12.04.2018
* {Beda 12} – PJ Leu: Coragem! ♥

E a indicação literária da semana é Coragem, da autora Rose McGowan. O livro, publicado pela editora Harper Collins (parceira do blog), conta a história da autora e como o lado negro de Hollywood a acompanhou por um bom tempo. Não é uma leitura leve, mas bem necessária. Vamos lá? Boa resenha! :’)

PJ Leu - CoragemLivro: Coragem | Editora: Harper Collins | Autora: Rose McGowan
Crédito da Imagem: Pequena Jornalista
Nota: cinco livros! 

Sinopse: Rose McGowan se tornou uma das atrizes mais desejadas de Hollywood da noite para o dia. Mas o que seria um sonho, virou logo um inferno pessoal e, com o tempo, ela se reemergiu como um ícone feminista ao expor verdades sobre a indústria hollywoodiana. Mas sua história começou muito antes: aos 13 fugiu de casa e viveu de forma instável, morando e saindo das ruas. Até que foi descoberta por Hollywood, viu seu estrelato se tornar um verdadeiro pesadelo de exposição e sexualização constantes. Um mercado machista a tornou, sem consentimento, em apenas um produto, excluindo sua identidade e imagem, tudo em nome do lucro. Mas o que essa seita não esperava, aconteceu: ela não ficou calada e voltou expondo as verdades, incluindo os crimes cometidos por Harvey Weinstein, um produtor cinematográfico, que tem coleções de denúncias de assédios sexuais. Um livro de memórias, em forma de manifesto honesto e sem censura alguma!

Minha opinião: Como disse no começo desse post é uma leitura bem pesada, mas necessária. Não acompanhava os filmes e nem o seriado Charmed dos quais a Rose fez parte, mas sabia por alto do que se tratava. E, assim como eu, imagino que muita gente não saiba desse lado negro de Hollywood. A gente imagina uma vida cheia de glamour, privilégios, entre outras coisas… Mas por trás das câmeras: é tanta barbaridade, que meu Deus. Claro que não dá para generalizar. Mas quem toma atitudes como essas, que a autora contou, que acha que tem o rei na barriga e vai sair impune: precisa sim pagar por todos os crimes. Sem dó, nem piedade. Sem privilégios! Sem achar que um acordo vai calar a vítima e pronto. Por isso, Rose merece todo o nosso apoio. Não só ela, mas todos que passam por isso diariamente! Fico feliz que ela tenha dado esse start e que pessoas, anônimas ou não, estejam denunciando cada vez mais. Se acha que isso não passa de mimimi: por favor, leia esse livro! De coração aberto, dando apoio mesmo. O que ela passou e muitas passam não pode acontecer. Nem antes, nem agora, nem nunca!

Não é fácil esse livro. Quando a gente acha que pode ficar um pouco menos pesado… Pronto, vem a autora com uma história de machucar a alma, sabe? O capítulo do estupro é arrebatador. Impossível não se sentir a dor dela. Sem falar das outras partes, como a infância, a estrutura familiar, entre outros assuntos colocados nas páginas de forma tão sincera. Enfim, muitas vezes pensei: por que estou lendo esse livro? Mas ao final, tive a resposta: feminismo é apoiar, dar voz e lutar! É querer igualdade, afinal, ninguém precisa diminuir ninguém. Enfim, é abordar sobre esses assuntos, sem desistir, por mais que o mundo, às vezes, diga o oposto. E você não precisa ser mulher para apoiar esse movimento. É uma luta que beneficia a todos! Aliás, o tema vai além de assédio sexual, ok?

“Coragem” foge do meu gênero literário preferido, mas foi fundamental para entender mais sobre o assunto. Rose plantou uma sementinha (a mais) bem forte em mim e, acredito, que em todos que leiam essa história. Lições valiosas, capítulos tristes, mas com uma mensagem importante para o leitor. Então, não poderia ser diferente: recomendo e muito essa leitura! 

Beijos, Carol.

Para ler: Um dia ainda vamos rir de tudo isso

Fan Page ♥ Instagram  


2
02.04.2018
* {Beda 2} – PJ Leu: Um dia ainda vamos rir de tudo isso! ♥

Ei, Gente! :) E a primeira dica literária da semana é: Um dia ainda vamos rir de tudo isso, da autora Ruth Manus. O livro, publicado pela Editora Sextante (parceira do blog), é repleto de crônicas divertidas, leves e cheia de lições. Vamos lá? Boa resenha para vocês! 

