07.04.2020
* 5 coisas que aprendi sendo Jornalista! ♥

Ei, Gente! :) Para quem não sabe, hoje é o Dia do Jornalista. E, sim, o nome desse blog não é por acaso! Me formei há quase 11 anos e apesar dos pesares, continuo fazendo uma das coisas que mais amo na vida: levar informação através da escrita. ♥

E como toda data, essa também tem o seu motivo. De acordo com o Portal da Imprensa, é uma homenagem ao jornalista Giovanni Battista Líbero Badaró, proprietário do Observador Constitucional. Aliás, esse meio de comunicação era a favor das ideias liberais e não curtia muito o reinado de Dom Pedro I, digamos assim. A propósito, Badaró foi morto e esse assassinato alavancou a crise que começava a tomar proporção no império de Dom Pedro I, fazendo com que o mesmo renunciasse no dia 7 de abril.

Confesso que não sabia dessa história e isso faz com que eu mais ame a minha profissão. Com ela, aprendo muito, todos os dias. ;-) Falando em aprendizados, trouxe cinco coisas que aprendi sendo Jornalista. Vamos lá?

Crédito da Imagem: Pequena Jornalista

1. Não é uma profissão fácil. Muitas vezes, não somos valorizados. Principalmente, na parte financeira. Por isso, faça por amor. Claro que só isso não paga as contas… Sendo assim, antes de qualquer coisa, se valorize. Siga a sua intuição e veja o que cabe na sua realidade, mas independente de qualquer coisa, não deixe que te façam de gato e sapato. ;-)

2. O jornalismo de hoje não é o mesmo de ontem e, provavelmente, não será o de amanhã. Tudo muda, o tempo todo! É preciso se reinventar, estudar sempre. Se não, a gente fica para trás! Não é fácil, eu sei. Luto com esse fato quase todos os dias, mas é importante. Juro, juradinho!

3. Ok, há erros grotescos. Em contrapartida, a gente é ser humano e erra também. Por exemplo, todos os meus textos não saem de uma hora para outra. Reviso um milhão de vezes, mas pode ser que uma palavra saia errada ou que uma frase não faça sentido. E quer saber? Tá tudo bem. É importante que a cobrança não se destaque tanto. ;-)

Crédito da Imagem: Pequena Jornalista

4. Informar com leveza é a minha grande paixão. Aliás, criei o PJ com essa intenção. Escrever do meu jeitinho, sobre coisas que deixam a vida menos pesada. Porém, quando tenho de ser objetiva e seguir uma linha editorial diferente, vou fundo. Mas sempre tentando dar um toque menos pesado possível. E a sua forma de escrever não precisa ser a mesma do coleguinha! Cada um tem um jeito e se comparar só atrapalha, viu? Vai por mim!

5. Não sei se continua sendo assim, mas há séculos muitas pessoas ficavam chocadas quando eu falava que não queria ser a próxima Fátima Bernardes. Apesar de admirá-la, sempre gostei de escrever, estar dentro de uma redação de jornal (ou revista, ou site), mesmo em casa. Jornalismo têm diversas áreas e não necessariamente tem de ser em uma bancada de jornal em rede nacional. Mas se esse é o seu desejo, vai com tudo! E aqui vai uma dica: se for viável, experimenta mais de uma para ver qual que você se identifica mais! ♥

***

Acho que é isso, gente! :) Eu amo ser jornalista, mesmo que a profissão tenha me decepcionado algumas vezes. Já trabalhei em lugares que carrego para vida, outros que não quero nunca mais pisar! Mas independente, todos me ensinaram. São muitas histórias, pautas e frio na barriga por conta de deadline! Têm textos que dão orgulho, por mais que eu leia mil vezes. E são muitos bloquinhos, canetas e afins. A era digital tá aqui firme e forte, mas algumas manias são para sempre! ♥

Ainda não cheguei lá, mas espero que os sonhos nunca acabem. Quero alcançar um por um, mas hoje em dia de uma maneira mais pé no chão.

