11.06.2015
* Dia dos Namorados: Expectativa X Realidade! – Projeto Drama Queen #34! ♥
Por Carol Daixum



– Oi, filha! 

– Oi, pai! 
– Vai sair com o namoradinho? 
– Pai, não estou namorando. 
 Mais um Dia dos Namorados sozinha? 
– Obrigada pai pela grande ajuda, tá?
– Brincadeira, minha drama queen. 
– Você adora a sua filha solteira, né?
– Ah! Um pouco… Você sabe que eu queria que você fosse para o convento, né? É brincadeira! 
– Sei, brincadeira! Affe! – suspiro com um olhar triste! 
– Meu amor, daqui a pouco aparece o seu príncipe encantado no cavalo branco, ok? 
– Pai, eu não tenho mais dez anos! Estou com quase 30, daqui a pouco 35, depois 40, 50 e já era! 
– Ah! Obrigada por me chamar de velho! 
– Não é isso pai. Todo mundo está encaminhado na vida. Eu? Não consigo sair nem do terceiro encontro. Por que Santo Antônio faz isso comigo? Poxa, eu nunca coloquei ele de cabeça para baixo, sempre tratei com carinho. Isso tinha que contar alguma coisa. E eu tenho vontade de processar a Disney e seus contos de fadas. ARGHHHHH!!! 
– Filha, calma. 
– Calma? É fácil para você…. Eu vou morrer sozinha, pai! Você vai realizar o seu sonho de ter a sua filhinha solteira para sempre. Feliz????  
– Você nem imagina o quanto. Ei, filhota! Eu sei que você não acredita, mas vai aparecer. 
– Quando? 
– Foi mal, minha bola de cristal não está funcionando hoje.   
– Palhacinho! 
– Vou no shopping comprar presente para a sua mãe. Quer ir comigo? 
– Não. Vou preparar o meu dia de fossa e bolar minha conversa com aquele Santo. 
– Manda lembranças e fala que eu agradeço a forcinha! – meu pai me dá uma piscadela e eu jogo o travesseiro nele, rindo para não chorar. 
Meu Dia dos Namorados funciona assim: como pizza, tomo sorvete, ataco o saco de fandangos e o prato de brigadeiro. Assisto pela milésima vez “Ele não está tão a fim de você”, choro quem nem uma boba, fico enrolada no cobertor dando carinho na minha companhia: meu cachorro. Deixo o telefone fora do gancho para evitar a ligação da minha tia solteirona. Todo ano, ela pede para eu anotar uma simpatia “que casou a filha da amiga de uma amiga dela” e ela sempre me garante que “essa funciona mesmo”.  Depois coloco música de corno e canto alto aproveitando que meus pais não estão em casa e, provavelmente, os vizinhos também não. JÁ QUE EU SOU A ÚNICA SOLTEIRA NO MUNDO!! A pessoa que inventou colocar o Halloween no dia 31 de outubro, nunca levou um pé na bunda. Respiro fundo e pego o culpado: Santo Antônio. Converso civilizadamente com ele, mas coloco o dito cujo de cabeça para baixo (para mostrar quem manda). Meu ritual acaba e durmo contando os minutos para o dia seguinte.

Acordo e ganho café da manhã na cama, um cupcake e faço contagem regressiva para o relógio mostrar a hora que eu nasci: 11:31. Depois escuto meus pais cantando “parabéns” seguido de um discurso bem drama queen deles falando que não acreditam como o tempo passa rápido, que a filhinha deles já tem 29 anos e os dois começam a chorar. Ai eu foco na minha idade, cai a ficha que estou ficando velha, que não tenho filhos, um casamento incrível e um marido de deixar qualquer príncipe encantado no chão. Falo para eles, enxugando meu rosto: sabem qual é a minha realidade? Nem pedreiro faz “fiu fiu” pra mim. Daí, eles falam que sou exagerada, dramática e blá-blá-blá. Desconverso, vou para o banho, respiro e lembro que essa data é a minha preferida, independente de qualquer coisa. Sabem aquela história de nada como um dia após o outro? Então! ♥

Esse Santo Antônio! =D

***
Lembrando que todos os textos do Projeto Drama Queen têm uma dose de exagero e a vida real é apenas uma inspiração para criá-los. Está solteira nesse dia terrível: organiza uma fossa do bem. Com filme, comidinhas e a sua melhor companhia: você! Tem um namorado incrível e planeja um dia lindo e romântico: aproveita! ♥ E vê se puxa o bonde, conta sua simpatia e bate um papinho com Santo Antônio, Cupido por mim? Vai que eles te escutam. Brincadeirinha hahaha! Feliz dia adiantado, pombinhos. ;-)

♥♥♥

O Projeto Drama Queen é uma parceria entre o Pequena Jornalista e o blog Casos, Acasos e Livros. Quer participar da coluna? Manda o seu texto dramático para a gente: projetodramaqueen@gmail.com. E quem quiser ler os outros dramas que já passaram por aqui, é só procurar na caixa de busca aqui do lado. 
Beijos, 
Carol. 

