26.03.2015
* O drama de ser dramático – Projeto Drama Queen #23 (Por Teca Machado)! ♥
O drama de ser dramático
Por Teca Machado

Vivemos falando aqui na coluna Projeto Drama Queen sobre o drama de
ser isso, o drama de ser aquilo, mas nunca falamos sobre o drama de ser
dramático! É, minha gente, não é fácil ter que *ajeitar a coroa* o tempo todo,
se melindrar com os pequenos aspectos da vida e ainda ouvir as pessoas
reclamando que você faz tempestade num copo d’água.
Me desculpa, sou assim, o meu coração é sensível e sempre será. Quase
canto a música de Gabriela toda vez que alguém me manda engolir o choro ou
parar de fazer drama. “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou
ser sempre assim…” Deal with that, my friend! Desses olhinhos sempre cairão
lágrimas por qualquer motivo aparentemente besta. Costumo dizer que não tenho
culpa de fazer drama, meus canais lacrimais vieram com defeito. Eles só
respondem a si mesmos, não a mim.
Um ponto muito importante de ser dramático é que qualquer coisinha que
sai fora do roteiro nos descabela. Se você assiste Friends, vai entender quando
eu disser que nesse ponto me identifico com a Monica (Courtney Cox). Se acho
que a pessoa está chateada comigo, mesmo por algo bobo, fico sem paz, quero
fazer de tudo para que ela me ame loucamente de novo. E sei que a Carol Daixum
me entende, já que ela é igualzinha e nossos papos sempre tem um “Você está
chateada comigo? Desculpa”. Bom que as duas loucas se completam.
Claro que eu preferia não me deixar ser atingida por quase tudo nesse
mundo, mas o que posso fazer? Sou basicamente feita de manteiga, derreto fácil
fácinho. Então o que me resta é abraçar esse meu lado dramático e ser feliz
assim. Lady Gaga já dizia em Born This Way, “just love yourself and you’re set”
(Apenas ame você mesmo e você está pronto). Estou me amando, estou me amando!
Ser dramático não é uma escolha. Você é. A drama queen pode até tentar
mudar isso, mas é basicamente impossível. Traços de personalidades não são
mutáveis, atitudes sim. Então você pode até ter aprendido a segurar o choro,
não reclamar em voz alta ou dar chilique. Por fora pode até ser uma pessoa
ponderada, mas com certeza por dentro você estará se remoendo. Eu sei do que
estou falando, já tentei.
***
Lembrando que o Projeto Drama Queen é uma parceria entre o blog Pequena
Jornalista e o Casos Acasos e Livros. Achou que nós somos exageradas demais?
Relaxa, é de propósito, aí que está a graça! Quem quiser ler os textos
anteriores, é só procurar na caixa de busca ao lado. Quer participar dessa
coluna? Mande um e-mail para pequena.jornalista@gmail.com.
Quer ver um tema que te faz ter dramas? Dê sugestões.
Em breve teremos novidades, fique de olho!
Beijos,

Teca Machado. 
Autora do romance chick lit I Love New York, Teca Machado é uma devoradora de livros e filmes desde 1988 (Ok, mentira, desde 1994, quando aprendeu a ler). Alguém que compra livros pela capa, chora até com propaganda de margarina, é apaixonada por trailers, tem gostos mais adolescentes do que meninas de 14 anos, sonha com dinossauros e com o Bon Jovi, dá risada de si mesma, canta alto e dança no carro e pretende ser autora de Best Sellers. ;-)  * Dona do Blog Casos Acasos & Livros