PJ Leu - Um dia ainda vamos rir de tudo issoLivro: Um dia ainda vamos rir de tudo isso | Editora: Sextante | Autora: Ruth Manus
Crédito da Imagem: Pequena Jornalista
Nota: cinco livros! 

Sinopse: Um dia ainda vamos rir de tudo isso é uma coletânea de crônicas escritas pela advogada e professora de Direito do Trabalho e Direito Internacional: Ruth Manus. Textos que já foram publicados no blog do Estadão, em sua coluna no Estado de S. Paulo e no jornal Observador, de Lisboa. E alguns são inéditos! Fala de tudo um pouco, desde assuntos banais, temas sobre machismo, padrões estéticos, família, Portugal, amor, amizade e muito mais. Textos que nos dão a certeza de que sim: um dia ainda vamos rir de tudo isso e levar aprendizados para a vida toda!

Minha opinião: Não conhecia a Ruth antes de saber do lançamento do livro. E meu Deus: por quê? Os textos envolvem e nos fazem pensar muito. Desde os assuntos mais banais, até os mais sérios, como machismo e outras situações tão fortes que passamos em pleno século XXI. Alguns a gente tem um carinho especial, como a crônica que ela fala da sua enteada Francisca e seu lado madrasta, que de “má” não tem nada. Outros, a gente lê e olha por um outro ponto de vista, até então, não visto. Como cortar relações por questões políticas! Aliás, aprendi tanto com esse livro, que vou mostrar dez lições que tirei com ele:

1. Ver simplicidade em um simples picolé de uva;
2. Os trinta e poucos anos não são o fim da vida; 
3.  Sucesso e realização pessoal são duas coisas distintas;
4. Luto? Só se for na sua forma verbal;  
5. Zona de conforto: de segura, não tem nada;
6. Machismo reprende tanto mulheres quanto homens;
7. Puxar o autoclismo é dar descarga em português, de Portugal;
8. Aliás, preciso colocar Portugal no meu próximo roteiro europeu;
9. Ajudar com o imposto de renda pode significar um “eu te amo”;
10. Dormir junto: a pior e melhor coisa que já inventaram. 

Fora isso, amei como ela nominou os capítulos com nomes de obras de autores famosos, como Gabriel García Márquez, Clarice Lispector, entre outros. Bem criativa a ideia! Também adorei a sua escrita e como ela prende. Até mesmo nos textos que não nos identificamos muito! É um livro para ser devorado em poucos dias, mas também para ser guardado sempre na estante de histórias que podemos reler uma, duas ou mais vezes. A única coisa que não entendi muito bem foi o nome do livro e a capa. Talvez eu tenha perdido alguma coisa nas entrelinhas ou um trecho de alguma crônica. Eu, até acho, que se a gente refletir bem tem a ver esse nome sim. Mas eu queria uma explicação mais na cara, sabem? Mas se alguém entendeu melhor, expliquem, por favor! Enfim… Espero que tenha uma continuação! Parabéns, Ruth. E obrigada por ter me ensinado tanto em 200 e poucas páginas. Que venham muito mais! 

Já leu? Conta o que achou. Ainda não? Recomendo!

Beijos, Carol.

Para ler: Fazendo as pazes com o corpo

Fan Page ♥ Instagram  


1
15.02.2018
* PJ Leu: Sonhos em flor! ♥

Ei, Gente! E a dica literária da semana é Sonhos em flor, da autora Estelle Laure Esse romance, publicado pela editora Arqueiro (parceira do blog), é a continuação do livro Essa luz tão brilhante e aborda sobre a vida e a morte, mas de um jeito leve. Enfim, vamos lá? Boa resenha para vocês! ;-)

PJ Leu - Sonhos em FlorLivro: Sonhos em flor | Editora: Arqueiro | Autora: Estelle Laure
Crédito da Imagem: Pequena Jornalista

