17.05.2018
* Livros sobre cachorros! ♥

Quem me conhece um pouquinho, sabe do meu amor pelos cachorros. Principalmente, pelo meu eterno Johnninho e pela minha sapeca Jeanninha!  Então, porque não preparar um post com livros que falam sobre esses bichinhos tão lindos por dentro e por fora? Muitas dessas histórias, deixam a gente bem triste. Confesso, que evito, porque já basta a realidade e ter de lidar com morte desses seres em livros é muito para mim. Porém, todos trazem uma linda lição e que vale ser lida e absorvida. Então, vai ter post sim. E chega de papo. Vamos lá? Um livro eu já li e os outros dois, estão na listinha de espera! ;-)

PJ Livros - Top caninoCrédito da imagem: Pequena Jornalista

1. Se meu cachorro falasse (Cynthia L. Copeland – Editora Sextante) 
Sinopse: A autora desse livro uniu lindas fotos com ótimas lições que os cachorros nos ensinam. Ou seja, uma forma fofa de mostrar o que realmente importante na vida e, disso, esses anjinhos de quatro patas entendem!
Observação da Pequena: Mamy que me deu de presente, mas ainda não parei para ler todas as mensagens! Porém, acho que é o tipo de livro que merece ser aberto todos os dias para inspirar a gente! Quando eu terminar todas as mensagens, conto para vocês! ;-)

2. Marley & Eu (John Grogan – Editora Harpercollins)
Sinopse: John e Jenny casaram e resolveram testar o talento materno e paterno, antes de ela engravidar. Então, decidiram pegar um mascote canino: Marley! Ele por sua vez, puxou seu pai, bagunceiro como ninguém. Ou seja? A vida dos dois jamais seria a mesma! Marley cresceu rapidamente e se tornou um gigantesco e atrapalhado labrador de 44 kg, um cão como nenhum outro. Ele arrebentava portas por medo de trovões, rompia paredes de compensado, babava nas visitas, apanhava roupas de varais vizinhos e comia praticamente tudo que via pela frente, incluindo tecidos de sofás e jóias. As escolas de adestramento não funcionaram e ele acabou sendo expulso de uma! Mas, acima de tudo, o coração de Marley era puro. Ele repartia o contentamento do casal em sua primeira gravidez e sua decepção quando sobreveio o aborto. Também estava lá quando os bebês finalmente chegaram e quando os gritos de uma adolescente de dezessete anos cortaram a noite ao ser esfaqueada. Tudo bem que fechou uma praia pública, mas ensinou o verdadeiro amor incondicional e o real sentido da palavra fidelidade.
Observação da Pequena: Tem o filme, mas o livro é mil vezes melhor. Faz a gente chorar litros e é essa história que me deixou com trauma de livros sobre cachorros. Mas recomendo e MUITO! Eu li há séculos, então, não sei se ainda está disponível nas livrarias. E a edição que eu tenho aqui não é da Harpercollins, mas no site da Saraiva está dando esse crédito. De qualquer forma, tentem embarcar nessa leitura, seja física ou online. Porque você chora, mas aprende tanto, que vale.  ;-)

2. Procurando Gobi (Dion Leonard – Editora Harpercollins) 
Sinopse: O ultramaratonista, Dion Leonard, que atravessa longos percursos com um cachorrinho vira-lata, conta o relato milagroso desse bichinho, que o acompanhou por 77 milhas. No final, seu objetivo nem era mais ganhar a corrida e, sim, garantir que sua amizade com Gobi continuasse forte bem após a linha de chegada. Embora não tivesse cruzado a linha de chegada em primeiro, Dion sentiu que ganhara algo ainda maior: uma nova visão da vida e um novo amigo que ele planejava trazer para casa assim que possível. No entanto, antes que isso pudesse acontecer, Gobi desapareceu na grande cidade chinesa. Dion, com a ajuda de estranhos e da internet, começou a rastreá-la e se reuniu para sempre com o incrível animal que mudou sua vida e provou a ele (e ao mundo) que os milagres são possíveis.
Observação da Pequena: É a minha próxima leitura em parceria com a Harpercollins! E, por incrível que pareça, acho que o final é mais do que feliz. De qualquer forma, conto para vocês depois, ok? 

