encarar caras de paisagens quando você diz “sou blogueira” para algum parente e amigo que não entendem muito bem o que é isso. Dar “F5” mil vezes para ver se chegou algum comentário e quando chega é um simples: sdv! Pensando nisso, resolvi listar cinco draminhas que nós, meras mortais da blogosfera, temos diariamente. Senta aí, que lá vem desabafo. ;-) 
(Por Carol Daixum)
1. “Adorei o post. Te seguindo, segue de volta?” 

Eu queria entrar na cabecinha da pessoa que faz isso. Sério, eu não consigo entender esse comentário. Ainda mais de pessoas que têm um blog e sabem o trabalho que dá. Uma vez, respondi uma TAG e falei justamente sobre isso e vocês acreditam que teve gente que fez exatamente o que eu estava reclamando? Se você tem carinho e dedicação com o seu blog, sabe que não é fácil criar um post. Eu leio mil vezes antes de postar para ver se tem algum errinho. Escolho imagens. Ainda tem o tal do bloqueio. Amo escrever, mas às vezes a inspiração simplesmente te deixa na mão. Ai quando tudo fica bonitinho, do seu jeitinho, vem uma pessoa dessa? Queria que nessas horas tivesse uma teclinha dando um CHOQUE quando esse ´”ser” clicasse em “publicar comentário”. Tem que ver isso aí Apple e amiguinhos! ;-)


2. “Meu Deus, você não sai desse computador e nem larga esse celular!”

Oi??? Você sabe o trabalho que eu tenho? Impossível fazer tudo em uma horinha. Eu não sou uma blogueira “SDV”. Faço tudo com muito carinho e sou muito perfeccionista. Leio mil vezes um post antes de publicar, escolho imagens. Ainda visito blogs amigos e pessoas que visitaram o meu cantinho. E leio palavra por palavra e faço um comentário decente. Tudo bem, Ninguém é obrigado a entender o que a gente faz. Eu não entendo o trabalho de muita gente, mas respeito. Minha irmã faz estatística e ama números. Eu entendo esse amor? Não, claro que não. E nem por isso vivo falando “larga esses gráficos e blá-blá-blá”. Já taquei muitas coroas lá longe, mas hoje em dia eu faço “cara de paisagem” para quem não entende. Dica de ouro, gente! ♥
3. “Cadê o meu post que estava aqui?”

Esse foi o meu draminha mais recente. :( Ainda é um assunto muito delicado pra mim. Fiz um post lindo de morrer, recebi comentários superfofos e fiquei tão feliz. Daí, no dia seguinte eu fui deletar um rascunho e acabei deletando o meu post queridinho. Deu um aperto no coração, um vazio. Fiquei com tanta raiva do blogspot não ter uma pastinha de “posts que eu deletei sem querer” e odiei quando procurei no Google “como resgatar posts excluídos” e descobri que era melhor começar do zero. Enfim, não gosto muito de falar sobre isso. Ainda dói muito! Não desejo isso para ninguém. Vamos para o próximo drama? #fuénmilvezes #ajeitaacoroa  ;-)

4. “Oi? Snapchat? Peri o quê?”
Sabe quando a Alemanha ganhou do Brasil e cada vez que a gente respirava era mais um gol? Então, é assim que eu me sinto a cada semana. É muita rede social, gente! Tudo bem, eu amo esse mundinho, mas tudo tem limite. Ainda estou estudando a possibilidade de criar um canal no Youtube e as minhas blogueiras preferidas, autoras e amigas já estão gravando coisas lá no tal do Periscope (não tinha um nome mais bonitinho não?). Deixa eu respirar, sou lerdinha. Ainda estou descobrindo coisas no Instagram. Grata pela compreensão. ♥

5. “Sonhando acordada!”