E se você sonha em ser jornalista, saiba que não é fácil, mas ninguém disse que seria, né? É preciso dedicação, amor, respeito e muito trabalho! Como qualquer profissão. E, do fundo do meu coração, torço para que esses aprendizados e palavras soltas te ajudem a trilhar o melhor caminho, independente da direção que desejar seguir.

Feliz dia! :) Para quem só se formou, para quem vive diariamente do jornalismo e para quem sonha. E obrigada a todos que me incentivam diariamente, principalmente: minha irmã Lulu, minha mãe, meu namorado e a minha eterna chefinha, a Ana Ioselli. Amo vocês! ♥

No mais, podem opinar à vontade! ^^

Beijos, Carol.

Post Antigo: Assessoria de Imprensa e 4 draminhas!
Fan Page ♥ Instagram  


8
11.03.2020
* PJ Entrevista: Fernando Moreira, do Page Not Found! ♥

Ei, Gente! :) Quando eu era rata do Twitter (atualmente, perdi minha senha e não consigo recuperá-la hahaha), um dos arrobas que eu mais amava era do Page Not Found, que na verdade é um blog que conta as situações mais inusitadas da vida!

A propósito, Fernando Moreira, criador desse veículo, escreveu o livroBaseado em fatos reais“, com 14 histórias inspiradas em acontecimentos para lá de diferentes.

E como sou jornalista, tenho um blog que fala de livros e acompanho o Page Not Found, nada mais justo do que entrevistá-lo, né? E rolou \o/! Obrigada, Fernando. Espero que gostem. Eu adorei! ♥

PJ Entrevista: Fernando Moreira

1. Até chegar ao blog Page Not Found: qual foi a parte mais inusitada (ou uma das) da sua carreira jornalística?
R:
Não sei bem se posso chamar de inusitada, mas foi definitiva certamente. E remota ao dia 11 de setembro de 2001. Eu acompanhei ao vivo, pela TV, o choque do segundo avião com uma das Torres Gêmeas, em Nova York. Lembro-me que parei uns longos segundos sem entender exatamente o que estava acontecendo. Pensei que estávamos à beira do colapso mundial. E aquele foi o dia mais longo da minha carreira: eu tinha entrado às 7h e saí às 6h do dia seguinte. Esse evento forjou a minha carreira na editoria internacional. Minha sede de entender (ou tentar) o mundo só aumentava. O Page Not Found nasceu da necessidade de aprofundar essa viagem, até os subterrâneos das notícias mais ignoradas.

2. Falando em blog, o que você acha que o futuro reserva para esse tipo de veículo? Qual seria o seu conselho para inovar?
R: Já há alguns anos se fala que blogs estão com os dias contados. E eles seguem firmes. Até mesmo entre os mais jovens, que são um bom termômetro para testarmos a durabilidade de fenômenos de mídia. O meu conselho é descobrir um nicho. Não adianta sair disparando a esmo para todos os lados. Você tem que ser bom e cada vez melhor em um universo específico. E se abrir para as novas tecnologias e as novas formas de contar histórias e se mostrar ao mundo. E as possibilidades são enormes.

3. Conta um pouco sobre a rotina do Page Not Found (seleção dos posts e etc).
R: O Page nasceu do vácuo que a dita imprensa tradicional deixava para notícias consideradas inusitadas, bizarras, insólitas. Ainda são assuntos considerados menores por muitos. A minha rotina é fuçar em sites mundo afora quais as histórias mais esdrúxulas, mais curiosas, mais impactantes. Mas, apesar de a imprensa que se considera mais “séria” negar o seu DNA nessa cobertura, volta e meia encontro boas histórias em sites bem clássicos, como o do New York Times, do Guardian, do Independent, da CNN. Redes sociais são outro universo onde boas e insólitas histórias costumam desfilar. Antes de ser jornalista, preciso ser garimpeiro.

