17.11.2014
* PJ Entrevista: Autora Bruna Karyne! ♥
Oi, Gente! 
Queria pedir desculpas pela falta de post nos últimos dias, mas dormi praticamente o fim de semana inteirinho. Viajar é muito bom, mas enfrentar mais de nove horas de viagem não é fácil. Falando nisso, vou passar mais uma temporada na minha amada Suíça! Uhul o/!! Ah! Quem tiver sugestões de posts, é só mandar e-mail ou colocar na caixinha de comentários. ;-) 
Enquanto isso, mais uma entrevista. Dessa vez, com a autora Bruna Karyne. Ela escreveu o livro “11 Contos e 1 Fábula”, que foi lançado em 2013. Todas as entrevistas me ensinam algo e essa me ensinou muito e deu aquele gás no meu desejo de ser escritora. Se você tem esse sonho, você vai amar esse post. Mesmo a realidade sendo dura, se você ama e tem convicção do que quer, as respostas da Bruna vão te dar um incentivo a mais. Enfim, vamos lá? ♥
Entrevista: 
Autora Bruna Karyne!
1. Qual foi a sua maior inspiração para escrever “11 Contos e 1 Fábula”? 
R: Bem, acho que a inspiração não veio de uma coisa exterior, mas de mim mesma, do universo de tudo o que eu sinto. Tudo o que foi escrito começou comigo, com alguma emoção que me afetou, positiva ou negativamente, e eu simplesmente precisei parar o que quer que eu estivesse fazendo para “dar vazão” a ela. Escrever também é uma forma de esclarecer algo: parece que no papel, nas vozes de outros personagens, as coisas finalmente tomam forma e falam por si só. Nunca houve nada específico que originasse os contos, nada além de uma sensação qualquer que se escreveu sozinha, através de mim. Todo o processo de criação consistiu nesse transe de sentir algo e se deixar levar: muito antes de racionar sobre o que eu estava fazendo, as palavras já tinham sido escritas e puxavam outras. Então, para os contos, não há uma inspiração propriamente dita, mas para o projeto do livro, sim, e aí preciso citar a minha mãe. Foi ela que colocou isso na minha cabeça, quando eu tinha lá os meus 12 ou 13 anos. Por acaso, ela falou que conhecia uma moça que tinha escrito um livro – e levado até uma gráfica – e distribuído para os amigos e me perguntou, brincando, por que eu não fazia o mesmo. Mas eu levei a brincadeira a sério hahaha. Só tinha 3 contos escritos e, a partir de então, me programei para juntar um certo número e lançar meu próprio livro. 
2. Uma curiosidade do livro que nunca contou para ninguém. 
R: Uma curiosidade é a origem do próprio nome do livro. A partir do momento em que coloquei na cabeça a ideia de lançá-lo, precisava ter uma base de quantos contos colocaria nele – e simplesmente arbitrei o número 11, porque é o meu preferido. Acabou que ele ficou só no titulo mesmo, já que depois percebi que tinha muito material sobrando e decidi incluir pelo menos parte dele nesse livro, que tem 14 textos no total. Confesso que foi muito difícil escolher entre as minhas próprias histórias, quais deveriam entrar e quais ficariam de fora, ainda mais porque sou uma indecisa nata. Outra coisa curiosa foi o número de vezes que eu mudei coisas no livro: cada vez que lia, modificava alguma coisa. Eu mandava corrigirem vírgulas. Foram provas e mais provas que a editora me enviou, em um esforço obsessivo de edição, re-edição, “re-re-edição” e talvez esse meu perfeccionismo tenha contribuído para a demora da conclusão de tudo. Mas valeu a pena: eu não me sentiria bem se achasse que não tinha dado tudo de mim pelo meu próprio projeto. 
3. Qual é a tarefa mais difícil e emocionante da vida de uma escritora? 
R: Aprender a ter paciência. Consigo, com o próprio texto e com o mundo. As histórias podem não estar fluindo, você pode estar sem vontade de escrever naquele dia – é um direito seu -, as pessoas podem não entender ou dar valor ao que você escreveu, editoras podem não responder e não há garantia de que o seu livro fará qualquer sucesso. É preciso aceitar toda essa realidade, e isso é um processo interno. Entender que, antes qualquer um, é você que deve valorizar o que escreveu e continuar valorizando mesmo que as coisas não deem certo – e eu acho isso muito difícil. Acho que o escritor é uma pessoa muito sonhadora e, justamente por isso, apresenta uma dimensão de fragilidade. É o sonho dele – o livro – que está sendo exposto, julgado, rechaçado – ou não. Esse livro também pode estar simplesmente sendo ignorado. E é muito fácil, diante disso, a pessoa se culpar, se cobrar e duvidar de si mesma, achando que não fez tudo o que podia ou que o seu livro não vale a pena. O mercado editorial é difícil e existem muitas outras variáveis em todo o processo além do escritor e do esforço/mérito dele. É preciso enxergar isso e entender que as dificuldades não diminuem o seu valor – acho que aprender isso talvez seja o mais complicado. 
A parte mais emocionante é a sensação de, mais do que um trabalho bem feito – porque escrever é um “ócio trabalhoso” -, é a verdade, quer dizer, a sensação de que aquilo que você escreveu realmente significa algo para você, assim como pode significar para muitos outros. Acho que o mais emocionante é ver que o seu texto toca outras pessoas, mas também você mesmo. E a magia está ai: em escrever sobre o que se sente e, de repente, perceber que essa angústia ou alegria não é exclusivamente sua. Diria até que é catártico. 
4. Para quem deseja ser uma escritora, o que não pode faltar? E como funciona todo o processo? 