Gente, eu queria tanto ganhar dinheiro com o meu blog. Mas acontece que eu não sei cobrar. Tô por fora desse tal de “mídia kit” e morro de medo do meu cantinho virar aqueles cadernos de anúncios, sabem? Não tenho nada contra as pessoas que fazem publipost, não mesmo. Elas estão certíssimas. Sonho em trabalhar de pijama. Mas acho que algumas acabam perdendo a essência. E tem outra coisa: eu amo criar conteúdo e quando entra essa parte mais técnica: eu fico perdidinha. Qual é a melhor hora para postar e publicar na Fan Page, engajamento, aparecer primeiro no Google, domínio e por ai vai. É muita coisa para uma cabecinha só. Mas espero que um dia a minha fada madrinha apareça e resolva tudo para mim. #ajeitaacoroa ;-) 
Agora conta pra gente, qual é o seu maior drama de blogueira? 
***
Apesar de todos os draminhas diários, eu amo fazer parte dessa blogosfera e não pretendo sair nunca (caguei para o Peri sei lá o que hahaha). Conheci muita gente bacana e que faz parte do meu dia a dia. Dá trabalho, mas quando a gente recebe um comentário fofo, faz tudo valer a pena. ♥ #ownpegaolencinho #pequenadramáticavaichorar hahaha ;p
♥♥♥♥♥
Lembrando, que o Projeto Drama Queen é uma parceria entre o Pequena Jornalista e o blog Casos, Acasos e Livros. E todos os posts têm uma dose extra de exagero hahaha. E quem quiser ler os outros 30 textos, é só procurar na caixinha de busca aqui do lado. Ah! Quer participar dessa coluna? Manda um e-mail para a gente contando o seu drama: projetodramaqueen@gmail.com. ;-) Vamos dominar esse mundo, gente!!! 
Beijos, 
Carol. 
P.S: crédito das imagens: Pinterest e We ♥ It. 
crédito das montagens – Projeto Drama Queen 

32
14.05.2015
* “Vai ralando na boquinha da garrafa”, mas sem a parte sensual – Projeto Drama Queen #30 (Por Juju Bittar)! ♥
Nem só de problemas amorosos ou de sensibilidade extrema vive uma drama queen. É, minha gente, tem drama para todos os setores da vida. Todos mesmo. E hoje quem vem contar um drama bem “peculiar”, vamos dizer assim, é a Juju Bittar, do sensacional blog As Besteiras Que Me Contam. ♥
Juju, pode começar. Mas peraí que eu vou ao banheiro primeiro…. Hahaha. 
“Vai ralando na boquinha da garrafa”, 
mas sem a parte sensual
(Por Juju Bittar)