Crédito: Reprodução Blog Page Not Found

4. Quanto ao livro “Baseado em fatos reais”: o que o leitor, que ainda não embarcou, pode esperar? E como foi o processo de escrita, do início ao fim?
R:
O livro é uma espécie de acerto de contas. As postagens do Page são curtas, geralmente elas se prendem a um fato específico. Algumas lacunas ficam abertas: o que aconteceu antes desse fato, o que vem depois dele? No livro, eu respondo essas questões. Porém com ficção. São 14 contos, que flutuam entre realidade e fantasia. Eu parti de fatos noticiados no blog e me permiti imaginar um cenário mais rico e denso no entorno dessas histórias reais. O processo é uma provocação: o que há de real e imaginário nos contos? O que há de real e imaginário nas nossas vidas?

5. Pergunta clássica do Pequena Jornalista: teve um incêndio na parte de livros de jornalismo da sua biblioteca, quais são os 3 que você salvaria?
R: “1984“, de George Orwell, uma obra atemporal de ficção recheada de realidade, que deveria ser uma bíblia para os jornalistas, “Notícias de um Sequestro“, de Gabriel García Márquez, pela maestria da narrativa, e “A Sangue Frio“, de Truman Capote, que me inspirou muitíssimo, por ser uma mescla de jornalismo e literatura.

***

E o quanto essa entrevista me inspirou? Principalmente, em relação ao blog! Mais uma vez: obrigada, Fernando. Quem quiser saber das notícias mais inusitadas da vida, só clicar aqui. Quer ler o livro? Corre aqui! Assim que eu embarcar, publico a resenha, combinado?

No mais, podem opinar à vontade!! :)

Beijos, Carol.

***

Post Antigo: PJ Entrevista – Nathalia Fuzaro
Fan Page ♥  Instagram 


7
07.04.2018
* {Beda 7} – Top 5: protagonistas literárias jornalistas! ♥

Ei, Gente!  Para quem não sabe, hoje é o Dia do Jornalista! Então, em homenagem a todos os meus amigos de profissão (que amam ler comédia romântica), selecionei cinco protagonistas literárias jornalistas! Vamos lá? Bom post! ;-)

Dia do Jornalista - PJ - Protagonistas literárias jornalistasCrédito das imagens: Saraiva 
Crédito da montagem: Pequena Jornalista

1. A Vingança Veste Prada (Lauren Weisberger – Editora Record)
Sinopse: A vida de Andy Sachs mudou muito desde os tempos de assistente da poderosa diretora Miranda Priestly. De seu passado na revista Runway restaram apenas pesadelos e ataques de pânico ao se lembrar da ex-chefe e, por incrível que pareça, uma amizade com Emily, antiga companheira de trabalho. Juntas, as duas resolveram fundar uma revista especializada em cobrir glamorosos casamentos. Sofisticada, estilosa e de bom gosto, The Plunge é uma Runway para noivas. Além do seu “novo” trabalho, Andy está prestes a se casar com Maxon Harrison, um dos “melhores” partidos de Nova York. Tudo parece estar em perfeita ordem, mas não por muito tempo. No dia do seu casamento e durante a lua de mel, surpresas acontecem nos momentos mais inoportunos. E como se não bastasse, parece que o pior dos pesadelos voltou para assombrar os dias dela e da Emily. Com o grande sucesso da The Plunge, o grupo Elias-Clark, onde Miranda reina, vê na revista um ótimo investimento. Com tudo isso, a vida de Andy vai virar de cabeça para baixo. Tudo está por um fio: sua amizade com Emily, sua nova vida e seu casamento! E tudo isso com a presença pavorosa de Miranda Priestly.
Tipo de Jornalista: Andy – Tem pesadelos até hoje com a primeira chefe de uma revista, mas deu a volta por cima e abriu a sua própria!
Observação da Pequena: Tem post sobre esse livro aqui.