R: Nossa, muitas coisas. Força, paciência, persistência, confiança no próprio trabalho, calma. Mas acima de tudo, amor ao que se faz – no fim das contas, é isso que segura as pontas. Todas essas as outras características você pode desenvolver pelo caminho: pode se desesperar primeiro para depois entender que é inútil, duvidar de si antes de acreditar que é capaz, sentir-se impotente sem perceber a força que tem. Pode pensar em desistir mil vezes e desistir de desistir mil e uma – o que acaba fazendo de você, por incapacidade de jogar tudo para o alto, uma pessoa persistente. E essa incapacidade se deve ao amor. Foi ele que fez você se dedicar àquilo, em primeiro lugar, e é ele que vai fazer você continuar se dedicando, apesar dos pesares. A motivação precisa ser o amor – não fama, dinheiro, sucesso. Isso tudo é desejável, claro, mas deve ser consequência, jamais a causa, precisamente porque não há garantia de nada. Você pode ganhar dinheiro – em diferentes níveis – ou não em inúmeros trabalhos, mas só alguns destes realmente te satisfariam intimamente. Se em tudo há risco, mais vale se arriscar em/por algo que se ama. Talvez isso soe como um clichê hipócrita, mas é no que realmente acredito e procuro por em prática. 
O processo é demorado e bem complicadinho. Diria que escrever é a parte mais fácil, porque só depende de você. Depois disso, os caminhos são a autopublicação ou as editoras – nos dois, o grande problema ainda será a divulgação. As editoras não têm estrutura para divulgar igual e eficazmente todos os livros que produzem – e muito menos você sozinho. Como um livro vai parar numa livraria? E, na livraria, como fazer para ele ser colocado em um lugar em que, pelo menos, seja visto – e não no canto escuro de uma prateleira escondida lá no fim da livraria? E, ainda que ele esteja em destaque na loja, como fazer o leitor em potencial se interessar? Todas essas são questões que independem do escritor. Ele fez o seu trabalho, escreveu. Depois disso, passou a depender sempre de outras pessoas: um gerente de compras de uma livraria que, por algum motivo, venha a se interessar pelo seu livro e decida colocá-lo na livraria; um leitor que decida que vale a pena gastar dinheiro e tempo com o seu livro. Mas muito antes disso: uma editora que ache que o seu livro vai vender e, por isso, aposte nele. Seu livro – se você não é famoso/razoavelmente conhecido ou escrever o que está na moda – é uma aposta “no escuro”. E, assim, como você apostou no seu sonho, outras pessoas precisam fazê-lo, coisa que nem sempre acontece. Isso tudo realmente me deixa tentada a dizer o óbvio: é arbitrário. 
5. Você sempre quis ser escritora? O que te motivou (e motiva) a escrever? 
R: Bem, eu sempre escrevi e gostei de escrever, mas até começar a desenvolver 11 contos e 1 fábula”, não tinha me tocado de que era isso que eu queria fazer. Estava naquela fase em que todas as profissões possíveis passavam pela minha cabeça hahaha. Já tinha uma inclinação a fazer Letras, mas mais para estudar Literatura do que escrever mesmo, embora uma coisa puxe a outra. Hoje faço Cinema, mas também é porque quero contar alguma coisa. As linguagens – de livro e filme – são diferentes, mas, no final, trata-se sempre de criar e dar forma – escrevendo no papel ou mostrando em uma tela – a algo, a princípio, meio intangível. Então, acredito que o propósito seja o mesmo. 
Acho que o que me motiva a escrever é justamente isso de dar forma e vazão às sensações que me acometem em determinados momentos. Elas explodem em mim do nada e, quando me dou conta, já estou escrevendo ou interpretando uma cena que surgiu na minha cabeça. Ou as duas coisas, porque quando escrevo ainda estou inundada pela imagem dos personagens que vou criando no meio do caminho. Acho que todo escritor se perde nos seus próprios devaneios mesmo, é como fazem “trabalho de campo”. No entanto, a parte mais gratificante de tudo é ver que há pessoas que se identificam com o que você escreve, que também sentiram ou já viveram aquilo. Por isso, escrever pode ser um processo individual, mas nunca individualista, muito pelo contrário: os textos – ou filmes – podem confortar e unir as pessoas, porque simplesmente as lembram de que não são só elas que se sentem daquela maneira ou vivem aquela realidade. Para mim, é como um lembrete de que você não está sozinho. 
6. Pensa em escrever mais livros? Vai seguir a mesma linha ou vai mudar de gênero? 
R: Que pergunta! Eu mesma já me perguntei isso umas mil vezes. No momento, não tenho nada em mente, mas acho que seria inevitável. Na verdade, espero que seja, porque não gostaria que esse fosse o meu único livro hahaha. Quero escrever bem mais. Sei que, se houver um próximo livro, ele será um romance, embora eu pretenda continuar escrevendo contos à parte. Tenho muitas ideias, mas elas ainda precisam ser bastante elaboradas. 
7. Se tivesse que salvar três livros, quais seriam os escolhidos? 
R: É uma pergunta difícil, porque eu ainda não tive tempo de começar a ler muitos que acho que amaria. Dos que já amo, escolheria A Sombra do Vento”, de Carlos Ruiz Zafón, um livro maravilhoso que me viciou no autor. A Redoma de Vidro”, de Sylvia Plath, que me encantou desde a primeira página.  E Clarice na cabeceira”, uma compilação de contos da Clarice Lispector, minha autora preferida. 
Para finalizar a entrevista, a Bruna mandou 
um recado fofo para a gente! 
Foi um prazer dar essa entrevista para o blog – a minha primeira – e poder falar mais sobre mim e “11 contos e 1 Fábula”. Leiam e sintam-se à vontade para comentar e conversar comigo sobre o livro. Espero que tenham gostado da entrevista e, quem quiser me conhecer ou saber mais do livro, pode ir à “Vila dos Autores”, no AMORio2, um evento só com novos autores, nos dias 6 e 7 de dezembro, de que vou participar. Espero vocês lá. Um grande beijo e muitos abraços!
Bruna. 