23
13.02.2015
* Os dramas de uma vida mais fitness e saudável – Projeto Drama Queen (Por Teca Machado) #17! ♥
Here comes the dramaaaaa!
O drama desse post é um muito atual nessa minha vida de noiva: Projeto
Casamento Sarada e Gostosa. Sim, queridos leitores dramáticos, eu estou
tentando mudar de vida e estou sofrendo amargamente com isso. É legal. Mas dói.
Mas é legal. Mas dói.
1º drama: Cortei refrigerante desde o dia 1º de janeiro. Não sou uma
louca viciada por Coca-Cola, mas gosto de tomar final de semana, quando saio
para restaurantes ou festas. Hoje, 40 dias depois, estou até acostumando, mas
os primeiros 20 dias foram cruéis.
Até sonhava com uma Coca geladinha delícia descendo pela minha
garganta no calor. Pior era o noivo tomando refrigerante NA MINHA CARA. Confesso
que eu quis enfiar a garrafa de plástico goela abaixo dele (Desculpa, amor, te
amo). A fase 1 da abstinência de qualquer coisa é complicada, deixa qualquer
Drama Queen não ajeitando a coroa, mas jogando ela do outro lado do quarto.
2º drama: Transformei o chocolate em chocolatinho, o doce em docinho.
Diferente da Coca-Cola que eu não sou verdadeiramente viciada, açúcar é o
combustível da minha felicidade suprema. Esse eu não posso cortar de jeito
nenhum. Se me perguntassem se eu preferia viver sem chocolate ou sem cabelo,
acho que ia comprar uma peruca na mesma hora.
Vi no Bem Estar (Porque trabalho de casa e assisto Ana Maria Braga,
Bem Estar e Encontro, haha) que se você é como eu maníaco por doce, mas quer
melhorar seus hábitos alimentares sem tirar da sua dieta essa delícia do
paraíso, tem que cortar pela metade a quantidade. Até o momento eu não matei
ninguém, então acho que estou sendo bem sucedida.
3º drama: CrossFit. É, gente, coloquei o CrossFit na minha vida e
agora não sei o que é viver sem dor. Cada aula é uma surpresa. Será que hoje vai
doer no abdômen, no bumbum, na panturrilha, no ombro, no pé, no bíceps ou no
fio de cabelo? Ou será que vai ser uma mistura de várias partes do corpo
doloridas? E o pior é que o professor fica gritando “Vocês são mulheres de aço
ou flores do campo?”. Querido, eu definitivamente sou uma flor do campo.
Fico suja, dolorida, cheia de roxos e estropiada, tem vez que eu não
consigo respirar fundo porque o abdômen está dolorido. Juro que tem dias que eu
acho que vou morrer de tanto esforço. No final das aulas e nos dias seguintes
pareço uma velhinha andando e gemendo. Mas no final das contas a sensação é
boa. Tudo bem que no momento da aula eu me pergunto o tempo todo “Por que eu
estou fazendo isso comigo mesma? Por queeeeeeee?”, mas enfim.
Aí enquanto eu sofro e penso em fazer uma desistência dramática no
melhor estilo jogando papel para cima e cantando “I really don’t care”, abro o
meu álbum de fotos do celular e vejo uma imagem da Miss Universo desse ano.
Olho para o corpo dela e falo para mim mesma: “Engole o drama pelo menos uma
vez na vida para tentar ficar remotamente parecida com isso”.
Então, leitores queridões, é muito drama tentando não virar drama no
Projeto Casamento Sarada e Gostosa. Mas estou resistindo e focada. Até o
momento não tive nenhum deslize.
Faltam só 156 dias de tortura, mas quem está contando?
Ajeita a coroa *.*
Teca Machado. 
Autora do romance chick lit I Love New York, Teca Machado é uma devoradora de livros e filmes desde 1988 (Ok, mentira, desde 1994, quando aprendeu a ler). Alguém que compra livros pela capa, chora até com propaganda de margarina, é apaixonada por trailers, tem gostos mais adolescentes do que meninas de 14 anos, sonha com dinossauros e com o Bon Jovi, dá risada de si mesma, canta alto e dança no carro e pretende ser autora de Best Sellers. ;-)  * Dona do Blog Casos Acasos & Livros
*** 
Oi, Meninas! Invadindo o post da Teca (Falando nisso, ela está fazendo niver hoje! Parabéns, friend! Muitos dramas engraçados para você!! ^^) para dar um recadinho: voltei de viagem e agora o blog volta ao normal. Inclusive, semana que vem volto a postar os textos do Projeto Drama Queen todas as quintas, ok?Ah! Para quem não sabe, o Projeto Drama Queen é uma parceria entre o Pequena Jornalista e o blog Casos Acasos e Livros, no qual falamos sobre os dramas da vida com muito
bom humor e exagero. Você pode procurar os outros textos na caixa de busca ao
lado. Quer fazer uma participação especial? Escreva-nos: pequena.jornalista@gmail.com. ;-) 
Beijocas, 
Carol. 