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Já leu algum desses livros? Conta o que achou, mas sem spoiler hahaha. E se tiver outro para indicar e que não seja muito triste, fique à vontade para compartilhar o nome. No mais, pode opinar à vontade! =)

Beijos, Carol.

Para ler: PJ Entrevista – Henrique Perdigão

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09.04.2018
* {Beda 9} – Top 5: lançamentos Sextante & Arqueiro – 1º semestre 2018! ♥

Ei, Gente! :) Na última 5ª feira, a editora Arqueiro (e Sextante também) fez o clássico encontro com livreiros e blogueiros, no Rio de Janeiro. Para quem não sabe, esse evento tem por objetivo mostrar os lançamentos do primeiro semestre do ano e, no final, sempre levam algum autor para conversar com a gente. Então, para o post do dia, trouxe alguns dos lançamentos que mais estou animada. Vamos lá?

Lançamentos Arqueiro e SextanteCrédito das imagens: Arqueiro & Sextante
Crédito da montagem: Pequena Jornalista 

1. A luz que perdemos (Jill Santapolo – Arqueiro)
Sinopse: Lucy e Gabe se conhecem na faculdade na manhã de 11 de setembro de 2001. No mesmo instante, dois aviões colidem com as Torres Gêmeas. Ao ver as chamas arderem em Nova York, eles decidem que querem fazer algo importante com suas vidas, algo que promova uma diferença no mundo. Quando se veem de novo, um ano depois, parece um encontro predestinado. Só que Gabe é enviado ao Oriente Médio como fotojornalista e Lucy decide investir em sua carreira em Nova York. Nos treze anos que se seguem, o caminho dos dois se cruza e se afasta muitas vezes, numa odisseia de sonhos, desejo, ciúme, traição e, acima de tudo, amor. Lucy começa um relacionamento com o lindo e confiável Darren, enquanto Gabe viaja o mundo. Mesmo separados pela distância, eles jamais deixam o coração um do outro. Ao longo dessa jornada emocional, Lucy começa a se fazer perguntas fundamentais sobre destino e livre-arbítrio: será que foi o destino que os uniu? E, agora, é por escolha própria que eles estão separados?
Observação da Pequena: Foi o meu pedido de abril e estou ansiosa para ler. E lá no encontro, a equipe contou que esse livro foi indicado pela atriz Reese Witherspoon, no seu clube do livro. Além disso, contaram que uma produtora comprou os direitos para levar a história para as telonas!

2. Direto de Washington (Washington Olivetto – Sextante)
Sinopse: Washington Olivetto é um dos maiores publicitários brasileiros, criador de algumas das mais marcantes, emocionantes e divertidas campanhas da propaganda nacional. Neste livro ele conta algumas histórias que ajudam a compreender como o grande publicitário criou o seu melhor personagem: ele próprio.
Observação da Pequena: Nesses eventos da Arqueiro/Sextante, eles sempre levam um autor para conversar com a gente. E, dessa vez, foi o Washington Olivetto! Foi um bate-papo bem descontraído e divertido. Ganhamos o livro dele no final do encontro e quando eu ler, conto para vocês. Quem tiver curiosidade, fica a dica! ;-)

3. O Segredo de Helena (Lucinda Riley – Arqueiro)
Sinopse: Helena nunca esqueceu o verão que passou na mágica Pandora, a casa de seu padrinho no Chipre, onde, cercada por oliveiras e pelo verde-esmeralda do Mediterrâneo, ela se apaixonou pela primeira vez, aos 15 anos. Mais de duas décadas depois, tendo herdado a antiga propriedade, ela retorna ao lugar para mais um verão, dessa vez em companhia do marido e dos filhos. No entanto, Helena sabe que voltar àquele lugar pode trazer à tona segredos que ela preferia esconder. Um desses segredos envolve Alex, seu filho mais velho, fruto de uma relação anterior a seu casamento. Com uma inteligência acima da média, ele vive a difícil transição para a vida adulta e está determinado a descobrir a identidade de seu verdadeiro pai. Enquanto o verão avança e pessoas do passado de Helena reaparecem, Pandora parece pronta a revelar os mistérios que ocultou por tantos anos e que, uma vez descobertos, farão com que a vida de Helena, e de sua família, nunca mais seja a mesma.
Observação da Pequena: Se cuida Manoel Carlos, Lucinda também tem a sua Helena hahaha. Brincadeiras à parte, ansiosa para embarcar nessa história recém-lançada pela Arqueiro.

