14.05.2015
* “Vai ralando na boquinha da garrafa”, mas sem a parte sensual – Projeto Drama Queen #30 (Por Juju Bittar)! ♥
Nem só de problemas amorosos ou de sensibilidade extrema vive uma drama queen. É, minha gente, tem drama para todos os setores da vida. Todos mesmo. E hoje quem vem contar um drama bem “peculiar”, vamos dizer assim, é a Juju Bittar, do sensacional blog As Besteiras Que Me Contam. ♥
Juju, pode começar. Mas peraí que eu vou ao banheiro primeiro…. Hahaha. 
“Vai ralando na boquinha da garrafa”, 
mas sem a parte sensual
(Por Juju Bittar)

Eu resolvi escrever este post para o Projeto Drama Queen porque hoje eu me dei conta sobre qual o maior drama da minha vida!
O maior drama da minha vida deve ter começado quando nasci… Minha mãe deve ter sofrido com a troca de fraldas, pois eu sou uma pessoa que faz xixi pra caramba. Você não pode imaginar as enrascadas que eu já me meti por causa da minha vontade de fazer xixi. Antes que você se preocupe, eu devo avisar que minha saúde é impecável! Isso não é nenhum tipo de doença, meus rins é que são verdadeiras máquinas de filtragem! E eu sou feliz por isso… Obrigada rins! Porém o resultado do trabalho deles faz com que eu conheça o submundo dos banheiros
Quantas vezes fiz meus amigos motoristas pararem na estrada para que eu pudesse fazer meu pipi bem depois deles terem conseguido ultrapassar aquele caminhão enorme que estava na nossa frente atrapalhando a passagem?
E quantas vezes eu fiz minha mãe segurar a porta do banheiro só para provar que “Não!! Não é psicológico!! Escuta aqui o Barulhinho!!”?
Banheiro de balada? Conheço cada cabine! E antes que você pense “Nossa essa Juliana deve beber uma cerveja como ninguém!” vou te decepcionar, mas eu fico só no refri mesmo. 
Imagine cada lugar triste que eu me enfiei. Banheiros de postos de gasolina (posto de gasolina, sem restaurante, onde homens e mulheres usam o mesmo “quadradinho”, sabe qual é? Bem ruim mesmo), banheiros químicos (aquelas cabines verdes, sem papel e sem torneira, que quando estão limpas, já estão com um cheiro ruim), banheiros masculinos (Aham, porque o feminino é sempre lotado e eu tô sempre apertada.), entre outros tantos banheiros que existem por aí. 
Mas o meu grande segredo vou contar aqui para vocês, em primeira mão, já que as únicas pessoas que conhecem essa história até hoje é minha tia Célia e minha prima Cacá. Como estou abrindo meu coração, preciso dizer que foi a pior situação que passei em toda essa minha vida de Drama Queen Xixizenta. 
A história começa no fim do feriado de carnaval. Estávamos na praia (Guarujá), minha tia Célia (A Motorista), eu (A Co-pilota) e minha prima Cacá (A Passageira). E não sei o motivo, mas minha tia decidiu que voltaríamos para casa (São Paulo) na terça-feira a noite, dia em que o MUNDO sobe a serra para trabalhar na quarta-feira de cinzas a tarde. Ou seja, cerveja! Estava um trânsito do caramba. 
Como sempre, horas antes de viajar eu paro de beber água (é sério!), e segundos antes de entrar no carro, vou ao banheiro para tentar adiar ao máximo a parada na estrada. 
Enfim, a viagem do Guarujá para São Paulo é uma viagem curta, se a estrada estivesse livre, tudo teria dado certo! Mas a estrada estava parada. Depois de umas duas horas praticamente sem andar, a vontade de ir ao banheiro veio com toda a força. Mais meia hora e os carros do nosso lado começaram a desligar o motor, não tinha saída. Estávamos no meio da serra, travadas, com carros do lado, não dava nem para ir para o acostamento e fazer no matinho. Mais meia hora e comecei a suar frio, não consegui nem ficar reta no banco. Aí eu já não estava mais olhando para o relógio, cada minuto parecia uma hora. A motorista e a passageira estavam preocupadas, não tinha o que fazer. Até que minha tia deu a ideia (Brilhante) “Será que não temos nenhum potinho tipo Tupperware*, você podia fazer dentro e tampar.” Mas não tínhamos nenhum potinho. Até que minha prima linda, achou o quê embaixo do banco?! Uma garrafinha de água vazia. E adivinha? Foi exatamente essa garrafinha que me salvou. 
Lógico que eu vou poupar você dos detalhes, mas vou dizer que foi praticamente um “vai ralando na boquinha da garrafa” sem a parte sensual!!
Sei que deu certo, a garrafinha encheu até a boca (510mL). 
E é esse tipo de coisa que eu passo, para depois ter que ouvir “Essa vontade é psicológica”, “Você não faz xixi antes de sair de casa?”, ou pior “De novo? Você acabou de ir ao banheiro!”. 
Por isso que hoje, me vendo dentro de um micro banheiro do metrô, agachada na pontinha do pé, com uma mão segurando a mochila cheia na parte da frente do corpo e a outra mão segurando apoiada na porta, que eu resolvi contar meu drama. 
Aí… Com toda a minha elegância, ajeito minha coroa e saio do cubículo tentando não tocar em nada, bem diva, batendo cabelo e totalmente aliviada. 
Juju Bittar. 
28 anos, casada, um pouco temperamental, determinada e louca pra sair escrevendo tudo que der na telha. 
;-) 
***
Juju, adoramos o seu relato. Volte sempre e continue divando e ajeitando a coroa, mesmo que seja no banheiro. ;-) 
E você, quer participar também do Projeto Drama Queen? Mande um e-mail com o seu relato para projetodramaqueen@gmail.com. Esses relatos de dramas da vida cotidiana são uma parceria dos blogs Casos, Acasos e Livros e do Pequena Jornalista. 
Beijos,
Carol e Teca. 

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