11.09.2020
* PJ Entrevista: Gabriela Rodrigues! ♥

Ei, Gente! :) Há séculos não rola uma entrevista aqui, né? Para matar a saudade, entrevistei a autora Gabi (que conheci na blogosfera), que lançou recentemente um livro em homenagem ao nosso bem mais precioso: a família. ♥

O pai dela foi diagnosticado com ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) e para ajudar outras pessoas também, a protagonista do post resolveu colocar tudo no papel e transformou tudo em uma história real: Ele tem ELA, elas têm ele.

Vamos lá? Boa leitura! Conta aí, Gabi.

Crédito da Imagem: Gabriela Rodrigues

1. De toda história com o seu pai até o momento, qual é a lição mais valiosa que aprendeu?
R: Aproveitar os momentos mais simples da vida. Depois que descobrimos a doença passamos a dar muito mais valor aos dias que estamos juntos, às tardes de sábado que assistimos um filme ou tomamos solzinho na varanda e quando vemos o Miguel (meu sobrinho e neto do meus pais) brincar e dançar no tapete da sala! E ainda estou aprendendo a não ser ansiosa com o futuro pois isso nos limita a aproveitar o presente!

2. Aliás, conta um pouco sobre a iniciativa de escrever o livro e a trajetória da escrita?
R:
Certo dia me veio essa vontade de contar sobre o processo da descoberta da doença do meu pai, pois a ELAEsclerose Lateral Amiotrófica – é uma doença muito difícil de ser diagnosticada e isso poderia ajudar outras famílias e pacientes. Mas a história da união e do amor da minha família acabou sendo retratada de uma maneira tão intensa que eu arranco lágrimas e muita emoção dos leitores (acho que é um bom sinal! Rs..).
Iniciei o processo da escrita após o curso de “Escrita Afetuosa” com a Ana Holanda, o curso me deu a coragem e a energia necessárias para seguir esse caminho mais sentimental. Em 6 meses finalizei o livro e fui atrás da publicação independente.

3. E o que a sua família achou da ideia de escrever o livro? Conta um pouco a reação deles e tal. :)
R:
Antes de começar a escrever eu contei sobre a ideia do livro primeiro para o meu marido e depois para uma amiga que ama escrever e ambos acharam uma homenagem linda e me incentivaram muito. Amadureci a ideia e contei para todos os que seriam protagonistas da história (meu pai, minha mãe, minha irmã e meu cunhado) e, claro, choramos muito!!! Durante o processo da escrita eles me ajudavam a lembrar de alguns detalhes e foi uma delícia porque revivemos muitas histórias que estavam guardadas em nossas memórias e é sempre bom revisitar algumas, né? =) E agora elas estão disponíveis para que todos possam viver um pouquinho delas com a gente!

Crédito da Imagem: Gabriela Rodrigues

4. A parte mais doce e amarga desse mundo da escrita? 
R:
Sou nova nesse mundo e vi que é muito difícil ser autora independente por aqui! Mas eu escrevi esse livro para homenagear os meus pais e agradecer por tudo o que eles são pra mim, além de, é claro, poder ajudar outras famílias que convivem com a ELA. Já recebi mensagens de familiares de pacientes que estão passando pela mesma angústia que passei e sei como é importante ter algumas dessas informações quando descobrimos uma doença rara e degenerativa na nossa família, então acredito que fiz certo e isso é o que importa!!!

5. Pergunta clássica do PJ: se pudesse salvar três livros da sua biblioteca, quais salvaria? 
R:
É difícil porque eu amo ler! Então separei os 3 que eu sinto que estão ligados ao meu livro: Fernão Capelo Gaivota (Richard Bach) – O primeiro livro que meu pai nos deu, junto com O Pequeno Príncipe, então foi o primeiro que li e tive na vida (e que eu lembro! rsrs). A Morte é um Dia que vale a pena viver (Ana Claudia Quintana Arantes) – Fala sobre cuidados paliativos e a importância de viver todos o momentos da vida. Como se encontrar na escrita (Ana Holanda) – Fiz a leitura do livro após o curso e foi ótimo para o processo de escrita fluir

***

Sabe aquela entrevista que dá um quentinho no coração? Então, foi essa! Já coloquei na minha listinha para embarcar nessa história e deu ainda mais vontade de escrever. Aliás, obrigada por ter topado, Gabi. Parabéns pela linda iniciativa e que esse livro mude a vida de muita gente! ♥

Ah! Ficou interessado em devorar essa leitura? Corre aqui para saber mais informações para comprar. Quer conversar com a autora de “Ele tem ELA, elas têm ele” (amei muito esse título)? Ela é mega acessível no Insta: @gabrielaer.