4. 50 coisas sobre minha mãe (Sextante)
Sinopse: Este livro reúne 50 frases que vão ajudar você a recordar e registrar todos os detalhes que tornam sua mãe única e especial – os talentos e as peculiaridades que ela possui, as melhores lembranças que vocês compartilharam, o aprendizado que ela lhe transmitiu ao longo da vida, entre muitas outras coisas.
Observação da Pequena: Um livro que o filho escreve para mãe, literalmente. Então, aqui está um spoiler de um dos presentes para a minha no seu dia!

5. Nada escapa a Lady Whistledown (Julia Quinn – Arqueiro)
Sinopse: Nesse livro, a cronista eternizada por Julia Quinn continua a revelar os acontecimentos mais apimentados da temporada londrina. Suas colunas são o fio condutor das quatro histórias que formam mais esta coletânea. Afinal, há tanto a ser dito sobre o baile oferecido por lady Trowbridge, em, que esta autora não teria como contar tudo em só uma coluna. Assim como o primeiro, “Lady Wishtledown contra-ataca”, três autoras, além da Julia Quinn, participam escrevendo essa história.
Observação da Pequena: Dica para quem ama a Julia Quinn, esse livro foi lançado hoje! ;-)

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Além desses lançamentos, durante esse ano também vamos ter outros! Por exemplo: uma nova história do Nicholas Sparks (editora Arqueiro), que eles já adiantaram que vai ser outubro. Em maio, vai ter pela Sextante, o livro “Me Poupe“, da youtuber Nathalia Arcuri, que fala sobre finanças com uma linguagem mais fácil.  Vamos ter Frederico Elboni, entre outros! Ah! Esse ano, a editora Sextante completa 20 anos e para comemorar, eles vão relançar livros com capas novas. Enfim, ao longo dos meses, conto mais para vocês, ok? 

Evento Livreiros e Blogueiros - Sextante e Arqueiro - PKUm pouquinho do evento: lançamentos, selfie com o fofo do Fernando, do Marketing e 20 anos da Sextante!
:)

É isso. Para variar, amei o evento e adorei encontrar a equipe, amigas blogueiras e os mimos (ganhamos a “Mulher na Janela”, uma bolsa desse livro e o do publicitário Washington) e a cartinha da Dona Regina, mães dos irmãos que comandam o grupo Sextante. Só fiquei triste, que por conta do trânsito e de alguns compromissos para depois, não consegui tirar a clássica foto na cabine de fotos divertidas. Mas fica para o próximo encontro.

Agora me contem: qual é o lançamentos que vocês precisam ler para ontem? 

Beijos, Carol.

Para ler: Encontro de Livreiros e Blogueiros – 2017

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02.04.2018
* {Beda 2} – PJ Leu: Um dia ainda vamos rir de tudo isso! ♥

Ei, Gente! :) E a primeira dica literária da semana é: Um dia ainda vamos rir de tudo isso, da autora Ruth Manus. O livro, publicado pela Editora Sextante (parceira do blog), é repleto de crônicas divertidas, leves e cheia de lições. Vamos lá? Boa resenha para vocês! 

PJ Leu - Um dia ainda vamos rir de tudo issoLivro: Um dia ainda vamos rir de tudo isso | Editora: Sextante | Autora: Ruth Manus
Crédito da Imagem: Pequena Jornalista
Nota: cinco livros! 

Sinopse: Um dia ainda vamos rir de tudo isso é uma coletânea de crônicas escritas pela advogada e professora de Direito do Trabalho e Direito Internacional: Ruth Manus. Textos que já foram publicados no blog do Estadão, em sua coluna no Estado de S. Paulo e no jornal Observador, de Lisboa. E alguns são inéditos! Fala de tudo um pouco, desde assuntos banais, temas sobre machismo, padrões estéticos, família, Portugal, amor, amizade e muito mais. Textos que nos dão a certeza de que sim: um dia ainda vamos rir de tudo isso e levar aprendizados para a vida toda!