** 
Foi uma das entrevistas que eu mais amei as respostas. Principalmente, as respostas 3, 4 e 5. ♥
Muito obrigada, Bruna! Seu livro já está na minha listinha. ;-)
Falando nisso, quem quiser comprar, o livro está disponível no site da Saraiva, da Cultura e da própria editora, a Livre Expressão. Agora também na Estante Virtual, que distribui para o Brasil inteiro (o nome do vendedor é “Ronaldo Livreiro”). Os cariocas encontram também na Livraria Leone (shopping Millenium, na Barra da Tijuca) e na Carga Nobre (PUC). E como ela informou na entrevista, quem quiser conhecê-la de pertinho, nos dias 6 e 7 de dezembro ela vai participar de uma feira para Novos Autores. Mais informações: link do evento. Ah! Mais para frente, a Bruna vai entrar no mundo dos blogs. Desde já, seja bem-vinda! Quando tiver tudo certinho, coloco aqui no Pequena Jornalista o endereço. 
Gostaram? Podem opinar à vontade! 
Um beijo, 
Carol
P.S: Crédito da foto – Site da Saraiva. 
P.S: Agradecimentos: Erika, a minha psicóloga fofa, que me passou o contato da Bruna. Obrigadinha! ;-)

23
20.10.2014
* PJ Entrevista:Artista Plástica Melinda Garcia! ♥
Essa semana, a artista plástica Melinda Garcia lança a terceira edição do seu livro Holomovimento – Espelho D’Alma. A obra é um compilado de estudos sobre arte, ciência e religião. O surrealismo e o misticismo na obra de Salvador Dalí recebem o olhar meticuloso da autora. E como o PJ procura atender todos os “gostos” literários, resolvi entrevistar a Melinda. Vamos lá? ;-)