No mais, podem opinar à vontade. :)

Beijos, Carol.

Post Antigo: PJ Entrevista – Autora Clarice Pessato
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6
23.06.2020
* Vamos falar um pouco sobre maquiagem? ♥

Ei, Gente! :) O tema central do blog é o mundo literário. Mas já falei por aqui que amo abordar outros assuntos também, né? Por exemplo, beleza. Porém, como não sou expert e só dou pitaco mesmo, decidi chamar uma amiga para falar sobre maquiagem! Com vocês, algumas dicas da dona dos melhores tutoriais do Insta: Camila Jocksch. Vamos lá? Bom post. ♥

1. Maquiagem para você significa?
R:
Pra mim a maquiagem vai muito além do que as pessoas costumam pensar. Não se trata apenas da aparência, mas de eu estar de bem comigo mesma. A maquiagem me deixa muito mais autoconfiante! O mesmo acontece com a maioria das mulheres, pois a alegria que eu vejo no rosto das minhas clientes, após o atendimento, é prova disso.

2. Quem não tem o hábito de se maquiar, quais são as três dicas que podem ser úteis?
R:
Acho que o mais importante é a pessoa ver o que gostaria de “melhorar ” no seu rosto e buscar usar a maquiagem para corrigir isso. Podem ser olheiras, acne, manchas, palidez, entre outras cosas. Mas de um modo geral, começaria com um protetor solar com cor (específico pro seu tipo de pele) e um blush ou lip tint para corar levemente os lábios e as bochechas.

Crédito da Imagem: Acervo Camila Jocksch

3. Os produtinhos que não podem faltar de jeito nenhum em qualquer nécessaire?
R:
Base, corretivo, rímel, bronzer (ou contorno,) pó, blush, batom, lip tint (ou gloss).

4. E quando a gente compra online? Como saber (mais ou menos) a cor ideal, por exemplo, de uma base ou um corretivo?
R:
O ideal mesmo é testar a base no rosto, mas quando não é possível eu procuro resenhas no YouTube. Também busco fotos na internet pra tentar identificar o meu tom para aquele produto através de outras pessoas que aparentemente têm o tom de pele parecido com o meu. Ah! Essa dica vale para outros produtos, como sombras ou batons. ;-)

Crédito da Imagem: Acervo Camila Jocksch

5. Qual seria o seu top 5 do momento?
R:
Só 5? Difícil kkk… Mas eu escolho o primer da Beyoung, que faz a maquiagem ficar impecável o dia (ou noite) inteiro. Também gosto muito das bases líquidas da Natura Una e Vult, que deixam a pele muito natural e cobrem manchas e um pouco das olheiras. Mas sei que esse item é uma questão muito pessoal e que varia muito de acordo com cada pele! Escolho os corretivos da Natura Aquarela, que têm uma ótima cobertura sem deixar a região pesada. E estou muito apegada na paleta de sombras da Mari Saad com a Oceane (12 shades), que tem cores opacas e cintilantes, que são incríveis e super pigmentadas! Por último, os batons da linha Bruna Tavares!

Créditos das Imagens: Beleza na Web, Natura, Época Cosméticos, Oceane e Sephora
Crédito da Montagem: Pequena Jornalista

***

Muito obrigada, Cams! Adorei as dicas e a minha wishlist de produtos de make já aumentou hahaha. E espero que do outro lado da telinha, as respostas dela tenham ajudado de alguma forma. Como ela falou, make up tem muito a ver com a autoestima. ♥

Ah! Mesmo em plena quarentena, tá mega liberado testar maquiagem ou fazer o e sempre (como é o meu caso hahaha) seja para trabalhar ou só tirar foto com um livro para atualizar o feed (não me julguem hahaha). Mas faz o que for melhor, ok?

E quem quiser conferir mais o trabalho da Camila, que é uma maquiadora de mão cheia, só segui-la no Instagram! No mais, podem opinar à vontade.

Beijos, Carol.

Post Antigo: 5 máscaras faciais
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12
20.06.2020
* Seja bem-vindo, Inverno e suas tendências! ♥

Ei, Gente! :) É oficial: o inverno chegou. Para comemorar essa nova temporada (que eu amo), pedi ajuda para a consultora de moda Tatiana Chang. Ela contou quais as principais tendências, até mesmo, para ficar em casa nessa quarentena. Vamos lá? Bom post! ♥

1. O que podemos resgatar das outras estações e usar nesse inverno? (Seja em casa ou quando a quarentena acabar)
R: Uma das principais tendências para o inverno deste ano é o color blocks (Bloco de cores), ou seja, teremos cores intensas e vibrantes nos looks mais desejados dessa temporada. Então, para resgatar peças do verão passado, nada melhor do que misturar peças com cores intensas, como por exemplo uma calça verde e blusa rosa pink e para quebrar um pouco, um sobretudo bege, que aliás, também está em alta.