Minha opinião: Não conhecia a Ruth antes de saber do lançamento do livro. E meu Deus: por quê? Os textos envolvem e nos fazem pensar muito. Desde os assuntos mais banais, até os mais sérios, como machismo e outras situações tão fortes que passamos em pleno século XXI. Alguns a gente tem um carinho especial, como a crônica que ela fala da sua enteada Francisca e seu lado madrasta, que de “má” não tem nada. Outros, a gente lê e olha por um outro ponto de vista, até então, não visto. Como cortar relações por questões políticas! Aliás, aprendi tanto com esse livro, que vou mostrar dez lições que tirei com ele:

1. Ver simplicidade em um simples picolé de uva;
2. Os trinta e poucos anos não são o fim da vida; 
3.  Sucesso e realização pessoal são duas coisas distintas;
4. Luto? Só se for na sua forma verbal;  
5. Zona de conforto: de segura, não tem nada;
6. Machismo reprende tanto mulheres quanto homens;
7. Puxar o autoclismo é dar descarga em português, de Portugal;
8. Aliás, preciso colocar Portugal no meu próximo roteiro europeu;
9. Ajudar com o imposto de renda pode significar um “eu te amo”;
10. Dormir junto: a pior e melhor coisa que já inventaram. 

Fora isso, amei como ela nominou os capítulos com nomes de obras de autores famosos, como Gabriel García Márquez, Clarice Lispector, entre outros. Bem criativa a ideia! Também adorei a sua escrita e como ela prende. Até mesmo nos textos que não nos identificamos muito! É um livro para ser devorado em poucos dias, mas também para ser guardado sempre na estante de histórias que podemos reler uma, duas ou mais vezes. A única coisa que não entendi muito bem foi o nome do livro e a capa. Talvez eu tenha perdido alguma coisa nas entrelinhas ou um trecho de alguma crônica. Eu, até acho, que se a gente refletir bem tem a ver esse nome sim. Mas eu queria uma explicação mais na cara, sabem? Mas se alguém entendeu melhor, expliquem, por favor! Enfim… Espero que tenha uma continuação! Parabéns, Ruth. E obrigada por ter me ensinado tanto em 200 e poucas páginas. Que venham muito mais! 

Já leu? Conta o que achou. Ainda não? Recomendo!

Beijos, Carol.

Para ler: Fazendo as pazes com o corpo

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07.12.2017
* PJ Entrevista: Daiana Garbin! ♥

Ei, Gente! :) A entrevista de hoje é com uma pessoa mega querida e verdadeira: Daiana Garbin, autora do livro “Fazendo as pazes com o corpo“, publicado pela Editora Sextante (parceira do blog). Se na leitura, dei de cara com uma história sincera e que mostra que há um caminho bem melhor do que essa briga pelo corpo perfeito e imagem impecável, nesse bate-papo não foi diferente. Ela também me apresentou uma palavra, que já conhecia, mas que teve um plus a mais: autocompaixão. Enfim, vamos lá? Bom post, pessoal. 

Fazendoaspazescomocorpo_CapaWEBPJ Entrevista: Daiana Garbin! :) 

1. Tem alguma curiosidade em relação ao livro? Se sim, conta para a gente?  
R: Tenho sim. Eu terminei de escrever a primeira versão do livro em dezembro de 2016, mas ainda não tinha a questão da autocompaixão. Depois que entreguei o manuscrito em janeiro, comecei a fazer um curso de “Mindfulness Self-Compassion”, onde descobri a autocompaixão na minha vida. E isso mudou o meu jeito de encarar as coisas completamente! Então, depois desse aprendizado, eu reescrevi várias partes do livro e escrevi todas as páginas que falo sobre. Sem ela, a gente não consegue fazer as mudanças necessárias na nossa vida para diminuir o sofrimento emocional. Não só em relação à alimentação e ao corpo! Temos alguns sofrimentos emocionais, que nem sempre sabemos como lidar e que aprisionam e fazem com que haja resistência de entender esse sentimento e acolhê-lo. A gente tem vergonha de pedir ajudar, de se mostrar vulnerável. Então, ter aprendido sobre esse tema e ter lido vários livros, mudou o meu jeito de gravar os meus vídeos e o jeito que fiz “Fazendo as pazes com o corpo”. Fez diferença na minha vida e acredito que possa fazer diferença na vida do leitor. Conseguir colocar autocompaixão na nossa vida, seja por meio de meditações ou de pensamentos, tem o poder de mudá-la.

