25.06.2015
* Uma baleia no deserto – Participação Dramática Especial – Projeto Drama Queen #36! ♥
Drama queen que é drama queen já fez drama por causa de amor. Seja por ter amor, seja por não ter, seja por levar um pé dele, seja por ter vários amores e não saber qual escolher (Taí um drama dos bons!) ou por simplesmente porque o seu amor te enche muito o saco. A verdade é que os relacionamentos (Ou a falta deles) são fontes dos maiores dramas da humanidade.
E com a Dudi, do blog Dudi Kobayashi, não podia ser diferente. Ela, que é super amiga das Drama Queens mor Teca e Carol, faz tempo que quer escrever para o projeto mais legal da blogosfera e finalmente chegou o dia.
Dudi, chega mais que somos todas ouvidos! ;-) 
Uma baleia no deserto!
(Por Dudi) 

Esse mês teve o Dia dos Namorados, inclusive a Carol fez uma postagem aqui no Drama Queen sobre esse dia tão terrível… Um dia ao qual eu quase não sobrevivi. Acordei cedo para ir trabalhar, voltei tarde para casa, mas foi só ficar a noite sozinha, olhando a felicidade alheia no Instagram, que queria fugir para outro lugar! Além da vontade de matar aquele Santo Antônio que não me deixa casar, mas não quer me assumir!
A verdade é que eu já estou velha e solteira… Mas solteira é só um modo delicado de dizer que eu estou parecida com uma baleia azul encalhada no meio do deserto. Não posso dizer que sou uma baleia encalhada na praia, porque na praia presume-se que há uma esperança de voltar ao mar. Eu estou no meio do deserto sem nenhuma gota de água por perto.
Não basta ser baleia no deserto, eu ainda sou obrigada a ver todo mundo casar, em especial os meus exs. Eu sou uma verdadeira figurinha premiada, você namora comigo, me dispensa e depois de um tempinho você conhece sua alma gêmea, aquela para casar. POR QUE EU NÃO SOU AQUELA PARA CASAR? Por que aquela magrelinha, queridinha da sua mãe foi a que recebeu aquele anelzinho e foi parar no altar? Por que aquela nariguda foi quem você pediu para namorar? Eu sinceramente não consigo entender.
A única situação que fez sentido foi o ex que arrumou um marido, afinal, ele realmente tem algo que eu não posso oferecer. Agora de resto: sou dedicada, sou educada, sou romântica, sou fiel, sou engraçada, sou formada, tenho emprego e as vacinas em dia. Não sou muito boa na cozinha, mas não me importo de pegar o telefone e pedir o jantar.
Estou cansada de ver todo mundo encontrando sua metade da laranja, sua tampa da panela, seu outro pé de meia, sua alma gêmea, seu amor eterno, sua cara metade, o parceiro para todas as fotos nas redes sociais…. Eu estou mais propensa a ganhar na loteria do que encontrar minha metadinha, e olha que eu nem compro um bilhete para jogar!
Para todas as dramáticas encalhadas de plantão, saiba que eu entendo sua dor! Não é fácil escutar coisas como “sua hora vai chegar”, “o que é seu tá guardado”, “antes só do que mal acompanhada”, ou “essa felicidade alheia é tudo falsidade que só aparece nessa data”. Acontece que nada disso é consolo! Não sei vocês, mas eu quero a felicidade verdadeira, com o cara certo, e nesse minuto se for possível, porque esse príncipe encantado já está muito atrasado, e eu odeio esperar!
Dudi Kobayashi. 
Nome científico: Juliana Sayumi Kobayashi. Graduada em publicidade, mestre em cultura contemporânea. Comilona que sempre promete começar a caminhar no dia seguinte. Romântica incurável, extremamente sentimental, mas também impulsiva e cabeça quente – típica ariana. Aquela que será expulsa de casa caso recolha mais algum gato de rua. Compradora compulsiva de livros que sonha em arrumar alguém que me pague para ler (editoras estou aqui). Apaixonada por distopias, quase morreu desidratada lendo A culpa é das estrelas e tem mais livros da Meg Cabot que produtos de beleza.
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Dudi, a gente te entende totalmente! E como te conhecemos, super fazemos campanha para você arrumar um cara bem legal. HOMENS, A DUDI ESTÁ SOLTEIRA! VÃO PERDER ESSA CHANCE?
O Projeto Drama Queen, com posts bem dramáticos e exagerados todas as quintas-feiras no Casos, Acasos e Livros e no Pequena Jornalista, agora tem página no Facebook! Já foi lá curtir? Não? Shame on you! Clique aqui e entre nesse universo dramático e muito divertido. Quer mandar seu texto para a gente? projetodramaqueen@gmail.com. ♥
Beijos,
Teca e Carol. 