Entrevista: Artista Plástica Melinda Garcia

1. Como surgiu o interesse de escrever um livro que mistura arte, ciência, religião e física moderna? 

R: Estes assuntos sempre me interessam muito, e muito antes de assumir a necessidade de escrever sobre Salvador Dalí e sobre arte, e sobre o meu trabalho. 
2. Na sua opinião, o que o livro pode acrescentar na vida do leitor? 
R: Como o livro se baseia e usa como pano de fundo as pinturas de S. Dalí (embora trate também de alguns outros artistas de peso), pois Dalí pintava os próprios sonhos, nesta análise podemos estudar o inconsciente, como se dá a lapidação da nossa esfera psíquica, da nossa alma rumo à iluminação, o que vale dizer à vida eterna. Sua obra nos mostra que há um sentido para a vida e para a alma humana. 
3. Além da capa, o que vamos encontrar de novo nesta terceira edição? 
R: Esta é a segunda edição em papel (afora uma terceira em e-book), trouxe o Misticismo de Salvador Dalí, pouco explorado e divulgado, para primeiro plano e no local onde ele passa por Cristo, pela experiência de Luz, deixando cair por terra o ceticismos, a fragmentação. Nisto aproveito para demonstrar Cristo como sendo o primeiro cientista a dar provas de aniquilamento, de viajar e de fundamentar um novo tempo. 
4. Falando nisso, conte um pouco sobre os detalhes da capa que você criou. Qual foi a maior inspiração? 
R: Inspirei-me no episódio bíblico da Transfiguração de Cristo, e na segunda capa em Gala de las esferas da pintura de Dalí. Faço um retrato meu em estilo pop, rodeada de fótons e quantas de luz.

5. Salvador Dalí serviu como pano de fundo para você escrever esta obra. Conte um pouco sobre o motivo dessa escolha. 
R: Porque S. Dalí pintou os próprios sonhos e daí eu pude, ou consegui, “psicografar” por assim dizer, o seu psiquismo. Nenhum outro artista no panorama universal das artes, produziu como ele, fidedignamente, os próprios sonhos.

6. Podemos dizer que Salvador Dalí é uma inspiração para o seu trabalho, tanto como escritora, escultora e pintora? Conte um pouco. 
R: Não. Dalí não me inspira como estilo pictórico, o meu fazer artístico não tem relação com Dalí, mas posso dizer que a arte nos conduziu pelos mesmos caminhos, similares, de lapidação mental e espiritual.

7. Geralmente na última pergunta, eu peço para a autora escolher três livros para salvar de um incêndio. Mas dessa vez, eu vou fazer diferente. Se você tivesse que escolher entre as três áreas, qual seria a sua escolha? Por quê? 
R: A escultura é a minha paixão. Sou basicamente escultora. Aos 7 anos de idade tive a primeira passagem por uma escola de arte e experimentei a magia de modelar, o barro. Vi nisto uma graça recebida, um dom que eu abracei com paixão e sempre cuidei. Uma imposição da alma. Enfim, eu me tornei o barro que a arte ajudou a remodelar.

**

Muito obrigada, Melinda! Sucesso para você e para a nova edição do livro. ;-)

E para os interessados, o lançamento vai acontecer amanhã, dia 21 de outubro, às 19h, no Shopping Cassino Atlântico, em Copacabana. Ah! O livro está disponível na Livraria Cultura e na Travessa. E quem quiser saber um pouco mais sobre a artista plástica, mais informações e por aí vai, é só clicar aqui.

Um beijo,
Carol.

P.S: Crédito da foto – Site Melinda Garcia 
Agradecimento: Beatriz Merched. 