4
29.05.2015
* Não pise num ouriço-do-mar – Projeto Drama Queen #32 (Por Teca Machado)! ♥
(Por Teca Machado)

Você está na praia, toda feliz e bronzeada, vendo tanto acima da água quanto embaixo um dos cenários mais lindos que já viu na vida. Fica tão vidrada com o recife e com a vida marinha que nem percebe que tinha um ouriço no meio do caminho, no meio do caminho tinha um ouriço. E entre o caminho e o ouriço, pior ainda, tinha o seu . Um pé com pé de pato, ou seja, só com a pontinha do calcanhar para fora. Mas como Murphy é malandrinho e adora aplicar a Lei dele em você só para saber quanto drama você faz, você pisa no ouriço, justo com a pontinha do pé que estava para fora. 
Droga, Murphy! 
Esse foi um dos meus dramas mais recentes. Estava numa viagem para Punta Cana com o meu noivo e o pessoal do seu trabalho. Tudo lindo, tudo maravilhoso, um passeio de barco em mar aberto em piscinas naturais. Era apenas o segundo dia de viagem ainda. Aí eu fui e pisei em um ouriço-do-mar
Posso dizer uma coisa para vocês: Doeu para caramba
Numa paisagem dessa eu NÃO estava preocupada com ouriço-do-mar
;-) 
O recife onde eu pisei estava logo ali à direita….
;-( 
Dei um berro, sem saber porque estava doendo (Ai, Jesus, um tubarão mordeu meu pééé???) e levantei o calcanhar para fora da água. Quando olhei, uns seis espinhões enormes metade para dentro da pele e metade para fora. Meu noivo me rebocou para o barco em que estávamos e juntou aquele tanto de gente para ver o que aconteceu com a desastrada que não consegue passar uma viagem sem machucar, cair ou sofrer um acidente. 
O motorista do barco, um dominicano, tirou as espinhas, passou um antibiótico e pediu para eu não colocar o calcanhar no chão pelo resto do dia. Não que eu tivesse a intenção de fazer isso, estava latejando. Vi que tinham quatro pontinhos pretos ainda no pé, perguntei se era espinho e o cara disse que não, que era tinta do ouriço, para nem preocupar que saia. Ok. Não deixei isso estragar o resto do passeio. Continuei nadando, me diverti e tudo o mais, mesmo que doendo. 
Enfiei meu pé em vinagre (Porque segundo os locais e o Google, ele dissolve o espinho), mas não adiantou. No outro dia estava doendo e inchado. E no seguinte também. E no outro. Até o fim da viagem, já estava colocando o pé no chão, mesmo que meio incomodo. 
Parece piscina, mas é mar. E o meu pé já estava carimbado aí. 
;’-)

Voltei para casa quase uma semana depois do ocorrido, vida normal, vida que segue. Mas o troço ainda estava incomodando. Tinha certeza que tinha espinhos lá dentro do pé. Até que não aguentei mais. Fui ao hospital, no Pronto Atendimento. “Vai ser simples. Fazer um cortezinho, tirar e voilá”. Fui sozinha, bem tranquila. Chegando lá, o médico disse que estava bem fundo e que ia precisar fazer uma mini cirurgia para tirar. Oi? “E vai doer muito, viu? Calcanhar é sensível”. Que “legal”. Quando o médico diz que não vai doer, sempre dói. Se ele diz que vai doer muito, o que será de mim? 
Fiquei tensa, mandei mensagem para o noivo: “Cadê você para segurar minha mão?” e para a amiga “Bel, estou sozinha, vou tomar anestesia e a minha bateria está acabandoooooo”. Fora que a minha mãe não podia vir me acudir e o meu pai estava fora da cidade. 
No fim das contas, DOEU PARA CARAMBA. Eu não falo palavrão, mas na hora que o médico aplicou a anestesia local quatro vezes, uma para cada espinho, xinguei mentalmente, confesso. No fim saí de lá com o pé enfaixado, mancando e latejando. E voltei dirigindo para casa ainda. 
No outro dia tive dois casamentos e um evento de trabalho. Fui com a faixa no pé, fazer o que. Passei mais quatro dias mancando, mas acho que agora, mais de uma semana depois, está 100%. Ou quase. 
Então, uma dica para a vida de vocês: Não pise num ouriço-do-mar. 