2. Aliás, quais são as dicas para montar um look home office mais quentinho, que fuja do pijama?
R: Durante o dia a dia do home office, uma calça moletom e uma blusinha básica com os acessórios certos ajudam a quebrar o look despojado para mais arrumadinho e confortável para trabalhar dentro de casa. Aliás, eu sempre falo que acessórios é tudo na vida! Eles conseguem mudar o look em instantes! Mas se você não for fã de moletons, podem apostar num vestido confortável com um cardigã e um maxi colar para quebrar o look “vovózinha” que muitos dizem! Rsrsrs

Crédito das Imagens: Pinterest

3. Em relação aos acessórios e sapatos: o que você indicaria nessa nova temporada?
R: Se você tem guardado argolas dos mais variados estilos, maxi brincos, acessórios com pérolas, apostem! Pois é tendência neste inverno. Colares em formas de correntes também serão e para trazer delicadeza tem umas correntes com cadeado que deixam o look um pouco mais delicado. Já os sapatos, não tem como fugirmos das clássicas botas, já que a maioria espera eufórica pelo inverno para tirá-las do armário! Rsrsrs E neste ano a tendência é a bota de cano médio, que ficam um pouco abaixo do joelho, só que desta vez elas virão com texturas e vernizadas. Mas se você não é daquelas que curte uma bota de cano médio, fique tranquila que os coturnos estarão entre as tendências. Agora para as meninas que amam DIY, nessa estação teremos sapatos com pedras, pérolas, correntes. Então, se você não quer gastar dinheiro comprando outro par de sapatos, nada melhor do que um DIY, não é mesmo?!

Crédito das Imagens: Pinterest

4. Quais são as estampas e cores que tem tudo a ver com a nova estação?
R: Além do bege, do xadrez e o verde dos mais variados tons, como verde militar e mint, que já foram tendências no inverno passado e continua este ano, e o color blocks já mencionado. O Classic blue, que foi eleita a cor do ano pela Pantone, também se tornou tendência nesta temporada! E claro, não posso deixar de falar das texturas que trarão mais elegância com os tecidos acetinados, mais ousadia com os tecidos metalizados e mais toque romântico com tecidos transparentes (como a organza e tule). Ou seja, dá pra reaproveitar tudo que temos guardado no armário, que já foram de outras estações e que voltaram.

Crédito das Imagens: Pinterest

Dica bônus: Eu recebo muitas perguntas sobre seguir tendências da moda e gastar dinheiro com roupas novas só para segui-las. Acredito muito que podemos ter um estilo único, somente nosso, usando tudo o que gostamos com alguns toques do que está em alta. Não precisamos seguir um padrão robotizado só para consumirmos o que nos mostram! O legal mesmo é fazer um mix com o que já temos e acrescentar uma dose dessa tendência no nosso look e, se não gostar, não tem problema. Não somos obrigados a usar nada que não nos agrada, certo meninas?! ;-)

***

É isso, gente! Muito obrigada, Taty. ♥ Espero que ajude a todos a aproveitar esse inverno, seja em casa ou quando terminar a quarentena. No mais, podem opinar à vontade. Ah! Quem quiser conhecer um pouco mais sobre o trabalho da nossa entrevistada do dia, é só clicar aqui. ;-)

Beijos, Carol.

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8
11.06.2020
* PJ Entrevista: Sandro Muniz! ♥

Ei, Gente! :) Para o feriado, trouxe uma entrevista com o escritor (brasileiro) Sandro Muniz, autor do livro “Solo Raso“, que participou do Prêmio Kindle. \o/ Enfim, conversamos sobre as suas inspirações para escrever essa história, por qual motivo você deve embarcar nela, entre outros temas do mundinho literário. Vamos lá? ♥

PJ Entrevista: Sandro Muniz
Crédito da Imagem: Sandro Muniz
:)

1. Hora de vender o seu peixe: por que as pessoas devem ler “Solo Raso”?
R: As pessoas devem ler “Solo Raso” porque ele mostra uma realidade de
opressão e superação que homens e mulheres passaram e passam. E, infelizmente, é tão atual. Quando escrevo quero que as pessoas se esqueçam que estão lendo um texto e vivenciem aquilo na imaginação e nas emoções. Acredito que é um livro fluído e que deixa o leitor preso para saber onde tudo aquilo vai dar.