7
13.10.2014
* PJ Entrevista: Autora Thati Machado! ♥
A blogosfera é uma ótima fonte para conhecer pessoas incríveis. Através dos cliques diários e por aí vai, conheci o blog Nem Te Conto, da Thati Machado. Uma fofa, gente! E descobri que ela é autora do livro Ponte de Cristal, publicado pela Laço Editorial. Não poderia perder a oportunidade de entrevistá-la, né? Então, conheça um pouco do trabalho da Thati e do seu baby. Falando nisso, a história é sobre a escritora Mia Prescott, que não imagina que a sua decisão de acertar contas com o passado causará uma reviravolta em sua vida e colocará à prova todas as suas certezas. Vamos lá? ;-) 
Entrevista: 
Autora Thati Machado
1. Como surgiu a ideia de escrever o livro “Ponte de Cristal”? Qual foi a sua maior inspiração? A personagem Mia tem um pouco da sua vida? 
R: A vida é a minha maior inspiração. Observá-la e tentar decifrá-la (sem nunca conseguir) é o que me motiva. Gosto de observar a natureza, as pessoas, os gestos cotidianos etc e transformá-los em algo único. 
Posso dizer que eu nunca estive sozinha. Em minha mente habitavam vários personagens e eles sempre acompanhavam. Alguns deles se fizeram tão presentes em minha vida, que acabei criando histórias para eles. Foi assim com a Mia. Ela, assim como todos os personagens que crio, tem um pouco de mim, das minhas vivências, dos lugares que frequento, dos livros que leio, dos amigos que tenho. 
2. Uma curiosidade do livro que não contou para quase ninguém? Pode contar? :)
R: Bom, não há muitos segredos em relação ao livro. Quase ninguém sabe, mas durante a escrita de PDC, contei com a ajuda de uma amiga e leitora muito querida, a Rebeca. Ela era leitora assídua das minhas fanfics no Orkut e me acompanha até hoje. 
3. Para quem deseja ser uma escritora, o que não pode faltar? E como funciona todo o processo? 
R: Foco é essencial. Acho que todas as pessoas criativas tem um pouco de problema com a questão do foco. Estamos sempre pensando em algo novo e imaginando mil e uma possibilidades, e às vezes é difícil direcionar tudo isso para um único projeto. Todas as pessoas criativas que conheço possuem diversos projetos inacabados… Eu já fui uma delas. A escrita das fanfics me ajudou muito nesse sentido, pois meus leitores me cobravam novos capítulos e “ai de mim” se não os escrevesse. 
E bem, sobre o processo, vamos lá… Quando finalmente conseguimos escrever a última frase da história, pensamos: “Ufa, acabou!”, mas não é bem assim. Ao final da escrita, o trabalho recomeça. É preciso revisar o texto inúmeras vezes antes de enviá-lo para as editoras. E conseguir uma editora que acredite no seu trabalho também é bastante complicado. Enviei o original de PDC para diversas editoras. Todos os dias eu sentava na frente do computador e ia atrás de mais e mais editoras. Recebi muitas respostas positivas, mas a maioria delas tinha um custo muito alto e eu simplesmente não podia bancar. A Laço Editorial foi uma grata surpresa para mim. 
4. Você sempre quis ser escritora? O que te motivou (e motiva) a escrever? 
R: Eu sempre quis trabalhar com algo que permitisse o uso da minha criatividade. Escrever sempre foi um hobbie para mim. Eu não me via como uma escritora, sabe? Mas nunca imaginei uma vida onde eu não estivesse escrevendo. 
5. Pensa em escrever mais livros? Conta um pouco! 
R: Como eu disse, sou muito criativa e sempre tenho mil e uma ideias na cabeça. Estou escrevendo um conto intitulado “Com outros olhos” que será disponibilizado gratuitamente muito em breve. Também já tenho planos para um segundo livro. Estou cheia de ideias, anotações e enredos. A história já tem até nome, mas é segredo por enquanto. E bem, também há um projeto de um livro de contos. Ele ainda está nascendo, mas estou muito contente de poder trabalhar com duas amigas escritoras, a Aimee Oliveira (autora de Pela Janela Indiscreta) e a Clara Savelli (autora de Mocassins & Allstars). 
6. Se tivesse que salvar três livros? Quais seriam os escolhidos? (não pode ser o seu hahaha)
R: Não posso salvar o meu? Vishi, difícil, hein? Recentemente não consegui listar nem os meus 10 livros favoritos, três é ainda mais difícil rsrsrs! Acho que salvaria a trilogia “Estilhaça-me”, porque sou apaixonada pela Juliette e pelo Warner. 
Para finalizar a entrevista, recadinho fofo da Thati!

Bom, acho que é isso. Adorei ser entrevistada pela Carol, e sou muito grata a ela pela oportunidade de compartilhar mais sobre mim e o meu livro com vocês. Espero que tenham gostado. E ah, deem uma chance para PDC. Estou curiosa para saber a opinião de todos vocês!