***
O Projeto Drama Queen é uma parceria dramática, exagerada e humorística entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista, com participação especial de outras blogueiras que queriam dar o seu relato. Procure os outros textos na na barra lateral de busca. Tem um drama para nos contar? Envie para projetodramaqueen@gmail.com. 
Teca Machado. 

20
21.05.2015
* Vida de Blogueira – Cinco Draminhas! – Projeto Drama Queen #31 ♥
Sabe esse verbinho “blogar”? Me deixa tãoooo feliz, gente! Colocar um pijaminha, sentar o bumbum na cadeira, ligar o laptop e me desligar do mundo. Uma sensação maravilhosa. Mas como nem tudo são flores, vida de blogueira não é fácil. Muitas vezes precisamos ajeitar a coroa de cinco em cinco minutos. Encarar caras de paisagens quando você diz “sou blogueira” para algum parente e amigo que não entendem muito bem o que é isso. Dar “F5” mil vezes para ver se chegou algum comentário e quando chega é um simples: sdv! Pensando nisso, resolvi listar cinco draminhas que nós, meras mortais da blogosfera, temos diariamente. Senta aí, que lá vem desabafo. ;-) 
(Por Carol Daixum)
1. “Adorei o post. Te seguindo, segue de volta?” 

Eu queria entrar na cabecinha da pessoa que faz isso. Sério, eu não consigo entender esse comentário. Ainda mais de pessoas que têm um blog e sabem o trabalho que dá. Uma vez, respondi uma TAG e falei justamente sobre isso e vocês acreditam que teve gente que fez exatamente o que eu estava reclamando? Se você tem carinho e dedicação com o seu blog, sabe que não é fácil criar um post. Eu leio mil vezes antes de postar para ver se tem algum errinho. Escolho imagens. Ainda tem o tal do bloqueio. Amo escrever, mas às vezes a inspiração simplesmente te deixa na mão. Ai quando tudo fica bonitinho, do seu jeitinho, vem uma pessoa dessa? Queria que nessas horas tivesse uma teclinha dando um CHOQUE quando esse ´”ser” clicasse em “publicar comentário”. Tem que ver isso aí Apple e amiguinhos! ;-)


2. “Meu Deus, você não sai desse computador e nem larga esse celular!”

Oi??? Você sabe o trabalho que eu tenho? Impossível fazer tudo em uma horinha. Eu não sou uma blogueira “SDV”. Faço tudo com muito carinho e sou muito perfeccionista. Leio mil vezes um post antes de publicar, escolho imagens. Ainda visito blogs amigos e pessoas que visitaram o meu cantinho. E leio palavra por palavra e faço um comentário decente. Tudo bem, Ninguém é obrigado a entender o que a gente faz. Eu não entendo o trabalho de muita gente, mas respeito. Minha irmã faz estatística e ama números. Eu entendo esse amor? Não, claro que não. E nem por isso vivo falando “larga esses gráficos e blá-blá-blá”. Já taquei muitas coroas lá longe, mas hoje em dia eu faço “cara de paisagem” para quem não entende. Dica de ouro, gente! ♥
3. “Cadê o meu post que estava aqui?”

Esse foi o meu draminha mais recente. :( Ainda é um assunto muito delicado pra mim. Fiz um post lindo de morrer, recebi comentários superfofos e fiquei tão feliz. Daí, no dia seguinte eu fui deletar um rascunho e acabei deletando o meu post queridinho. Deu um aperto no coração, um vazio. Fiquei com tanta raiva do blogspot não ter uma pastinha de “posts que eu deletei sem querer” e odiei quando procurei no Google “como resgatar posts excluídos” e descobri que era melhor começar do zero. Enfim, não gosto muito de falar sobre isso. Ainda dói muito! Não desejo isso para ninguém. Vamos para o próximo drama? #fuénmilvezes #ajeitaacoroa  ;-)

4. “Oi? Snapchat? Peri o quê?”
Sabe quando a Alemanha ganhou do Brasil e cada vez que a gente respirava era mais um gol? Então, é assim que eu me sinto a cada semana. É muita rede social, gente! Tudo bem, eu amo esse mundinho, mas tudo tem limite. Ainda estou estudando a possibilidade de criar um canal no Youtube e as minhas blogueiras preferidas, autoras e amigas já estão gravando coisas lá no tal do Periscope (não tinha um nome mais bonitinho não?). Deixa eu respirar, sou lerdinha. Ainda estou descobrindo coisas no Instagram. Grata pela compreensão. ♥

5. “Sonhando acordada!”