2. Os delírios de consumo de Becky Bloom (Sophie Kinsella – Editora Record)
Sinopse: É a história de uma jornalista financeira que durante o dia, ensina às pessoas como administrar seu dinheiro e no fim-de-semana, transforma-se em uma consumidora compulsiva, fugindo do gerente do seu banco e com muitas dívidas. Rebecca Bloom não resiste uma liquidação! Quanto mais inútil, melhor! Para ela, o mundo todo enxerga os detalhes da alça de seu sutiã, combinando com as cores de seus sapatos. Mas seu salário nunca é suficiente para pagar suas extravagâncias. Endividada até a alma, Rebecca, ou Becky, vive fugindo do seu gerente de banco e procurando fórmulas mirabolantes para pagar a fatura do cartão de crédito. Os delírios de consumo de Becky Bloom é um pouco da história de todas as pessoas para as quais comprar é quase uma terapia, a resposta para todos os problemas, mesmo criando outros piores ainda. Então, tenta reduzir seus gastos a zero, o que logicamente, não funciona. Diante disso, ela resolve que precisa ganhar mais dinheiro, mesmo sabendo que seu emprego está ameaçado.
Tipo de Jornalista: Becky  – Gasta seu salário (mínimo) de jornalista com uma echarpe verde!
Observação da Pequena: Não temos resenha sobre ele, mas dos outros sim. Só procurar na caixinha de busca por Sophie Kinsella e pronto!

3. Quando Saturno Voltar (Laura Conrado – Globo Livros)
Sinopse: Déborah Zolini tem uma vida, aparentemente, estável. Um namorado, sonha com o casório e trabalha como assessora de imprensa de um time de futebol de segunda divisão. Mas durante uma viagem para o Chile, ela conhece a Cigana Saphira, que avisa: o Retorno de Saturno, um fenômeno astrológico que acontece às vésperas do aniversário de trinta anos, está se aproximando. Quando a Déborah volta ao Brasil, começa a perceber sinais de que grandes mudanças estão por vir. Começando por Henrique, um cara maravilhoso que ela conheceu no avião. E sem esperar, o galã mexe com seus sentimentos e “atrapalha” toda a sua rotina. Tudo o que parecia estar ok, vira de cabeça para baixo. Nossa protagonista terá de confrontar todos os seus medos. Pois é! Saturno realmente mostra o poder da sua volta e o destino a surpreende. Tanto na vida pessoal quanto na profissional.
Tipo de Jornalista: Déborah – Sabe as dores e delícias de ser assessora de imprensa!
Observação da Pequena: Tem post sobre esse livro aqui.

4. Bolsas, Beijos e Brigadeiros (Fernanda França – Planeta do Brasil)
Sinopse: Melissa Moya é uma jovem jornalista que trabalha para uma agência que a envia para diversos países com a seguinte missão: escrever matérias sobre suas deliciosas aventuras pelo mundo afora (que chato!!). Dessa vez, Mel nos leva para uma emocionante viagem de trem pela Europa. Em meio a essa jornada, nossa protagonista precisa lidar com a saudade que sente da família, com os sumiços misteriosos de seu namorado Théo e uma dúvida que ronda a sua cabecinha durante a viagem. Porém, logo no início dessa aventura, na Itália, Mel descobre parentes, que a acompanham em sua andança sobre os trilhos. Mais do que familiares, ela encontra verdadeiros amigos.
Tipo de Jornalista: Mel – Tem o trabalho dos sonhos: é paga para viajar para os lugares mais incríveis e escrever sobre cada destino!
Observação da Pequena: Tem post sobre esse livro aqui.

5. I Love New York (Teca Machado – Novo Século)
Sinopse: Alice foi traída pelo namorado Leandro. E como se isso não bastasse, o caso foi parar em um vídeo cômico na internet e, claro, ela ficou conhecida como a corna do ano (nacionalmente). Virou até rap! Para completar, seus pais estavam de mudança. Sendo assim, decidiu dar um tempo na sua vida em Cuiabá e passar um tempo na cidade mais amada por ela: New York! Chegando lá, começou a estudar numa grande universidade, fez novos amigos, ganhou um namorado dos sonhos (de qualquer garota) e ficou de queixo caído com o apartamento incrível, o seu novo lar doce lar. Tudo isso num cenário apaixonante! Pois é, parecia que tudo tinha se ajeitado e finalmente a vida sorriu de novo para ela. Mas como diz a irmã dela, Alice não nasceu para ficar no anonimato, nem mesmo em NY. E dessa vez, virou até alvo desses veículos de fofoca.
Tipo de Jornalista: Alice – É uma raridade no mundo jornalístico: não gosta de café!
Observação da Pequena: Tem post sobre esse livro aqui.