2. Para quem quiser ler mais sobre o tema e outros relacionados, quais livros você indicaria? 
R: Todos os livros da Brené Brown, como “A Coragem de ser imperfeito” e “Mais forte do que nunca”. Também gosto muito da Amy Cuddy, que escreveu o “Poder da Presença”, um livro transformador, e um  do Thupten Jinpa: “Um coração sem medo”, que fala sobre compaixão e autocompaixão. Além desses, gosto de outros em inglês: “Self-Compassion”, da Kristin Neff, e “The Mindful Path to Self-Compassion”, do Christopher Germer. Aliás, esse último estou terminando de ler. Não leio rápido, porque gosto de reler, riscar, copiar frases e colar no meu espelho. Livro é como uma terapia para mim!

3. Qual dica você daria para quem leu o livro e acha que algum amigo ou parente pode estar passando por isso? Como ele pode pode ajudar?
R: Acho que precisa conversar com carinho, respeito e, claro, compaixão. Se você pensa que alguma pessoa da sua família está passando por isso, eu acho interessante começar a conversa, falando do sofrimento de outra pessoa. De repente, usa o meu canal, a minha história e fala “Olha, você conhece essa moça? Ela teve isso, você já viu as coisas que ela fala?”. Também pode dar de presente o livro, aliás, não precisa ser exatamente o meu, viu? Pode ser um sobre autocompaixão que citei ou não. Livros conseguem mudar a vida ou pelo menos dar um start na mudança. Presentear alguém com um obra, que tenha uma mensagem bonita, é um ótimo jeito de ajudar!

PJ Entrevista - Daiana GarbinCrédito das Imagens: Sextante. 

5. Por fim, o que de mais valioso você leva desse aprendizado (por mais que seja diário) e deseja passar para os seus leitores?
R: Aprendi que a gente só consegue fazer as modificações que são necessárias na nossa vida, por meio do carinho, do respeito, da paciência e do amor. Não é com ódio, com raiva e com rejeição ao nosso corpo e à comida, que a gente vai conseguir mudar o sofrimento. Seja relacionado ao transtorno alimentar ou outra questão, como a obesidade. Se a gente continuar tratando esses problemas como frescura, algo fácil de resolver, como se fosse “só seguir a dieta”, as pessoas vão continuar sofrendo. Então, tem algum hábito que traz sensações ruins? Acolha e cuide com carinho e paciência. Raiva, rejeição e ódio só vão gerar mais raiva, rejeição e ódio em relação ao nosso corpo. Aliás, temos de parar de tratá-lo como nosso inimigo e a mesma coisa serve para a comida. :)

***

Tem como não amar esse entrevista?  Muito obrigada, Daiana! Amei cada coisinha que você falou. Continue com esse trabalho e passando tanta mensagem bacana e que realmente ajuda os outros, que passam ou não por algum tipo de transtorno alimentar. Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a história da nossa entrevistada, vale clicar aqui e aqui. E tem resenha do livro dela aqui no PJ. No mais, podem opinar à vontade! ;-)

Beijos, Carol.

Para ler: Fazendo as pazes com o corpo

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22.11.2017
* PJ Leu: Fazendo as pazes com o corpo! ♥

Ei, Gente! :) E a dica literária do dia é Fazendo as pazes com o corpo, da Daiana Garbin. O livro, publicado pela editora Sextante (parceira do blog), conta a jornada da autora para vencer a relação doentia com a comida e a obsessão pela forma perfeita. Desde já, recomendo a leitura para todos, independente se você tem algum tipo de transtorno alimentar ou não. Enfim, vamos lá? Boa resenha! 

PJ Leu - Fazendo as pazes com o corpoLivro: Fazendo as pazes com o corpo | Editora: Sextante | Autora: Daiana Garbin

Sinopse: Daiana Garbin passou 22 anos odiando o próprio corpo. Sentia-se eternamente inadequada, deseja ser reta, seca. Só pele e osso. Tinha vergonha de si mesma e de seu descontrole diante da comida. Encarou dietas hiper-restritivas, passou por três cirurgias plásticas, fez procedimentos estéticos agressivos e ficou viciada em remédios para emagrecer. Sempre acreditando que um corpo magro lhe traria paz e felicidade. Foi só depois de muito sofrimento que ela descobriu que a insatisfação profunda que sentia em relação ao corpo não era vaidade nem frescura: era doença.