2
20.01.2015
* Hipocondríaca, eu? – Projeto Drama Queen #13 (Por Teca Machado)! ♥
Oi, Gente! 
Queria pedir desculpas mais uma vez pela falta de posts aqui no PJ. Fico bem triste quando isso acontece. Dessa vez, o motivo não é siso (e nem a dor no pescoço). Já estou 100%. Mas agora, estou aproveitando as últimas semanas da viagem. Os posts vão diminuir um pouco, mas vou passar por aqui pelo menos umas duas vezes por semana, ok? E quando eu chegar no meu lar doce lar, o blog volta ao normal, prometo. 
Na quinta, eu não consegui postar o texto que a Teca fez para o Projeto Drama Queen. Mas quem ainda não leu no blog dela, pode conferir hoje. E quem já leu, lê de novo, que está bem divertido! Tema da vez? Drama Queen hipocondríaca! Bom post!  ;-)
***
Eu que já sou um tanto dramática, quando se trata de doença entro no
nível ultra hard. Não sou só drama queen, sou também hipocondríaca. E muito!
Sempre acho que estou com alguma doença mortal, de preferência incurável.
Dei um espirro? H1N1.
Tossi? Tuberculose.
Mancha de sol na pele? Câncer.
Filmes sobre vírus que se espalham pelo mundo me deixam três dias sem
dormir.
É, sou meio louca.
Meus pobres amigos formados em medicina sofrem comigo. Quando faço
algum exame, antes de conseguir retorno no médico, fico impaciente e abro os
envelopes para ver se está tudo bem, porque, né, é só ler que eu descubro (E é
nesse momento que os médicos de plantão me xingam muito). Mas se uma coisinha
parece errada, procuro no Google o que significa, já descubro se tem tratamento
e só depois ligo em pânico para meus amigos dizendo que vi os resultados por
mim mesma e agora acho que estou morrendo. Um deles certa vez até brincou
comigo dizendo que eu realmente estava doente. Ele se arrependeu de ter feito
isso depois que eu comecei a chorar de soluçar.
E o pior de tudo é que eu sofro sozinha. Fico aqui jururu achando que
estou mal e não me abro para ninguém. Pensei que só eu era assim na minha
família, até que descobri que não só a minha irmã, como também a minha mãe são
tão exageradas quanto eu. Ufa, não estou sozinha na minha loucura e drama sem
motivo.
Confesso que além de ter medo de fazer exames e descobrir que tem algo
MUITO errado comigo, tenho horror, pavor e pânico de agulhas. Não por causa de
doença, nesse caso é que pensar em alguém me furando me deixa em crise. Passo
vergonha toda vez que preciso tomar vacina ou tirar sangue. Faço escândalo
mesmo, é mais forte do que eu. Sempre que a enfermeira chega perto, começo a
afastar, a gritar, a pedir para me dar um tempo, travo os músculos do braço e
choro compulsivamente. Eu sei que quando mais nervosa eu ficar, mais a minha
veia vai sumir, só que é involuntário. Geralmente é só lá pela 5ª tentativa que
a enfermeira consegue. Nesse ponto ou ela está rindo horrores de mim ou com
ódio profundo.
Acho que é na hiponcondríacisse (Sim, eu inventei essa palavra) que
tenho os meus momentos mais drama queens e exagerados. Mas é engraçado que
quando estou realmente doente não faço muito escândalo. Não fico “ai, de mim,
socorro” ou tusso só quando alguém passa perto. Até fico contida. O problema é
a ansiedade, a espera, a dúvida de saber se estou morrendo mesmo ou não.
Por incrível que pareça, nesse momento não acho que eu tenha nada
mortal, então estou rindo de tudo o que escrevi.
E você, também tem um lado hipocondríaco beirando a loucura?
Levando os dramas da vida com muito bom humor e bastante exagero, o
Projeto Drama Queen é uma parceria entre o Casos Acasos e Livros e o Pequena
Jornalista.
Teca Machado. 
Autora do romance chick lit I Love New York, Teca Machado é uma devoradora de livros e filmes desde 1988 (Ok, mentira, desde 1994, quando aprendeu a ler). Alguém que compra livros pela capa, chora até com propaganda de margarina, é apaixonada por trailers, tem gostos mais adolescentes do que meninas de 14 anos, sonha com dinossauros e com o Bon Jovi, dá risada de si mesma, canta alto e dança no carro e pretende ser autora de Best Sellers. ;-)  * Dona do Blog Casos Acasos & Livros

31
11.12.2014
* Projeto Drama Queen: Um drama chamado “vida amorosa”! #9 ♥

Um Drama Chamado: Vida Amorosa! 
(Por Carol Daixum)