**

É isso, pessoal. Feliz Dia para todos os jornalistas!  E um obrigada especial para as protagonistas literárias, que me inspiram muito nessa área do jornalismo! Um dia, ainda vou criar uma personagem doidinha e que trabalha com duas coisas que mais ama: palavras e notícias verídicas.

Ah! Tem algum livro que tem jornalista no meio? Pode me indicar! ;-)

Beijos, Carol.

Para ler: Entrevista – Nath Fuzaro!

Fan Page ♥ Instagram


2
07.04.2017
* {Beda 7} – Cinco coisas que aprendi com o jornalismo! ♥

Ei, Gente! Hoje é o Dia do Jornalista Sendo assim, listei cinco coisas que eu aprendi com essa doce (e árdua) profissão. Vamos lá? ;-)

375486_121105971385027_418098622_nPequena Jornalista que vos bloga hahaha! 

1. Jornalista que é jornalista sempre tem espaço para mais um bloco de anotação;

2. É uma profissão pouco valorizada (financeiramente então, nem se fala), mas quando você ama o que faz, tudo bem (na medida do possível).  

3. Tem chefe que é doido. Por uma matéria é capaz de pedir gentilmente para você contar quantos passos tem uma ponte (do início ao fim) mega perigosa. Em pleno sábado, debaixo de um calor de 50º. E você com espírito de aventureira, vai. Sem medo de ser feliz hahaha =)

4. Escrever uma matéria é tipo dar à luz, sabem? Às vezes o parto demora, mas quando a gente olha aquele texto lindo e prontinho para ser publicado… Ah! Que sensação incrível.   

5. Deadline é o seu maior inimigo. Mas com o tempo a gente aprende a conviver com ele, de boa. Sem brigas hahaha! 

***

Poderia listar um milhão de coisas aqui, mas essas são as primeiras coisas que vieram na minha cabeça.
Feliz dia, coleguinhas! Redator, editor, assessor e por aí vai. :)

Beijos, Carol.

Confira a entrevista com a editora da Glamour! ;-)

Fan Page ♥ Instagram


3
28.03.2017
* Especial PJ (Jornalismo): com Nathalia Fuzaro, da Glamour. ♥

Ano passado, pedi para vocês preencherem um formulário com sugestões e tal para o PJ. Algumas pessoas falaram que sentiam falta de eu falar sobre o jornalismo em si, já que o nome do blog é justamente “Pequena Jornalista”. Adorei a ideia e hoje começa uma série de posts sobre essa doce e árdua profissão. Pelo menos uma vez por mês, vou trazer um profissional para contar um pouco sobre sua experiência, ok? E para começar esse “Especial PJ“, convidei a Nathalia Fuzaro, editora da revista Glamour. Ela conta como é trabalhar na redação de uma das principais revistas femininas e dá dicas preciosas. Fala aí, Nat. 

Especial PJ - Nat Fuzaro - Jornalista - 1!

1. O que ninguém conta pra gente, mas é fundamental saber sobre “ser jornalista”?
R:
Jornalista tem que ter saúde emocional. É que trabalhar com prazos apertados, egos estratosféricos e o cansaço físico e mental pode ser desgastante, então precisamos manter o equilíbrio psicológico para continuar com saúde física também. Pode parecer exagero, mas já vi muitos colegas de profissão envolvidos em confusões ou até pedirem demissão por não conseguirem manter a saúde emocional em dia.