** 
Gostaram? Eu adorei! Muito obrigada, Thati. Ansiosa para embarcar na aventura da Mia!
Quem quiser garantir o livro Ponte de Cristal é só clicar aqui ou aqui. Ah! E vale muito a pena conhecer o blog dela também. ;-) 
Enfim, podem opinar à vontade! 
Um beijo, C. 
Todo mundo  já curtiu a Fan Page do blog? 
Podem sugerir, criticar e por aí vai! 
Ainda não curte? Clica, clica! ♥

Lembrando que sábado rolou post da pequena que vos 
bloga no Meg’s. Ah! E todo dia tem post por lá. 
Vale o clique


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22.09.2014
* PJ Entrevista: Autora Stéfanie Medeiros! ♥
Oi, Gente! 
Tem autora nova na área e um livro quase saindo do forno também. Dessa vez, o PJ entrevistou a Stéfanie Medeiros, uma das meninas do clube de leitura Meg’s Army Book Club (não conhece ainda? clique aqui e conheça ;p). No dia 23 de outubro, será o lançamento do seu primeiro livro: Borboletas infinitas de coração imperfeito. É apaixonada por poesias? Não pode deixar de ler. Tanto o livro quanto a entrevista. ;-) 
Entrevista: Autora Stéfanie Medeiros
1. O que te motivou e inspirou a escrever um livro de poesias? Um autor do mesmo gênero ou a sua própria vida? Conte um pouco! 
R: A poesia foi meu
primeiro contato com a literatura no sentido clássico da palavra. Um dia (há
muito tempo), eu estava andando pelo centro de Cuiabá com meu pai e entramos no
sebo que tinha perto da Praça Ipiranga. Lá, achei um exemplar de “Caderno H”,
do Mario Quintana, o primeiro livro de poesia que realmente gostei. Depois
disto, comecei a escrever poemas. O “Borboletas infinitas de coração
imperfeito” é uma reunião de poemas que escrevi desde os meus 16 anos até agora
(que estou com 22). O livro é, por assim dizer, um ‘apanhado’ das minhas
primeiras experiências literárias.
2. Qual é a fórmula para uma poesia tocar a vida do leitor? Tem algum segredinho que não falha? 
R: Se tem, ninguém me
contou ainda! Mas os poemas que eu mais gosto são os poemas ‘simples’. Eu me
apaixonei pela poesia moderna, que já não usa tantas rimas e métrica. A
simplicidade desses poemas, no entanto, é bem complexa. Como Manoel de Barros,
por exemplo. Os poemas dele são acessíveis, as pessoas gostam, incorporam. São
simples, mas com conteúdo “complexo”. Não estou dizendo que o que eu faço é
assim, longe disso. Mas são por conta desses poetas que tomei gosto pela poesia. 
3. Para quem deseja ser uma escritora, o que não pode faltar? E como funciona todo o processo? 
R: O processo criativo
é diferente para cada pessoa, mas tem uma coisa que não pode faltar para
ninguém: disciplina. Independente do que você quer escrever, você vai fazer
isso muito melhor com a prática. Algumas pessoas acreditam em inspiração e
outras não. Se você acredita, você vai conseguir colocar a “inspiração” no
papel muito melhor se você tiver prática na escrita. E isso só acontece se você
escrever sempre.
4. Pretende seguir a carreira como escritora? Se sim, vai seguir o mesmo gênero ou arriscar outros? 
R: Sim, com certeza vou
continuar nesta área. Mas acho que, além de ser meu primeiro livro de poemas,
este vai ser o último do gênero. Já há um tempo passei para a prosa, onde quero
ficar. A poesia veio como experimentalismo, como primeiro contato com o fazer
literário. Mas agora eu quero seguir para “outro desafio”, por assim dizer. 

5. Se tivesse que salvar três livros de um incêndio, quais seriam os escolhidos (não pode ser o seu hahaha)?
R: Pergunta difícil!
Mas eu salvaria, em primeiro lugar, o “Clarissa”, do Érico Veríssimo. Depois a
primeira edição de “Harry Potter e a pedra filosofal”, da J.K. Rowling e em
terceiro o “Caderno H”, do Mario Quintana.
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Prontinho. Gostaram? Espero que sim! ♥
Obrigada, Stéfanie! Desejo que o “Borboletas infinitas de coração imperfeito” seja o primeiro de muitos e que conquiste muitos leitores. E, gente, anotem na agenda: no dia 23 de outubro, às 19h30, o lançamento do livro será na Casa Barão de Melgaço, sede da Academia Mato-Grossense de Letras (AML) e
Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT). Ah! Assim que eu receber as informações dos locais de venda, eu atualizo o post e coloco na Fan Page do blog. 
Beijos e boa semana, 
Carol. 

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