Gente, eu queria tanto ganhar dinheiro com o meu blog. Mas acontece que eu não sei cobrar. Tô por fora desse tal de “mídia kit” e morro de medo do meu cantinho virar aqueles cadernos de anúncios, sabem? Não tenho nada contra as pessoas que fazem publipost, não mesmo. Elas estão certíssimas. Sonho em trabalhar de pijama. Mas acho que algumas acabam perdendo a essência. E tem outra coisa: eu amo criar conteúdo e quando entra essa parte mais técnica: eu fico perdidinha. Qual é a melhor hora para postar e publicar na Fan Page, engajamento, aparecer primeiro no Google, domínio e por ai vai. É muita coisa para uma cabecinha só. Mas espero que um dia a minha fada madrinha apareça e resolva tudo para mim. #ajeitaacoroa ;-) 
Agora conta pra gente, qual é o seu maior drama de blogueira? 
***
Apesar de todos os draminhas diários, eu amo fazer parte dessa blogosfera e não pretendo sair nunca (caguei para o Peri sei lá o que hahaha). Conheci muita gente bacana e que faz parte do meu dia a dia. Dá trabalho, mas quando a gente recebe um comentário fofo, faz tudo valer a pena. ♥ #ownpegaolencinho #pequenadramáticavaichorar hahaha ;p
♥♥♥♥♥
Lembrando, que o Projeto Drama Queen é uma parceria entre o Pequena Jornalista e o blog Casos, Acasos e Livros. E todos os posts têm uma dose extra de exagero hahaha. E quem quiser ler os outros 30 textos, é só procurar na caixinha de busca aqui do lado. Ah! Quer participar dessa coluna? Manda um e-mail para a gente contando o seu drama: projetodramaqueen@gmail.com. ;-) Vamos dominar esse mundo, gente!!! 
Beijos, 
Carol. 
P.S: crédito das imagens: Pinterest e We ♥ It. 
crédito das montagens – Projeto Drama Queen 

32
14.05.2015
* “Vai ralando na boquinha da garrafa”, mas sem a parte sensual – Projeto Drama Queen #30 (Por Juju Bittar)! ♥
Nem só de problemas amorosos ou de sensibilidade extrema vive uma drama queen. É, minha gente, tem drama para todos os setores da vida. Todos mesmo. E hoje quem vem contar um drama bem “peculiar”, vamos dizer assim, é a Juju Bittar, do sensacional blog As Besteiras Que Me Contam. ♥
Juju, pode começar. Mas peraí que eu vou ao banheiro primeiro…. Hahaha. 
“Vai ralando na boquinha da garrafa”, 
mas sem a parte sensual
(Por Juju Bittar)