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18.06.2015
* O drama dos três empregos (Ou seriam cinco?) – Projeto Drama Queen #35 (Por Teca Machado) + Niver da Pequena! ♥
Sabe a Rochelle, de Everybody Hates Chris (Todo Mundo Odeia o Chris)? Ela vive falando “Eu não preciso disso, meu marido tem dois empregos”. Morra de inveja, Rochelle, eu tenho três empregos! Na verdade, se eu for sincera, tenho cinco. Vem contar comigo: 
1. Editora de uma revista de variedades
2. Editora de uma revista institucional
3. Assessora de imprensa de um shopping
4. Escritora
5. Blogueira
Os que eu mais gosto de fazer são os dois últimos, mas é óbvio que a vida não seria tão fácil assim, e são justamente eles que não me dão nem um real, então preciso focar nos três primeiros para sobreviver. É um drama! 
Quando você trabalha em um lugar só, já tem os problemas rotineiros que todo emprego tem, fora chefes e colegas nem sempre tão agradáveis. No meu caso, multiplique por três. Drama triplicado!
Como eu trabalho de casa (Sim, só dou conta disso tudo porque faço o meu amado e maravilhoso home office), às vezes chegam demandas dos três empregos ao mesmo tempo e aí minha vida fica embananada. Respondo e-mail de um trabalho, atendo ligação de outro e ainda escrevo matéria do terceiro, tudo ao mesmo tempo. Essa é a receita para a loucura. Tem dias que tudo o que eu quero é sentar na calçada de casa e chorar, hahaha (Hoje é um deles). 
Rochelle te despreza. 
Essa semana resolvi fazer o Projeto Drama Queen sobre esse assunto porque minha vida está um caos. Geralmente com um pouco de paciência, disciplina e gestão de tempo (Algo que, confesso, não é o meu ponto forte), consigo equilibrar esses três pratos. Mas nesses últimos dias foi quase impossível. Foi uma avalanche de demandas, pepinos e probleminhas e problemões. Logo na segunda-feira cedinho já tive gente gritando comigo. Ô, jeitinho bom de começar a semana! 
Mãe, a semana está acabando? 
Felizmente, está acabando mesmo. Hoje já é quinta. Bom, por falar nisso, deixa eu ir agora que tenho cinco matérias para escrever, duas reuniões e uma entrevista (Juro que não foi exagero, essa é realmente a minha agenda dessa quinta). 
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Gosta do Projeto Drama Queen dos blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista? Você pode participar com um texto de uma história bem dramática. É só enviar um texto para projetodramaqueen@gmail.com. E mais! Agora também estamos no Facebook. Curta aqui a nossa página e fique por dentro do mundo dramático. ♥
Teca Machado. 
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Gente, to aqui invadindo o post da Teca. ;-) Só para falar que ontem foi um dos melhores dias desse ano (e de todos também, na minha humilde opinião hahaha). Completei 29 primaveras! ♥ Comecei com o pé direito e com as melhores pessoas do mundo. Confesso que bate um medinho, afinal, ano que vem: 30 anos!! Eu ainda não me imagino com essa idade. Ainda me vejo como uma menina. Mas eu quero sempre ter essa essência, porém uma diferença: realizar os meus sonhos com atitude de uma mulher madura e que sabe o que quer (não que eu não saiba, mas deu para entender). 
Bate um certo pânico de envelhecer, mas a gente tem duas opções no mundo: morrer ou ficar velhinha. E eu escolho a segunda! Um dia desses, fui ao cine assistir “A incrível história de Adaline” e olhei com outros olhos essa questão de ficar mais velha. Vai ter post sobre esse filme, mas já adianto uma coisa: temos que dar muito valor aos nossos cabelos branquinhos (eu ainda não tenho, mas… ;p). ♥ 
Meu Johnny me dando parabéns por livre espontânea (pressão). 
Hahaha ♥
Beijocas, 
Carol 

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11.06.2015
* Dia dos Namorados: Expectativa X Realidade! – Projeto Drama Queen #34! ♥
Por Carol Daixum



– Oi, filha! 