Eu resolvi escrever este post para o Projeto Drama Queen porque hoje eu me dei conta sobre qual o maior drama da minha vida!
O maior drama da minha vida deve ter começado quando nasci… Minha mãe deve ter sofrido com a troca de fraldas, pois eu sou uma pessoa que faz xixi pra caramba. Você não pode imaginar as enrascadas que eu já me meti por causa da minha vontade de fazer xixi. Antes que você se preocupe, eu devo avisar que minha saúde é impecável! Isso não é nenhum tipo de doença, meus rins é que são verdadeiras máquinas de filtragem! E eu sou feliz por isso… Obrigada rins! Porém o resultado do trabalho deles faz com que eu conheça o submundo dos banheiros
Quantas vezes fiz meus amigos motoristas pararem na estrada para que eu pudesse fazer meu pipi bem depois deles terem conseguido ultrapassar aquele caminhão enorme que estava na nossa frente atrapalhando a passagem?
E quantas vezes eu fiz minha mãe segurar a porta do banheiro só para provar que “Não!! Não é psicológico!! Escuta aqui o Barulhinho!!”?
Banheiro de balada? Conheço cada cabine! E antes que você pense “Nossa essa Juliana deve beber uma cerveja como ninguém!” vou te decepcionar, mas eu fico só no refri mesmo. 
Imagine cada lugar triste que eu me enfiei. Banheiros de postos de gasolina (posto de gasolina, sem restaurante, onde homens e mulheres usam o mesmo “quadradinho”, sabe qual é? Bem ruim mesmo), banheiros químicos (aquelas cabines verdes, sem papel e sem torneira, que quando estão limpas, já estão com um cheiro ruim), banheiros masculinos (Aham, porque o feminino é sempre lotado e eu tô sempre apertada.), entre outros tantos banheiros que existem por aí. 
Mas o meu grande segredo vou contar aqui para vocês, em primeira mão, já que as únicas pessoas que conhecem essa história até hoje é minha tia Célia e minha prima Cacá. Como estou abrindo meu coração, preciso dizer que foi a pior situação que passei em toda essa minha vida de Drama Queen Xixizenta. 
A história começa no fim do feriado de carnaval. Estávamos na praia (Guarujá), minha tia Célia (A Motorista), eu (A Co-pilota) e minha prima Cacá (A Passageira). E não sei o motivo, mas minha tia decidiu que voltaríamos para casa (São Paulo) na terça-feira a noite, dia em que o MUNDO sobe a serra para trabalhar na quarta-feira de cinzas a tarde. Ou seja, cerveja! Estava um trânsito do caramba. 
Como sempre, horas antes de viajar eu paro de beber água (é sério!), e segundos antes de entrar no carro, vou ao banheiro para tentar adiar ao máximo a parada na estrada. 
Enfim, a viagem do Guarujá para São Paulo é uma viagem curta, se a estrada estivesse livre, tudo teria dado certo! Mas a estrada estava parada. Depois de umas duas horas praticamente sem andar, a vontade de ir ao banheiro veio com toda a força. Mais meia hora e os carros do nosso lado começaram a desligar o motor, não tinha saída. Estávamos no meio da serra, travadas, com carros do lado, não dava nem para ir para o acostamento e fazer no matinho. Mais meia hora e comecei a suar frio, não consegui nem ficar reta no banco. Aí eu já não estava mais olhando para o relógio, cada minuto parecia uma hora. A motorista e a passageira estavam preocupadas, não tinha o que fazer. Até que minha tia deu a ideia (Brilhante) “Será que não temos nenhum potinho tipo Tupperware*, você podia fazer dentro e tampar.” Mas não tínhamos nenhum potinho. Até que minha prima linda, achou o quê embaixo do banco?! Uma garrafinha de água vazia. E adivinha? Foi exatamente essa garrafinha que me salvou. 
Lógico que eu vou poupar você dos detalhes, mas vou dizer que foi praticamente um “vai ralando na boquinha da garrafa” sem a parte sensual!!
Sei que deu certo, a garrafinha encheu até a boca (510mL). 
E é esse tipo de coisa que eu passo, para depois ter que ouvir “Essa vontade é psicológica”, “Você não faz xixi antes de sair de casa?”, ou pior “De novo? Você acabou de ir ao banheiro!”. 
Por isso que hoje, me vendo dentro de um micro banheiro do metrô, agachada na pontinha do pé, com uma mão segurando a mochila cheia na parte da frente do corpo e a outra mão segurando apoiada na porta, que eu resolvi contar meu drama. 
Aí… Com toda a minha elegância, ajeito minha coroa e saio do cubículo tentando não tocar em nada, bem diva, batendo cabelo e totalmente aliviada. 
Juju Bittar. 
28 anos, casada, um pouco temperamental, determinada e louca pra sair escrevendo tudo que der na telha. 
;-) 
***
Juju, adoramos o seu relato. Volte sempre e continue divando e ajeitando a coroa, mesmo que seja no banheiro. ;-) 
E você, quer participar também do Projeto Drama Queen? Mande um e-mail com o seu relato para projetodramaqueen@gmail.com. Esses relatos de dramas da vida cotidiana são uma parceria dos blogs Casos, Acasos e Livros e do Pequena Jornalista. 
Beijos,
Carol e Teca. 