Eu resolvi escrever este post para o Projeto Drama Queen porque hoje eu me dei conta sobre qual o maior drama da minha vida!
O maior drama da minha vida deve ter começado quando nasci… Minha mãe deve ter sofrido com a troca de fraldas, pois eu sou uma pessoa que faz xixi pra caramba. Você não pode imaginar as enrascadas que eu já me meti por causa da minha vontade de fazer xixi. Antes que você se preocupe, eu devo avisar que minha saúde é impecável! Isso não é nenhum tipo de doença, meus rins é que são verdadeiras máquinas de filtragem! E eu sou feliz por isso… Obrigada rins! Porém o resultado do trabalho deles faz com que eu conheça o submundo dos banheiros
Quantas vezes fiz meus amigos motoristas pararem na estrada para que eu pudesse fazer meu pipi bem depois deles terem conseguido ultrapassar aquele caminhão enorme que estava na nossa frente atrapalhando a passagem?
E quantas vezes eu fiz minha mãe segurar a porta do banheiro só para provar que “Não!! Não é psicológico!! Escuta aqui o Barulhinho!!”?
Banheiro de balada? Conheço cada cabine! E antes que você pense “Nossa essa Juliana deve beber uma cerveja como ninguém!” vou te decepcionar, mas eu fico só no refri mesmo. 
Imagine cada lugar triste que eu me enfiei. Banheiros de postos de gasolina (posto de gasolina, sem restaurante, onde homens e mulheres usam o mesmo “quadradinho”, sabe qual é? Bem ruim mesmo), banheiros químicos (aquelas cabines verdes, sem papel e sem torneira, que quando estão limpas, já estão com um cheiro ruim), banheiros masculinos (Aham, porque o feminino é sempre lotado e eu tô sempre apertada.), entre outros tantos banheiros que existem por aí. 
Mas o meu grande segredo vou contar aqui para vocês, em primeira mão, já que as únicas pessoas que conhecem essa história até hoje é minha tia Célia e minha prima Cacá. Como estou abrindo meu coração, preciso dizer que foi a pior situação que passei em toda essa minha vida de Drama Queen Xixizenta. 
A história começa no fim do feriado de carnaval. Estávamos na praia (Guarujá), minha tia Célia (A Motorista), eu (A Co-pilota) e minha prima Cacá (A Passageira). E não sei o motivo, mas minha tia decidiu que voltaríamos para casa (São Paulo) na terça-feira a noite, dia em que o MUNDO sobe a serra para trabalhar na quarta-feira de cinzas a tarde. Ou seja, cerveja! Estava um trânsito do caramba. 
Como sempre, horas antes de viajar eu paro de beber água (é sério!), e segundos antes de entrar no carro, vou ao banheiro para tentar adiar ao máximo a parada na estrada. 
Enfim, a viagem do Guarujá para São Paulo é uma viagem curta, se a estrada estivesse livre, tudo teria dado certo! Mas a estrada estava parada. Depois de umas duas horas praticamente sem andar, a vontade de ir ao banheiro veio com toda a força. Mais meia hora e os carros do nosso lado começaram a desligar o motor, não tinha saída. Estávamos no meio da serra, travadas, com carros do lado, não dava nem para ir para o acostamento e fazer no matinho. Mais meia hora e comecei a suar frio, não consegui nem ficar reta no banco. Aí eu já não estava mais olhando para o relógio, cada minuto parecia uma hora. A motorista e a passageira estavam preocupadas, não tinha o que fazer. Até que minha tia deu a ideia (Brilhante) “Será que não temos nenhum potinho tipo Tupperware*, você podia fazer dentro e tampar.” Mas não tínhamos nenhum potinho. Até que minha prima linda, achou o quê embaixo do banco?! Uma garrafinha de água vazia. E adivinha? Foi exatamente essa garrafinha que me salvou. 
Lógico que eu vou poupar você dos detalhes, mas vou dizer que foi praticamente um “vai ralando na boquinha da garrafa” sem a parte sensual!!
Sei que deu certo, a garrafinha encheu até a boca (510mL). 
E é esse tipo de coisa que eu passo, para depois ter que ouvir “Essa vontade é psicológica”, “Você não faz xixi antes de sair de casa?”, ou pior “De novo? Você acabou de ir ao banheiro!”. 
Por isso que hoje, me vendo dentro de um micro banheiro do metrô, agachada na pontinha do pé, com uma mão segurando a mochila cheia na parte da frente do corpo e a outra mão segurando apoiada na porta, que eu resolvi contar meu drama. 
Aí… Com toda a minha elegância, ajeito minha coroa e saio do cubículo tentando não tocar em nada, bem diva, batendo cabelo e totalmente aliviada. 
Juju Bittar. 
28 anos, casada, um pouco temperamental, determinada e louca pra sair escrevendo tudo que der na telha. 
;-) 
***
Juju, adoramos o seu relato. Volte sempre e continue divando e ajeitando a coroa, mesmo que seja no banheiro. ;-) 
E você, quer participar também do Projeto Drama Queen? Mande um e-mail com o seu relato para projetodramaqueen@gmail.com. Esses relatos de dramas da vida cotidiana são uma parceria dos blogs Casos, Acasos e Livros e do Pequena Jornalista. 
Beijos,
Carol e Teca. 