– Oi, pai! 
– Vai sair com o namoradinho? 
– Pai, não estou namorando. 
 Mais um Dia dos Namorados sozinha? 
– Obrigada pai pela grande ajuda, tá?
– Brincadeira, minha drama queen. 
– Você adora a sua filha solteira, né?
– Ah! Um pouco… Você sabe que eu queria que você fosse para o convento, né? É brincadeira! 
– Sei, brincadeira! Affe! – suspiro com um olhar triste! 
– Meu amor, daqui a pouco aparece o seu príncipe encantado no cavalo branco, ok? 
– Pai, eu não tenho mais dez anos! Estou com quase 30, daqui a pouco 35, depois 40, 50 e já era! 
– Ah! Obrigada por me chamar de velho! 
– Não é isso pai. Todo mundo está encaminhado na vida. Eu? Não consigo sair nem do terceiro encontro. Por que Santo Antônio faz isso comigo? Poxa, eu nunca coloquei ele de cabeça para baixo, sempre tratei com carinho. Isso tinha que contar alguma coisa. E eu tenho vontade de processar a Disney e seus contos de fadas. ARGHHHHH!!! 
– Filha, calma. 
– Calma? É fácil para você…. Eu vou morrer sozinha, pai! Você vai realizar o seu sonho de ter a sua filhinha solteira para sempre. Feliz????  
– Você nem imagina o quanto. Ei, filhota! Eu sei que você não acredita, mas vai aparecer. 
– Quando? 
– Foi mal, minha bola de cristal não está funcionando hoje.   
– Palhacinho! 
– Vou no shopping comprar presente para a sua mãe. Quer ir comigo? 
– Não. Vou preparar o meu dia de fossa e bolar minha conversa com aquele Santo. 
– Manda lembranças e fala que eu agradeço a forcinha! – meu pai me dá uma piscadela e eu jogo o travesseiro nele, rindo para não chorar. 
Meu Dia dos Namorados funciona assim: como pizza, tomo sorvete, ataco o saco de fandangos e o prato de brigadeiro. Assisto pela milésima vez “Ele não está tão a fim de você”, choro quem nem uma boba, fico enrolada no cobertor dando carinho na minha companhia: meu cachorro. Deixo o telefone fora do gancho para evitar a ligação da minha tia solteirona. Todo ano, ela pede para eu anotar uma simpatia “que casou a filha da amiga de uma amiga dela” e ela sempre me garante que “essa funciona mesmo”.  Depois coloco música de corno e canto alto aproveitando que meus pais não estão em casa e, provavelmente, os vizinhos também não. JÁ QUE EU SOU A ÚNICA SOLTEIRA NO MUNDO!! A pessoa que inventou colocar o Halloween no dia 31 de outubro, nunca levou um pé na bunda. Respiro fundo e pego o culpado: Santo Antônio. Converso civilizadamente com ele, mas coloco o dito cujo de cabeça para baixo (para mostrar quem manda). Meu ritual acaba e durmo contando os minutos para o dia seguinte.

Acordo e ganho café da manhã na cama, um cupcake e faço contagem regressiva para o relógio mostrar a hora que eu nasci: 11:31. Depois escuto meus pais cantando “parabéns” seguido de um discurso bem drama queen deles falando que não acreditam como o tempo passa rápido, que a filhinha deles já tem 29 anos e os dois começam a chorar. Ai eu foco na minha idade, cai a ficha que estou ficando velha, que não tenho filhos, um casamento incrível e um marido de deixar qualquer príncipe encantado no chão. Falo para eles, enxugando meu rosto: sabem qual é a minha realidade? Nem pedreiro faz “fiu fiu” pra mim. Daí, eles falam que sou exagerada, dramática e blá-blá-blá. Desconverso, vou para o banho, respiro e lembro que essa data é a minha preferida, independente de qualquer coisa. Sabem aquela história de nada como um dia após o outro? Então! ♥

Esse Santo Antônio! =D

***
Lembrando que todos os textos do Projeto Drama Queen têm uma dose de exagero e a vida real é apenas uma inspiração para criá-los. Está solteira nesse dia terrível: organiza uma fossa do bem. Com filme, comidinhas e a sua melhor companhia: você! Tem um namorado incrível e planeja um dia lindo e romântico: aproveita! ♥ E vê se puxa o bonde, conta sua simpatia e bate um papinho com Santo Antônio, Cupido por mim? Vai que eles te escutam. Brincadeirinha hahaha! Feliz dia adiantado, pombinhos. ;-)

♥♥♥

O Projeto Drama Queen é uma parceria entre o Pequena Jornalista e o blog Casos, Acasos e Livros. Quer participar da coluna? Manda o seu texto dramático para a gente: projetodramaqueen@gmail.com. E quem quiser ler os outros dramas que já passaram por aqui, é só procurar na caixa de busca aqui do lado. 
Beijos, 
Carol. 