2. Curiosidades sobre o livro que quase ninguém saiba.
R: A primeira batalha naval da 2ª Guerra Mundial houve de fato ao lado do Brasil, na rota do Rio da Prata para Europa. Já o personagem Ceolfrido é uma alusão ao Ceolfrid, que foi um abade inglês. Inclusive, ele encomendou três bíblias lá pelos idos do século VII e VIII. Aliás, hoje a Bíblia de Ceolfrid é uma das mais antigas do mundo! Outra curiosidade: existiram locais na Europa, durante a Segunda Guerra Mundial, em que a mulher era forçada a participar do projeto “Lebensborn”, com o objetivo de fazê-la gerar crianças arianas puras, mas muitas das vezes era usada apenas para diversão dos oficiais alemães. Por fim, a ideia que eu tive foi tão forte a ponto de anos depois decidir morar em uma ilha no meio do Atlântico… O que acabou enriquecendo o texto.

3. O que te levou a escrever sobre o tema? E como foi o processo de escrita?
R: Tive essa ideia há mais de uma década e ela não me abandonou durante anos e só me “livrei” quando publiquei o livro. Aliás, temas como florestas, ilhas, histórias e casos do povo brasileiro sempre me atraíram. Adorava ficar ouvindo a minha avó Encarnacion contando tantas histórias antigas.

Quanto ao processo, funciona assim: após a ideia central, a minha mente foca naquilo. No caso de “Solo Raso”, acumulei dados durantes anos. Então, chega uma hora que esse material todo se transforma em minha mente em algo que faz sentido. Costumo acreditar que a escrita é 99% trabalho e 1% inspiração, ou menos. Então chega-se a hora de escrever. E geralmente é quando todos já foram dormir, lá pelas 21hs (agora na quarentena tem sido mais tarde). Não tem jeito, para escrever tem que escrever. Como disse Stephen King “uma palavra de cada vez”.

Me condiciono a escrever pelo menos uma hora e meia por dia no projeto
livro, se eu não escrever em um dia eu acumulo e no próximo dia tenho
que fazer o dobro do programado. Apenas isso, não há escapatória.
Disciplina é liberdade para mim. E geralmente não paro nem nos fins de semana. Após o término, deixo-o adormecendo (MENTIRAAAA) por um
tempo antes da revisão. Preciso de prazos, mesmo que autoimpostos. O “Solo Raso” era a data do prêmio Kindle…

4. Se pudesse dar três dicas de ouro para futuros escritores, quais seriam?
R: Não tenham pressa, se tiver tente escrever contos. Geralmente o jovem
não tem muito estofo para criar um romance, mas a literatura está
cheia de exceções. Contrate um bom revisor de texto. Anote todas as ideias possíveis e não deixe passar. Depois brinque com elas, inverta, acrescente o passado, o futuro, junte outros personagens que você já tenha anotado, deixe eles numa sala sozinhos. E após, esqueça tudo. Deixe o seu cérebro usar o subconsciente com tudo isso. Muitas das vezes, como diz Ray Bradbury, “é um escritor sábio que conhece o seu próprio subconsciente”. Escrever é viver, e ambos devem ser feitos com entusiasmo. Leia muito e de tudo. Escreva muito. Corte o cabo da televisão e desligue o wifi.

5. Ocorreu um incêndio na sua biblioteca: três livros que salvaria (não pode ser o seu rsrs)?
R: É difícil, pois acho que até alguns livros que não atraem muita gente,
têm seus valores… Eu acho que levaria um monte de água para apagar
parte do fogo e pegar o máximo de livros rsrsrs… Mas aqui estão três de supetão: “Contos de amor rasgados” (Marina Colassanti), “Quincas Borba” (Machado de Assis) e “Famílias Terrivelmente Felizes” (Marçal Aquino).

***

É isso, pessoal. Muito obrigada, Sandro! Adorei a entrevista, que a propósito sempre me inspiram no sonho de tirar as ideias da mente e colocá-las no papel e, finalmente, escrever livros. Fora isso, achei os detalhes históricos bem ricos! Quem quiser embarcar na leitura, é só clicar na imagem abaixo. Quer falar com o autor protagonista do post de hoje? Entra aqui e aqui. No mais, podem opinar à vontade. ♥

Beijos, Carol.

Post Antigo: PJ Entrevista – Fernando Abreu
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4
11.03.2020
* PJ Entrevista: Fernando Moreira, do Page Not Found! ♥

Ei, Gente! :) Quando eu era rata do Twitter (atualmente, perdi minha senha e não consigo recuperá-la hahaha), um dos arrobas que eu mais amava era do Page Not Found, que na verdade é um blog que conta as situações mais inusitadas da vida!