14
08.05.2015
* O drama da 3×4 monstrenga – Projeto Drama Queen #29 (Por Teca Machado)! ♥
Por Teca Machado
Todas as vezes que eu preciso tirar uma foto 3×4 minhas entranhas
reviram. Semana passada tirei uma e, argh, não ficou grandes coisas. Eu tenho
trauma dessas pequenas imagens que nos transformam em monstros tortos e vesgos.
Eu sei, são raríssimas no mundo as pessoas que conseguem sair bem nas ditas
cujas, mas eu tenho o talento de sair terrível. E isso não é um exagero de uma
Drama Queen, é a mais pura verdade. Tenho até uma história muito triste para
exemplificar essa informação.
Quando eu estava no auge dos meus 11 anos, toda serelepe, de aparelho
nos dentes, magrela, com os pés já tamanho 38 e me achando gatinha, precisei
tirar uma 3×4 para colocar na ficha do colégio no início do ano letivo. Ok,
tudo bem, vamos lá.
Primeiro foi a minha irmã. Linda, loira, sorridente, CLICK. Minha vez,
me ajeitei na cabine, sorri e CLICK, pronto. Como na época ainda não tinha
máquina digital, não dava para a gente ver como tinha ficado a foto e nem fazer
várias tentativas até uma que ficasse “menos pior”.
Quando voltamos para buscar, minha irmã pegou a 3×4 dela. Ficou ótima.
Na hora que eu peguei a minha a pergunta que me veio à mente foi “Caramba, será
que eu sou feia assim todos os dias?” e em seguida comecei a chorar. Chamar
aquela foto de feia é uma gentileza.
Eu fiquei torta. Até hoje não sei o que aconteceu naquela foto. A
minha esperança é que no momento que foram revelar tenha caído algum produto
químico que desfigurou a imagem. Eu consegui ficar com as narinas abertas, um
olho esbugalhado e o outro quase fechado, queixo protuberante, um meio sorriso
dos mais sinistros e orelha de abano, que eu não tenho!
Enquanto eu chorava inconsolavelmente, a minha irmã tinha uma crise de
riso gigante
e a minha mãe não sabia se ria também ou se me acudia. A foto
ficou tão feia, mas tão feia, que a funcionária da loja ficou com dó de mim e
ofereceu outra fotografia de graça. Não sei se fiquei ofendida ou aliviada.
Tirei outra 3×4, com cara de choro, óbvio, e quando a funcionária ia
jogar fora as minhas monstrengas, minha irmã pediu uma para guardar de
recordação. Rindo muito, a mulher entregou uma cópia para ela, mesmo que eu
tenha ficado indignada.
Minha irmã QUERIDA guardou a foto (Escondeu de mim, claro, senão eu
pegaria e tacaria fogo) e passou anos e anos mostrando para todos os meus
amigos que iam lá em casa, inclusive os meninos por quem eu estava
apaixonadinha. Até que um dia a tal da 3×4 do horror sumiu, desapareceu. Minha
irmã me acusa até hoje de ter pegado a foto, mas juro que não fui eu. Bom, não
vou reclamar, né?
Apesar da foto não existir mais, essa história ainda está bem
fresquinha na memória da minha irmã, que faz questão de contar para todas as
pessoas que eu conheço. Juro que não ligo, rio muito do caso hoje, mas o trauma
de tirar 3×4 perdurará para sempre.
Enquanto isso, minha sobrinha mais nova é a rainha das 3×4. Apresento
a vocês a melhor 3×4 da face da Terra:
Costumo dizer que a legenda da foto é 
“Soltei pum, fedeu, mas ninguém sabe que fui eu”.
;-)
***
Riu do meu drama? Esse texto faz parte do Projeto Drama Queen, uma
parceria entre os blogs Casos, Acasos e Livros e Pequena Jornalista. Toda
quinta-feira temos um texto novo sobre dramas da vida com muito exagero e bom
humor (Mas o de hoje não teve exagero, juro). Se você quiser contar a sua
história e fazer uma participação especial, mande um e-mail para a gente: projetodramaqueen@gmail.com.
Teca Machado. 
Autora do romance chick lit I Love New York, Teca Machado é uma devoradora de livros e filmes desde 1988 (Ok, mentira, desde 1994, quando aprendeu a ler). Alguém que compra livros pela capa, chora até com propaganda de margarina, é apaixonada por trailers, tem gostos mais adolescentes do que meninas de 14 anos, sonha com dinossauros e com o Bon Jovi, dá risada de si mesma, canta alto e dança no carro e pretende ser autora de Best Sellers. ;-)  * Dona do Blog Casos Acasos & Livros

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