Sinopse: Eden Jones tem 17 anos e o futuro todo planejado. Com o apoio dos pais amorosos, do irmão gêmeo e da melhor amiga Lucille, sonha em estudar em Nova York e se tornar uma grande bailarina. Mas  o destino tem outros planos e seu mundinho “perfeito” começa a desmoronar. Primeiro, o teste que fez para um balé importante não é nada daquilo que imaginou. Pelo contrário! Depois, perde o seu chão, quando descobre que Lucille e seu irmão estão namorando e ninguém conta para ela. Por fim, sofre um acidente, que a deixa em coma. Depois dessa experiência de quase morte, nossa protagonista, volta ao “normal” e depois de um tempinho recebe alta. Porém, voltar à rotina não é tão fácil quanto parece. Além de ter algumas restrições físicas e alimentares, Eden tem alucinações com flores negras e uma garota em coma na mesma ala do hospital, onde esteve internada. E como se não fosse o bastante, se apaixona por Joe, que tem uma ligação com a personagem que ela anda tendo “visões”. Então, inúmeras dúvidas surgem e nessa árdua caminhada, ela começa a entender que não ter o controle das coisas pode ser libertador. ;-)

Minha opinião: Eu jurava que a continuação do livro Essa luz tão brilhante, seria sobre a história da Lucille e da irmã de novo. Então, vem a escritora e me surpreende. E posso dizer? Adorei e, apesar de ter curtido o primeiro e esperar por respostas, a leitura desse fluiu muito mais. Eden me inspirou! Em nenhum momento se mostrou imatura, pelo menos não tanto quanto imaginei. Gosto de me colocar no lugar das personagens e acho que ela se saiu muito bem, mesmo depois de ter enfrentado essa experiência de quase morte. Falando nisso, já li alguns livros onde um dos temas era esse, mas o jeito que a autora colocou, foi diferente, natural e não assustou. Tem o poder de mexer positivamente com o leitor e traz uma mensagem incrível de que a gente tem que viver, independente dos maus momentos. A vida é assustadora, mas tem a sua beleza, que a gente não pode tapar com os problemas, sabem? Essa foi a lição mais valiosa que tirei dessa leitura leve e mágica. Além dessa, aprendi que algumas coisas não tão boas, realmente acontecem para o nosso bem.

E gostei que a Estelle (autora) foi bem pé no chão na construção da história. Conseguiu dar aquela floreada importante, mas sem viajar muito. Mesmo com as flores negras, alucinações e tal. Pelo contrário, fizeram total sentindo, pelo menos para mim. Faz a gente rever as nossas crenças de um jeito bom e necessário! Quanto aos personagens, não tem nenhum que eu excluiria. Todos são fundamentais para as perguntas de Eden. Mas os meus favoritos são o médico, a enfermeira e a psicóloga (vou levar esse conselho para a vida: cortar lenha e carregar água). Destaque também para os pais da nossa protagonista, que fazem jus à sinopse: mais amorosos, impossível. Em relação ao Joe e a Jaz, os dois merecem crédito por mostrar que não ter o controle dessa coisa chamada vida, pode realmente ser libertador. Aliás, tudo planejadinho, sem mexer em nada, tende a causar sofrimento em dobro.

Outros detalhes importantes: a capa é linda, gostei de saber um pouco do andar da carruagem da história da Lucille. Mesmo que por alto! E mais uma vez vi que amor de irmão é para sempre, mesmo com algumas brigas. E, por fim, meu momento #pirigueteliterária dessa resenha: Joe tem lugarzinho cativo na minha listinha de crushes literários. Amei a parte de agradecimentos do livro e a história acabou fazendo ainda mais sentido para mim. Dá para imaginar, que a escritora teve uma inspiração extra. E destaque para os títulos de cada capítulo e dos trechos de quase morte. Principalmente, no final. 

Enfim, leitura que meega recomendo, pessoal. E quem já leu, conta o que achou! ;-)

Beijos, Carol.