A propósito, Fernando Moreira, criador desse veículo, escreveu o livroBaseado em fatos reais“, com 14 histórias inspiradas em acontecimentos para lá de diferentes.

E como sou jornalista, tenho um blog que fala de livros e acompanho o Page Not Found, nada mais justo do que entrevistá-lo, né? E rolou \o/! Obrigada, Fernando. Espero que gostem. Eu adorei! ♥

PJ Entrevista: Fernando Moreira

1. Até chegar ao blog Page Not Found: qual foi a parte mais inusitada (ou uma das) da sua carreira jornalística?
R:
Não sei bem se posso chamar de inusitada, mas foi definitiva certamente. E remota ao dia 11 de setembro de 2001. Eu acompanhei ao vivo, pela TV, o choque do segundo avião com uma das Torres Gêmeas, em Nova York. Lembro-me que parei uns longos segundos sem entender exatamente o que estava acontecendo. Pensei que estávamos à beira do colapso mundial. E aquele foi o dia mais longo da minha carreira: eu tinha entrado às 7h e saí às 6h do dia seguinte. Esse evento forjou a minha carreira na editoria internacional. Minha sede de entender (ou tentar) o mundo só aumentava. O Page Not Found nasceu da necessidade de aprofundar essa viagem, até os subterrâneos das notícias mais ignoradas.

2. Falando em blog, o que você acha que o futuro reserva para esse tipo de veículo? Qual seria o seu conselho para inovar?
R: Já há alguns anos se fala que blogs estão com os dias contados. E eles seguem firmes. Até mesmo entre os mais jovens, que são um bom termômetro para testarmos a durabilidade de fenômenos de mídia. O meu conselho é descobrir um nicho. Não adianta sair disparando a esmo para todos os lados. Você tem que ser bom e cada vez melhor em um universo específico. E se abrir para as novas tecnologias e as novas formas de contar histórias e se mostrar ao mundo. E as possibilidades são enormes.

3. Conta um pouco sobre a rotina do Page Not Found (seleção dos posts e etc).
R: O Page nasceu do vácuo que a dita imprensa tradicional deixava para notícias consideradas inusitadas, bizarras, insólitas. Ainda são assuntos considerados menores por muitos. A minha rotina é fuçar em sites mundo afora quais as histórias mais esdrúxulas, mais curiosas, mais impactantes. Mas, apesar de a imprensa que se considera mais “séria” negar o seu DNA nessa cobertura, volta e meia encontro boas histórias em sites bem clássicos, como o do New York Times, do Guardian, do Independent, da CNN. Redes sociais são outro universo onde boas e insólitas histórias costumam desfilar. Antes de ser jornalista, preciso ser garimpeiro.

Crédito: Reprodução Blog Page Not Found

4. Quanto ao livro “Baseado em fatos reais”: o que o leitor, que ainda não embarcou, pode esperar? E como foi o processo de escrita, do início ao fim?
R:
O livro é uma espécie de acerto de contas. As postagens do Page são curtas, geralmente elas se prendem a um fato específico. Algumas lacunas ficam abertas: o que aconteceu antes desse fato, o que vem depois dele? No livro, eu respondo essas questões. Porém com ficção. São 14 contos, que flutuam entre realidade e fantasia. Eu parti de fatos noticiados no blog e me permiti imaginar um cenário mais rico e denso no entorno dessas histórias reais. O processo é uma provocação: o que há de real e imaginário nos contos? O que há de real e imaginário nas nossas vidas?

5. Pergunta clássica do Pequena Jornalista: teve um incêndio na parte de livros de jornalismo da sua biblioteca, quais são os 3 que você salvaria?
R: “1984“, de George Orwell, uma obra atemporal de ficção recheada de realidade, que deveria ser uma bíblia para os jornalistas, “Notícias de um Sequestro“, de Gabriel García Márquez, pela maestria da narrativa, e “A Sangue Frio“, de Truman Capote, que me inspirou muitíssimo, por ser uma mescla de jornalismo e literatura.

***

E o quanto essa entrevista me inspirou? Principalmente, em relação ao blog! Mais uma vez: obrigada, Fernando. Quem quiser saber das notícias mais inusitadas da vida, só clicar aqui. Quer ler o livro? Corre aqui! Assim que eu embarcar, publico a resenha, combinado?

No mais, podem opinar à vontade!! :)

Beijos, Carol.

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Post Antigo: PJ Entrevista – Nathalia Fuzaro
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