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04.06.2015
* Barata… Por que essa criatura existe?? Por quê??? – Projeto Drama Queen #33! (Por Sincer Ramalho) ♥
Sabe o que intriga a gente nessa vida? Barata! Alguém explica por qual motivo esse inseto asqueroso existe? Sabemos que elas não fazem “nada”, mas dá muitoooo nojinho e bate um pânico quando uma aparece! Dramática que é dramática já deu, pelo menos, um gritinho tenso ao avistar uma criatura dessas. Voadora então, nem se fala! Essa semana, recebemos o relato da Sincer, dona do blog A Casa é Minha. É muito bom morar sozinha (com as amigas também), mas se aparece esse bicho: o medo domina, o coração acelera e só acalma quando a gente tem certeza de que a dita cuja morreu. Quem nunca, né? Sincer, você não está só. Abra o seu coração! ;-) #ajeitaacoroa #porumavidasembaratas #boicotandoasbaratas  
Barata… Por que essa criatura existe? Por quê??? 
(Por Sincer Ramalho) 

Tem coisa mais gostosa que morar sozinha? Sua casa, suas coisas, suas regras. Pode ir ao banheiro de porta aberta, andar só de calcinha pela casa e não ter que se preocupar em colocar a camisola mais linda (ou comportada) que tiver no armário. Mas se tem uma coisa péssima na vida é… Morar sozinha. Oi? Como assim? Querida, ainda que você more com os pais ou seja casada, se já apareceu uma barata no exato momento em que não tinha ninguém em casa você sabe o que estou dizendo. 
A história é a seguinte: estava eu sentada à mesa, lendo um site interessantíssimo sobre decoração, quando surge ela: a temida barata. Na hora fiquei sem saber o que fazer, pois morava numa república com duas meninas que também têm pânico desse bicho. Grite uma que estava no apê tomando banho, mas, claro, foi em vão. Afinal, ela estava no chuveiro. Pensei comigo: “Se eu não matar, ninguém o fará. E ela ficará viva, andando pela casa; pode até entrar no meu quarto. Gzuis!”. Então fui na ponta do pé até onde ficava a vassoura e POOOOW! Dei o primeiro golpe. Fato que ela morreu ali. Mas pra ficar “bem morta” bati mais umas 500 vezes. Não sei como não quebrei a vassoura (ou o piso). Genteeeen, que alegria eu senti naquele momento. Me senti grande. Que me perdoem os defensores ortodoxos dos animais, porém barata pode, ainda mais quando a pessoa morre de medo desse bichinho. 
Já de volta à minha cidade, morando no meu apêzinho com um namorado, eis que surge esse bicho nojento de novo. Mas dessa vez, eu estava sozinha em casa e ela apareceu justo na janela do meu quarto. Mas peraí! Eu moro no terceiro andar. Pra essa bicha estar na janela do quarto só pode ter chegado aqui voando. E agora, senhor? Peguei minhas cachorras, tranquei a porta do quarto e saí em busca de ajuda. Bati na porta do vizinho, mas a criatura não estava em casa; só a mulher dele que não foi muito simpática comigo quando soube que eu queria a ajuda do marido ou do filho dela para matar uma barata. “Minha senhora, ela é enoooorme e voadora“. Nem me deu bola. OMG! E agora? 
Voltei pra casa desolada, morrendo de medo da barata ter resolvido sair do quarto e dar um passeio na minha varanda enquanto eu estava pedindo ajuda. 
Essa é uma desvantagem de morar sozinha (ou dividir apê com quem tem pavor do mesmo bicho). A quem recorrer quando surge uma barata? Agora imagina se o meu namorado não morasse comigo naquela época. Senhor! Eu teria sido expulsa de casa por uma barata. 
Sincer Ramalho. 
Sou uma louca, que mesmo tenso “serviço de quarto” na casa da mãe, decidiu que era hora de se aventurar longe do ninho e foi morar sozinha com mais duas cachorras em um apê carioca.  ;-)
*** 
Quem apoia a campanha “por uma vida sem baratas”? o o Entendemos muito bem o seu draminha, Sincer. Abraço coletivo hahaha! ♥
Lembrando que o Projeto Drama Queen é uma parceria entre o Pequena Jornalista e o blog Casos Acasos e Livros. Toda 5ª feira, um texto bem dramático, com uma dose extra de humor e exagero. Quem quiser ler os outros draminhas que já apareceram por aqui, é só procurar na caixa de busca aqui do lado. Quer participar da coluna? Manda o seu drama para: projetodramaqueen@gmail.com. ;-) 
Beijos, 
Carol e Teca. 
P.S: crédito das imagens – 1. Montagem Projeto Drama Queen / 2. Pinterest / 3. Sincer Ramalho 