Para ler: Cinco histórias para acreditar no amor

Fan Page ♥  Instagram


4
05.02.2018
* Para assistir: Mudbound – Lágrimas sobre o Mississippi! ♥

Ei, Gente! :) Semana passada, participei da minha primeira Cabine de Imprensa (iei \o/), onde assisti, em primeira mão, o filme “Mudbound – Lágrimas sobre o Mississippi“. Para quem não sabe, ele está concorrendo a algumas categorias do Oscar, como melhor fotografia, atriz coadjuvante, entre outras. A história estreia no próximo dia 15, mas já vou adiantar um pouco do que vocês podem esperar. Vamos lá? ;-)

Mudbound - PJ - 1

Para começar, um resumo da história: Laura acredita ter tirado a sorte grande quando conhece Henry McAllan. Depois de um tempo, já casados e com duas filhas, eles se mudam para uma fazenda perto do Rio Mississippi. A adaptação não é nada fácil e eles contam com a ajuda de uma família negra: os Jackson, que são responsáveis pelo trabalho pesado com o plantio e a colheita. De cara, dá para perceber que as posições de ambas as famílias são diferentes e que apesar de não serem escravos, o respeito é bem maior da parte dos Jackson. Principalmente, em relação ao pai de Henry, o Poppy, que foi morar com eles e por ser branco, acredita ainda ter privilégios maiores no terreno e na sociedade. Nesse meio tempo, Jamie, irmão mais novo de Henry, volta da Guerra e fica amigo de Ronsell, um dos filhos da família negra, que também lutou na Guerra para defender o seu país. Afinal, os dois compartilham traumas dessa difícil fase que passaram. Porém, a amizade logo é questionada e vira alvo de conflitos, tanto de gêneros e classes sociais, que envolvem as duas famílias.

Mudbound - PJ - 2

É um filme bem pesado, gente. Totalmente fora do que, geralmente, eu gosto. Mas é rico em fatos históricos e faz com que a gente reflita sobre essa diferença de etnias, que ainda persiste, mesmo em pleno século XXI. Não foi indicado na categoria de melhor filme, porém, na minha humilde opinião, merecia. Estou torcendo para ganhar pelo menos em alguma outra! Os atores são incríveis, principalmente, os que interpretam Ronsell, Jamie e a mãe de Ronsell. Sério, ela é aquela clássica mulher forte, guerreira e inspiradora. E Laura não fica atrás, pensei que ela poderia ser cheia de mimimi, mas também carrega uma força além!

Quando vi o trailer, achei que poderia ser parado, mas é impossível não acompanhar cena por cena. Elas prendem a gente! Como disse, é uma história bem pesada, principalmente em algumas partes. Essas, dão um nó no estômago. Porque por mais que seja ficção, a gente sabe que isso aconteceu e acontece até hoje. É impressionante como o jeito que ambos são tratados no país, sendo que os dois lutaram pelo mesmo objetivo, é diferente. E como esse Jackson foi bem-vindo em um lugar que nem é a “casa” dele.

Não é um filme que me fez chorar, mas é impossível não sair da sala sem pensar nos assuntos abordados. Ainda bem que o final é surpreendente de uma forma boa, mesmo com tanta tragédia. Cada personagem ensina um pouco, até o que a gente não deve seguir de maneira alguma. Sem julgamento, porque é uma outra criação e época, mas mesmo assim, vale não retroceder e repensar nas atitudes. Falando nisso, o Poppy é um cara detestável e Henry também, mas acho que ele é mais “banana” do que uma pessoa totalmente cruel, sabem? Destaque para os diálogos entre Jamie e Ronsell e Laura e Florence. São ótimos e cheios de lições valiosas!

Crédito das Imagens: Adoro Cinema 

Ah! Preciso destacar também a fotografia do filme. É uma das histórias que mais me chamou atenção nesse quesito. Como sabia da indicação nessa categoria, fiquei de olho hahaha. E Mary J. Blige também deveria levar a estatueta de atriz coadjuvante. Como deu para perceber nessa “crítica”, eu adorei a personagem dela. Ok, que ainda não assisti a todos os indicados, mas, a princípio, essa é a minha opinião. Outro detalhe, não sei se perdi algum detalhe, mas algumas coisinhas ficaram meio no ar. Acredito que o livro deva ser mais completo. E fica a dica: quem tiver interesse, a Editora Arqueiro (parceira do blog e que me chamou para essa cabine de imprensa ♥) publicou essa história literária recentemente.