– Nada dele, mãe! Nadinha. O que eu tenho de errado, hein? 
– Filha, você não tem nada de errado. Daqui a pouco ele aparece, viu? 
– Duvido, mãe. Ele estava todo estranho. Me deixou em casa e falou “se cuida”. Qualquer um sabe o que significa isso!
– Iiiiiii, já era filha. Código deles de “se cuida meu amor, porque só assim para alguém  querer você”. 
– Oiiii??? Obrigada pelo apoio moral!! – pego o lencinho de papel e começo a chorar desesperada com a resposta da minha mãe. Será que ela está brincando? Não, ela não ia brincar com uma coisa tão séria. 
– Ei, filha louca! Estou brincando! Óbvio que ele vai ligar, viu? E se ele não ligar, outro melhor vai aparecer. 
– Blá-blá-blá! Mãe, eu acho que alguém jogou uma maldição para eu não encontrar o amor da minha vida. Será que foi aquele menino do Jardim de Infância que gostava de mim e eu taquei um tijolo na cabeça dele? Ele implicava comigo todo santo dia e eu segui o conselho do meu pai, poxa (meu pai aconselhou brincando, mas eu levei a sério). E passou de raspão. Garoto dramático e louco de implicar com a menina que ele gosta! Desde então, a minha vida amorosa é um fracasso, né? 
– Claro que não sua louquinha! O menino já te perdoou há séculos, encontrei a mãe dele na academia, lembra? Ela ri dessa história, todo mundo ri, filha tijolinho. E você já namorou o Pedro, o Lipe. E quem sabe com o Guto, hein? 
– Ele falou “se cuida”, mãe! Era a minha única chance de ser feliz, sabia? Agora, já era! Onde eu errei, hein? Eu só taquei um tijolo (e passou de raspão)!! – grito chorando e pego outro lencinho. 
– Tá bom, filha dramática! Olha, eu tenho que trabalhar. Qualquer coisa, me liga, viu? – ela me dá um beijo, vai no quarto dela e volta com um chocolate e uma figurinha do filme “A Bela e a Fera” com um bilhetinho: um dia vai dar certo! ♥
Uma semana depois e nada do Guto. Sei que parece drama queen, mas poxa, dói sabe? Mandei uma carinha sorridente com um “bom dia” no dia seguinte que a gente saiu e nada, nadinha. Tudo bem, era só o terceiro encontro. Mas poxa! Não aguento mais não ter o quarto encontro. Que droga! Talvez seja cedo para achar que ele vai cair fora, mas por mais que eu seja uma dramática de primeira, as minhas pulguinhas atrás da orelha nunca me enganaram. Mas tudo bem, vou respirar fundo, vou comprar meu kit fossa, chorar, comer, engordar mil quilos e vida que segue. Ah! Também vou procurar pelo menino no Facebook, aquele que eu taquei o tijolo. Será que ele aceita tirar a maldição?
P.S: 
– Toda drama queen tem que ter esse kit fossa. Papel e caneta na mão! ;-)

Ingredientes:
– filme de comédia romântica ou drama. 
– pipoca e refri.
– brigadeiro de panela + chocolate (quanto mais doce nessa hora, melhor)
– lencinho de papel (sugiro uns quatro pacotinhos)

Modo de Preparo: 
Levar tudo para o seu  quarto, fechar a porta, desligar o celular, avisar a família e aproveite o filme que a sessão fossa vai começar. 

Fundamental: 
É indicado curtir a fossa no máximo dois dias. Tudo bem: três ou quatro. Ok, você venceu: cinco e não se fala mais nisso. Privilégios de uma Drama Queen, hein? ;p

P.S (2): 
O menino tijolo me aceitou. Conversamos durante algumas semanas, ele me perdoou mesmo, mas mesmo assim insisti para ele tirar a maldição. Por via das dúvidas, né? Ah! E novidade: vamos ter o nosso quarto encontro hoje. ♥ É, drama queen que é drama queen chora muitooo quando uma história de amor acaba (mesmo aquela que dura três encontros). Mas sempre está disposta a tentar de novo. Uma hora vai. Ah, vai! ;-)

** 
O post de hoje tem um pouquinho da vida real e uma misturinha da imaginação da blogueira. ;-)
Projeto Drama Queen: lembrando que esse é um projeto do Pequena Jornalista e do blog Casos Acasos e Livros. As blogueiras são muito dramáticas sim, mas sempre colocam uma dose extra de exagero e humor. Para ler os outros textos, clique nos links.
Um beijo, 
Carol. 

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