7
29.05.2015
* Não pise num ouriço-do-mar – Projeto Drama Queen #32 (Por Teca Machado)! ♥
(Por Teca Machado)

Você está na praia, toda feliz e bronzeada, vendo tanto acima da água quanto embaixo um dos cenários mais lindos que já viu na vida. Fica tão vidrada com o recife e com a vida marinha que nem percebe que tinha um ouriço no meio do caminho, no meio do caminho tinha um ouriço. E entre o caminho e o ouriço, pior ainda, tinha o seu . Um pé com pé de pato, ou seja, só com a pontinha do calcanhar para fora. Mas como Murphy é malandrinho e adora aplicar a Lei dele em você só para saber quanto drama você faz, você pisa no ouriço, justo com a pontinha do pé que estava para fora. 
Droga, Murphy! 
Esse foi um dos meus dramas mais recentes. Estava numa viagem para Punta Cana com o meu noivo e o pessoal do seu trabalho. Tudo lindo, tudo maravilhoso, um passeio de barco em mar aberto em piscinas naturais. Era apenas o segundo dia de viagem ainda. Aí eu fui e pisei em um ouriço-do-mar
Posso dizer uma coisa para vocês: Doeu para caramba
Numa paisagem dessa eu NÃO estava preocupada com ouriço-do-mar
;-) 
O recife onde eu pisei estava logo ali à direita….
;-( 
Dei um berro, sem saber porque estava doendo (Ai, Jesus, um tubarão mordeu meu pééé???) e levantei o calcanhar para fora da água. Quando olhei, uns seis espinhões enormes metade para dentro da pele e metade para fora. Meu noivo me rebocou para o barco em que estávamos e juntou aquele tanto de gente para ver o que aconteceu com a desastrada que não consegue passar uma viagem sem machucar, cair ou sofrer um acidente. 
O motorista do barco, um dominicano, tirou as espinhas, passou um antibiótico e pediu para eu não colocar o calcanhar no chão pelo resto do dia. Não que eu tivesse a intenção de fazer isso, estava latejando. Vi que tinham quatro pontinhos pretos ainda no pé, perguntei se era espinho e o cara disse que não, que era tinta do ouriço, para nem preocupar que saia. Ok. Não deixei isso estragar o resto do passeio. Continuei nadando, me diverti e tudo o mais, mesmo que doendo. 
Enfiei meu pé em vinagre (Porque segundo os locais e o Google, ele dissolve o espinho), mas não adiantou. No outro dia estava doendo e inchado. E no seguinte também. E no outro. Até o fim da viagem, já estava colocando o pé no chão, mesmo que meio incomodo. 
Parece piscina, mas é mar. E o meu pé já estava carimbado aí. 
;’-)

Voltei para casa quase uma semana depois do ocorrido, vida normal, vida que segue. Mas o troço ainda estava incomodando. Tinha certeza que tinha espinhos lá dentro do pé. Até que não aguentei mais. Fui ao hospital, no Pronto Atendimento. “Vai ser simples. Fazer um cortezinho, tirar e voilá”. Fui sozinha, bem tranquila. Chegando lá, o médico disse que estava bem fundo e que ia precisar fazer uma mini cirurgia para tirar. Oi? “E vai doer muito, viu? Calcanhar é sensível”. Que “legal”. Quando o médico diz que não vai doer, sempre dói. Se ele diz que vai doer muito, o que será de mim? 
Fiquei tensa, mandei mensagem para o noivo: “Cadê você para segurar minha mão?” e para a amiga “Bel, estou sozinha, vou tomar anestesia e a minha bateria está acabandoooooo”. Fora que a minha mãe não podia vir me acudir e o meu pai estava fora da cidade. 
No fim das contas, DOEU PARA CARAMBA. Eu não falo palavrão, mas na hora que o médico aplicou a anestesia local quatro vezes, uma para cada espinho, xinguei mentalmente, confesso. No fim saí de lá com o pé enfaixado, mancando e latejando. E voltei dirigindo para casa ainda. 
No outro dia tive dois casamentos e um evento de trabalho. Fui com a faixa no pé, fazer o que. Passei mais quatro dias mancando, mas acho que agora, mais de uma semana depois, está 100%. Ou quase. 
Então, uma dica para a vida de vocês: Não pise num ouriço-do-mar. 

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O Projeto Drama Queen é uma parceria dramática, exagerada e humorística entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista, com participação especial de outras blogueiras que queriam dar o seu relato. Procure os outros textos na na barra lateral de busca. Tem um drama para nos contar? Envie para projetodramaqueen@gmail.com. 
Teca Machado. 

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