E aqui vai uma curiosidade: o filme foi produzido pela Netflix, mas aqui no Brasil a Diamond Films. Pelo que eu entendi, depois que sair de cartaz, vai passar na Netflix. Mas já adianto que vale assistir no cine, se tiver essa possibilidade. ;-)

É isso, pessoal. Anotem na agenda: dia 15 estreia Mudbound, um filme forte, mas que vale cada embrulho no estômago. Depois me contem o que acharam!

Beijos, Carol.

Para assistir: Extraordinário 

Fan Page ♥  Instagram


2
15.01.2018
* PJ Leu: A casa do lago! ♥

Ei, pessoal. :) E a primeira dica literária do ano é A casa do lago, da autora Kate Morton. O livro, publicado pela editora Arqueiro (parceira do blog), é um suspense de leve cheio de reviravoltas e que cada hora faz você achar uma coisa. Boa resenha! 

CasaDoLago_CapaWEBLivro: A casa do lago | Editora: Arqueiro | Autora: Kate Morton
Crédito da Imagem: Arqueiro

Sinopse: A casa da família Edevane está pronta para aguardada festa do solstício de 1933. Alice, uma jovem e promissora escritora, tem ainda motivos para comemorar: ela não só criou um desfecho surpreendente para seu primeiro livro como está secretamente apaixonada. Porém, à meia-noite, enquanto os fogos de artifício iluminam o céu, os Edevanes sofrem uma perda devastadora que os leva a deixar a casa do lago para sempre.

Setenta anos depois, após um caso problemático, a detetive Sadie Sparrow é obrigada a tirar uma licença e se retira para o chalé do avô na Cornualha. Certo dia, ela se depara com uma casa abandonada rodeada por um bosque e descobre a história de um bebê que desapareceu sem deixar rastros.

A investigação fará com que seu caminho se encontre com o de uma famosa escritora policial. Já uma senhora, Alice Edevane trama a vida de uma forma tão perfeita quanto seus livros, até que a detetive surge para fazer perguntas sobre seu passado, procurando desencavar uma complexa rede de segredos de que a escritora sempre tentou fugir.

Minha opinião: O livro demorou a me prender, por conta do tempo corrido e por ser um gênero literário que não estou muito acostumada. Mas valeu a pena sair da zona de conforto e embarcar nesse suspense. Quando ele me prendeu, não quis mais soltar até descobrir tudo tim tim por tim tim. Uma história cheia de reviravoltas e que muda até o último capítulo. Quando a gente acha que matou a charada, vem a autora com mais uma peça, que a gente nem sabia que existia. Os personagens são intrigantes, envolventes e que eu aprendi a não julgar.

Fala sobre julgamentos, mentes férteis, guerra, amores proibidos e incondicionais, como o de uma mãe por um filho. Até onde você iria por um? A gente aprende muito em relação a esse assunto. O amor por uma criança que você gerou, vai além. E não dá para julgar algumas atitudes, como certas ou erradas. É o que deu para fazer naquele momento, sabem? Enfim, lendo dá para entender melhor o que estou falando. O pai de Alice é uma peça fundamental e mostra como a Guerra pode destruir uma vida muito além. Marca para sempre e até fiquei com raiva dele, mas não dá para julgá-lo. Também curti as histórias adicionais e como elas ficam ligadas e ajudam no mistério central.

Têm coisas que não ficaram esclarecidas para mim, mas acho que a intenção da Kate Morton e deixar no ar mesmo. Talvez se eu lesse uma segunda vez, prestaria mais atenção nos mínimos detalhes. Aliás, detalhe é o que não pode faltar quando se trata de um suspense bem elaborado. E põe bem elaborado nisso. Sadie me conquistou e o avô dela também. Alice me intrigou e queria que a irmã dela tivesse mais presença no livro. O braço direito da quase protagonista, Peter, é um dos meus personagens preferidos.

Se eu recomendo esse livro? Com certeza! Principalmente, se você não resiste a um bom suspense. Não é muito fã do gênero? Vai por mim: dar uma chance, vai fazer você aprender lições ou só mesmo despertar o seu lado detetive. Acho que todo mundo tem um! ;-)

Beijos, Carol.

Para ler: Uma história de verão 

Fan Page ♥ Instagram 


1

Pequena Jornalista - Todos os Direitos Reservados - Copyright © 2018