14
08.05.2015
* O drama da 3×4 monstrenga – Projeto Drama Queen #29 (Por Teca Machado)! ♥
Por Teca Machado
Todas as vezes que eu preciso tirar uma foto 3×4 minhas entranhas
reviram. Semana passada tirei uma e, argh, não ficou grandes coisas. Eu tenho
trauma dessas pequenas imagens que nos transformam em monstros tortos e vesgos.
Eu sei, são raríssimas no mundo as pessoas que conseguem sair bem nas ditas
cujas, mas eu tenho o talento de sair terrível. E isso não é um exagero de uma
Drama Queen, é a mais pura verdade. Tenho até uma história muito triste para
exemplificar essa informação.
Quando eu estava no auge dos meus 11 anos, toda serelepe, de aparelho
nos dentes, magrela, com os pés já tamanho 38 e me achando gatinha, precisei
tirar uma 3×4 para colocar na ficha do colégio no início do ano letivo. Ok,
tudo bem, vamos lá.
Primeiro foi a minha irmã. Linda, loira, sorridente, CLICK. Minha vez,
me ajeitei na cabine, sorri e CLICK, pronto. Como na época ainda não tinha
máquina digital, não dava para a gente ver como tinha ficado a foto e nem fazer
várias tentativas até uma que ficasse “menos pior”.
Quando voltamos para buscar, minha irmã pegou a 3×4 dela. Ficou ótima.
Na hora que eu peguei a minha a pergunta que me veio à mente foi “Caramba, será
que eu sou feia assim todos os dias?” e em seguida comecei a chorar. Chamar
aquela foto de feia é uma gentileza.
Eu fiquei torta. Até hoje não sei o que aconteceu naquela foto. A
minha esperança é que no momento que foram revelar tenha caído algum produto
químico que desfigurou a imagem. Eu consegui ficar com as narinas abertas, um
olho esbugalhado e o outro quase fechado, queixo protuberante, um meio sorriso
dos mais sinistros e orelha de abano, que eu não tenho!
Enquanto eu chorava inconsolavelmente, a minha irmã tinha uma crise de
riso gigante
e a minha mãe não sabia se ria também ou se me acudia. A foto
ficou tão feia, mas tão feia, que a funcionária da loja ficou com dó de mim e
ofereceu outra fotografia de graça. Não sei se fiquei ofendida ou aliviada.
Tirei outra 3×4, com cara de choro, óbvio, e quando a funcionária ia
jogar fora as minhas monstrengas, minha irmã pediu uma para guardar de
recordação. Rindo muito, a mulher entregou uma cópia para ela, mesmo que eu
tenha ficado indignada.
Minha irmã QUERIDA guardou a foto (Escondeu de mim, claro, senão eu
pegaria e tacaria fogo) e passou anos e anos mostrando para todos os meus
amigos que iam lá em casa, inclusive os meninos por quem eu estava
apaixonadinha. Até que um dia a tal da 3×4 do horror sumiu, desapareceu. Minha
irmã me acusa até hoje de ter pegado a foto, mas juro que não fui eu. Bom, não
vou reclamar, né?
Apesar da foto não existir mais, essa história ainda está bem
fresquinha na memória da minha irmã, que faz questão de contar para todas as
pessoas que eu conheço. Juro que não ligo, rio muito do caso hoje, mas o trauma
de tirar 3×4 perdurará para sempre.
Enquanto isso, minha sobrinha mais nova é a rainha das 3×4. Apresento
a vocês a melhor 3×4 da face da Terra:
Costumo dizer que a legenda da foto é 
“Soltei pum, fedeu, mas ninguém sabe que fui eu”.
;-)
***
Riu do meu drama? Esse texto faz parte do Projeto Drama Queen, uma
parceria entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista. Toda
quinta-feira temos um texto novo sobre dramas da vida com muito exagero e bom
humor (Mas o de hoje não teve exagero, juro). Se você quiser contar a sua
história e fazer uma participação especial, mande um e-mail para a gente: projetodramaqueen@gmail.com.
Teca Machado. 
Autora do romance chick lit I Love New York, Teca Machado é uma devoradora de livros e filmes desde 1988 (Ok, mentira, desde 1994, quando aprendeu a ler). Alguém que compra livros pela capa, chora até com propaganda de margarina, é apaixonada por trailers, tem gostos mais adolescentes do que meninas de 14 anos, sonha com dinossauros e com o Bon Jovi, dá risada de si mesma, canta alto e dança no carro e pretende ser autora de Best Sellers. ;-)  * Dona do Blog Casos Acasos & Livros