Diagnosticada com transtorno alimentar, a autora decidiu compartilhar sua história para ajudar as pessoas que sofrem em silêncio por querer se enquadrar em padrões inatingíveis e acabam deixando de aproveitar a própria vida. Ela revela o longo caminho que percorreu para aprender a ficar em paz com o corpo e com a comida. Os altos e baixos, o que deu certo, o que deu errado. As vezes que quis jogar tudo para o alto e o momento em que percebeu que existia uma saída.

Um livro que traz entrevistas com especialistas na área, desde nutricionistas até psiquiatras. Faz com que o leitor pense sobre os perigos alimentares, o lado nocivo das redes sociais e o padrão de beleza irreal que a mídia impõe. Além disso, mostra como a autocompaixão pode ajudar no processo da cura. Que aliás, é um exercício diário!

Minha opinião: Desde o dia que teve o encontro de livreiros da Arqueiro e Sextante, pensei: preciso ler o livro dessa autora! Conheço pessoas que sofrem de transtorno alimentar e eu queria entender mais e ter uma noção de como ajudar. Além do mais, no mundo de hoje, onde na maioria das vezes o padrão da beleza fala mais alto,  imaginei que o livro poderia abrir meus olhos também. E não me enganei. A Daiana fala a verdade nua e crua, mas sem ser cruel e  colocando panos quentes. Ela mostra a realidade, mas dando o carinho e apoio que são tão importantes para quem passa por isso. Ela não te dá a fórmula mágica para a “cura”, porém, conta que você não está sozinho e que seu problema tem uma solução. Só que é um um exercício diário! Não é da noite para o dia que as coisas mudam. Mas só de enxergar que algo está fora do eixo, já é um grande caminho.

Com a leitura, aprendi que não há mal algum em querer se sentir bem, mudar coisas que incomodam. Entretanto, o exagero, a busca pela perfeição, não é nada saudável. Aliás, essa palavra “perfeito” não existe! Ela é linda na teoria, mas na prática pode tornar sua vida um transtorno, no sentido literal mesmo. E por experiência própria: a gente tem que parar de achar que uma pessoa magra é mais feliz. Quando ganhei uns quilinhos a mais, passei a me sentir mais segura. Não foi de propósito, mas aconteceu. Óbvio que têm aqueles dias que uma coisinha me incomoda aqui e ali, mas acontece. E com esse livro me toquei mais ainda que tudo bem ter esses dias.

PJ Leu - Fazendo as pazes com o corpo - 2Aprendizados! 

Fazendo as pazes com o corpo me mostrou ainda mais que o equilíbrio é a palavra-chave. Restrição que não tenha a ver com saúde, só faz mal. Ir numa festa e negar um bolo de chocolate com um refri, sem precisar de fato, só para seguir um padrão, não faz sentido. Mas claro que comer isso todo santo dia, toda hora, não vai ser saudável. É o equilíbrio que faz toda a diferença. E a gente tem que tentar praticar diariamente essa palavra! E saber que não é fácil, mas não é impossível. Também reforcei um aprendizado:  quando temos um problema, não é vergonhoso procurar por ajuda. Pode acreditar, essa atitude só vai fazer bem, por incrível que pareça. E, por fim, siga e esteja ao lado de quem te inspira. Não quem te faz se sentir uma pessoa inferior.

Para mim, a leitura fluiu. Porém, pode ser que para alguns leitores, ela seja mais difícil. Afinal, ler o que acontece exatamente com você, não deve ser nada fácil. Mas não desista. Vale cada palavrinha! Destaque para o capítulo 4, que mais me marcou. E o prefácio: um dos melhores que já li. Enfim, do começo ao fim, é aquela leitura que vale a pena. Tendo ou não transtorno. Conhecendo ou não alguém que passe por isso. Essa história mostra que precisamos urgentemente rever nossos conceitos. Em todos os sentidos, principalmente no de padrão de beleza! Obrigada, Daiana. Que a sua história inspire todo mundo. Ela me inspirou e me marcou! 

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Já leu? Conta o que achou. Ainda não? MEGA RECOMENDO!

Ah!! Essa semana vou postar uma entrevista mega bacana com ela. ;-)

Beijos, Carol.


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