8
30.04.2015
* Projeto Drama Queen – Motorista da rodada? #28 ♥
(Por Carol Daixum)
Dirigir. Pois é! Um verbo que eu não pratico muito. Ou melhor: nadinha de nada! Não é medo, nem pânico. É meio trauma. Tudo começou quando eu fui tirar a carteira. Teste psicotécnico. Meu Deus! Sempre escutei: qualquer um passa, relaxa! No meu caso? Até passei, mas a moça disse que eu tinha um raciocínio meio lento, mas que eu era muito inteligente. Em minha defesa: tinha acabado de terminar um namoro. E eu sempre fui meio lerdinha mesmo! Daí, veio a prova teórica! Escutei o mesmo discurso: qualquer um passa, relaxa. Ahá! Prazer, Carol Daixum, primeira pessoa a não passar numa prova teórica. Fiquei no quarto durante uma semana. Me senti a pessoa mais burra da face da Terra. Minha mãe e minha irmã falaram: quanto drama blá-blá-blá. É porque elas não tiveram que ajeitar a coroa na frente do senhorzinho que me olhava com uma cara de dó na hora que falou “na próxima, você consegue”. Quase o abracei, mas dei a meia volta e fui embora daquele lugar horrível. Na segunda vez? Passei. o/!!! Daí vieram as aulas práticas…. 
Na primeira aula: meu instrutor me jogou na Avenida das Américas (no Rio de Janeiro, Barra da Tijuca), na hora do almoço. Quase morri, mas ele não ia colocar a vida dele em risco. Eu acho! Enfim, me sai bem nessa parte. Até que veio a prova prática. Aliás: três! Passei só na terceira, mas tenho certezaaaa que foi implicância do cara do Detran. Na primeira, esqueci a seta. Na segunda, fui ajeitar o carro na hora de fazer baliza, bati no cone. Poxa, eu só queria ajeitar o carro para ficar bonitinho na vaga. Mas ele não me obedeceu muito! ;-) Na terceira? Passei tranquilamente, finalmente os caras não implicaram comigo e, modéstia parte, mandei muito bem. Arrasei estacionando o carro. Aí finalmente eu peguei a carteira…. 
Entrei em pânico e ainda coloquei a culpa na minha mãe (desculpa, manhê). Falei que ela não tinha paciência comigo. Mas na verdade isso de dirigir é muita informação, sabem? Ajeita espelho, liga o carro, coloca a seta, mexe no banco, coloca o pé na embreagem, ai acelera, primeira marcha. Não deixa o carro morrer! Gente, calmaaaa! Não funciono sob pressão. Ainda tem o fator: sou bai-xi-nha, tenho que dirigir colada no volante! Caso contrário, o meu pé não chega até o pedal. E nem ousem falar: coloca almofadinha. Adianta muito não, gente! 
Eu tenho vontade de dirigir. Mesmo! De verdade, verdadeira! Morro de vontade de cantar que nem uma louca dentro do carro e ter um chaveiro gigantesco (e tosco) para chamar de meu. E não aguento mais pegar táxi e ônibus. Quero ser livre, pegar meu carrinho e sair sem destino. Mas aí eu lembro que sou lerda, do infinito de coisas que eu tenho que fazer antes de ligar o carro. Penso que se eu morrer com o carro, bem no sinal, as pessoas não vão ter paciência comigo e vão buzinar que nem umas loucas. Vou chorar no meio trânsito e ser mais xingada que sei lá o que. Não vou conseguir ajeitar a coroa não, gente. Ainda tem a história da minha garagem. Duas rampas gigantes. A sensação é de que eu vou cair lá na terceira garagem e ainda bater com carro. Acho que não vou ter controle do meu pé na hora de frear, sabem? Se eu morasse em casa, acho que seria mais fácil. Ou pelo menos na vaga de visitante…. Mas aqui no meu prédio é proibido. #fuén 
Porém, tomei uma decisão! Mesmo com tantos dramas, vou respirar e vou dirigir. Se buzinarem, eu peço desculpa e ainda mando beijinho. Mentira, vou fazer cara de choro, mas vou engolir. Sou forte, cara! Já enfrentei a mulher me chamando de lerda, não vou aguentar uma buzininha? E as pessoas vão aprender a ter paciência no trânsito. Comigo vão ter que ter. E ainda vou salvar esse trânsito louco, vai rolar paciência. As buzinas vão acabar, gente! Todo mundo zen. Vou mudar o mundo. Me aguardem! Pequena motorista está na área. Quer dizer, até o final desse ano! Prometo. Com medo ou não! Me proteja, protetora das dramáticas de plantão. Ajeita a coroa pra mim, por favor! ;-) 
♥ 
***
O Projeto Drama Queen é uma parceria entre os blogs Casos, Acasos e Livros e o Pequena Jornalista. Todas as quintas-feiras têm um texto novo sobre algum draminha do dia a dia. Tudo com uma dose de exagero e muito bom-humor. Quer participar? Mande o seu relato drama queen para projetodramaqueen@gmail.com. ;-) 
Beijos, 
Carol 

20
24.04.2015
* Organizar um casamento? Drama, drama, drama… – Projeto Drama Queen #27 (Por Teca Machado)! ♥
Por Teca Machado
Vou falar uma coisa para vocês. Ser noiva é uma delícia, mas é
difícil, cheio de pequenos e grandes dramas que você nem achava que ia ter.
Quando você pensa em organizar um casamento, lembra só das partes legais, como
provar docinhos, ensaiar a dança do casal, escolher um lugar lindo para a
cerimônia e experimentar vestidos. Mas nem só dessas delícias vive uma
organização de casamento, tem um monte de coisas chatas para resolver.
Eu fiquei noiva em agosto do ano passado (Comentei sobre esse momento
de filme aqui) e já em setembro, logo que cheguei da viagem que estava fazendo,
comecei a ver tudo para o casamento. Em novembro já estava fechado data, local,
buffet, cardápio, cerimonial, foto, filme, decoração, som, luz, doces,
vestidos, padrinhos, bem-casado e mais algumas coisas. Ah, estava super me
achando a noiva biônica. Em menos de três meses eu tinha um casamento todinho
pronto. Doce ilusão, tinha tanta mais coisa por trás disso ainda!
Aí vieram os detalhes, que levam tempo e não tem tanto destaque:
Viu o contrato dos manobristas? Quem mandou escolher um lugar que não
tem estacionamento por perto.
Pagou o Ecad? Não, nem pensei nisso.
E as forminhas dos doces? É um papel, que absolutamente todo mundo vai
jogar fora, mas é importante pensar nisso, fora que super caro.
Os porta-guardanapos também são responsabilidade minha? Sério? Cor e
material? Nem tenho ideia!
Minha irmã desenhou o vestido das damas-de-honra (Tenho “só” sete
crianças para entrar no altar), mas eu preciso escolher as cores, os tecidos, o
tamanho do rodado da saia. Muito grande ou mega grande? Eu, definitivamente,
não sei escolher pano.
O site do casamento está pronto? Quase!
Já fez lista de presentes? Não, ainda falta muito tempo. Ou, peraí,
não falta muito tempo mais!
Organizou o Chá-Bar? Mais ou menos, estou sem tempo. Mas está quase aí
já, é semana que vem!
Fechou a lista de convidados? Nem me fale, esse é o meu pesadelo
constante.
Escolheu seu cabelo e maquiagem? Hum… Escolhi, mas não tenho certeza
quanto a isso.
Entrou com os papeis do cartório? É… Não?
Todos os Save The Dates entregues e enviados pelo correio? Sim, isso
eu fiz! Tá, e agora, já começou a fazer isso em relação aos convites? Ah, não,
de novo nããããão.
Comprou a gravata dos padrinhos? Não, você acha que é fácil achar 20 gravatas
iguais e ainda mais da cor que eu quero?
Com qual carro você vai para o casamento? Definitivamente não pensei
sobre isso. E quem vai dirigir? Sei lá.
Fora que tem mais um monte de detalhes que não vi ainda que estão só
acumulando. Isso porque eu tenho um noivo extremamente participativo, que me
ajuda de uma maneira que nunca vi noivo nenhum ajudar (Obrigada, Caio! O que eu
faria sem você? :*).
Para “piorar” a minha lista de coisas a fazer, vou me mudar para
Brasília após o casamento, então estou organizando de longe minha casa nova
(que nunca na vida vai caber o tanto de tranqueira e roupa que eu tenho).
É, gente, a expressão “a rapadura é doce, mas não é mole, não” nunca
fez tanto sentido para mim. Mas, confesso, que tem sido uma delícia e não tenho
feito muito drama em relação ao casamento. Nada de “noivazilla” por aqui, pelo
contrário, sou tranquila até demais, a ponto de irritar o noivo, que diz que eu
não estou preocupada com nada. Imagina se além de Drama Queen fosse Drama Queen
Noivazilla
? Aí tenho certeza que ninguém ia me aguentar e provavelmente meu
noivo ia me jogar da ponte.
Faltam menos de 3 meses e eu ainda não surtei. Vamos ver se continuo
assim até lá.
***
O Projeto Drama Queen é uma parceria entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista. Todas as quintas-feiras têm um texto novo sobre
algum drama da vida, sempre com exagero e bom-humor. Quer participar? Mande um
texto bem dramático para projetodramaqueen@gmail.com.
Teca Machado. 
Autora do romance chick lit I Love New York, Teca Machado é uma devoradora de livros e filmes desde 1988 (Ok, mentira, desde 1994, quando aprendeu a ler). Alguém que compra livros pela capa, chora até com propaganda de margarina, é apaixonada por trailers, tem gostos mais adolescentes do que meninas de 14 anos, sonha com dinossauros e com o Bon Jovi, dá risada de si mesma, canta alto e dança no carro e pretende ser autora de Best Sellers. ;-)  * Dona do Blog Casos Acasos & Livros

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