2. Conta um pouquinho sobre a sua trajetória até chegar na redação da Glamour.
R:
Eu me formei em Jornalismo pelo Mackenzie, em junho de 2009. Sempre soube que queria trabalhar em revista feminina, então foquei nisso e trilhei o caminho pela moda. Trabalhei como Marketing em uma joalheria e, na mesma época, comecei a freelar para os projetos especiais da Carta Editorial (Vogue Noiva, Passarelas, Kids, Iguatemi etc.). Um ano depois – quando eu já era editora em outra revista de lifestyle (a Cool Magazine), mas continuava freelando para a Carta –, me chamaram para trabalhar na Vogue. Minha história com o título durou cinco anos e foi onde aprendi boa parte do que sei hoje. Saí no começo de 2015 para cuidar de um problema de saúde e me aventurar pela área de assessoria de imprensa, mas senti saudades de trabalhar em redação e voltei para a editora Globo-Condé Nast no fim do ano passado. ;)

3. Como é a sua rotina na redação? Tudo é glamouroso como imaginamos? Conte um pouco.
R:
A verdade é que não há rotina em redação de revista, pois cada dia há uma tarefa a ser cumprida. Normalmente, começamos a trabalhar às 11h e saímos às 20h30. Mas sempre há um almoço, evento ou foto para acompanharmos, quando circulamos um pouco. Às vezes também temos que cobrir algo fora e viajamos para isso, o que chamamos de press trip. Não há glamour, sabe? É uma profissão como qualquer outra (e que não paga tão bem quanto muitas, não se engane), a diferença é que, dependendo do assunto que o veículo cobre, o dia a dia pode ser mais divertido. Para mim, glamour é poder conversar com pessoas diferentes e especiais de alguma forma, e aprender com elas; é frequentar restaurantes e hotéis ou destinos que eu talvez não conhecesse; é experimentar coisas às vezes antes de todos… Mas para algumas pessoas é ter tempo livre, ou roupas caras, ou torneira de ouro no banheiro. hahaha Enfim, acho relativo, sabe? Mas, se eu puder alertar meus futuros colegas de profissão, avisaria para não se deslumbrarem porque glamour é algo muito particular e que muda para você mesmo de acordo com as suas prioridades em determinado momento da vida. Profundo, hein?

4. Para você, qual é o futuro do jornalismo?
R:
Eu bem queria saber a resposta para essa pergunta, mas acho que ninguém sabe ainda. Estamos em pleno processo de mudança e adaptação, sabe? E que bom! Porque a sociedade também evolui, tecnológica e psicologicamente. Por enquanto, vejo que o futuro do jornalismo caminha para plataformas de conteúdo em 360º (com impresso, online, eventos, experiências etc.), e os jornalistas terão que ser cada vez mais produtores de conteúdo multimídia, alinhados com a ordem mercadológica e as tendências de comportamento do momento.

5. Por fim, três dicas de ouro para quem está pensando em seguir essa profissão?
R:
1) Estude línguas! É preciso compreender o mundo e as pessoas, e ler de tudo para se manter informado.
2) Paciência. Saiba começar de baixo e aprender com tutores, ou se inspirar neles para seguir lutando. Não queira começar já cobrindo semanas de moda ou entrevistando celebridades.
3) Faça contatos. Pessoas bem relacionadas se destacam em todas as profissões, não só em jornalismo. É uma questão que vai além do tal “quem indica”, pois algum dia você pode precisar de um profissional X e lembrar daquela pessoa que conheceu; ou ter que entrevistar fulano, cliente daquela assessora; ou precisar de um maquiador para uma foto, um produtor para um editorial, um serralheiro para construir um cenário… O céu é o limite! Mas você vai me agradecer por ter uma agendinha recheada de nomes e telefones de todos os tipos. ;)

Especial PJ - Nat Fuzaro - Jornalista!

Nathalia Fuzaro! 

***

Entrevista curtinha, mas bem informativa, né? Adorei, Nat. Muito obrigada! ♥ E ela tem mega razão, gente. Contato nessa área é tudo. Ano passado, a minha primeira chefe me convidou para escrever um guia/livro com ela. Sempre bom deixar o nosso melhor em cada lugar que passamos. Por motivos óbvios e “sempre podem lembrar da gente”. E toda área tem seus prós e contras. Por isso, é tão importante gostar do que faz. O dinheiro é um fato importante, mas não recomendo ser o principal. Já fui feliz escrevendo para jornal, onde ganhava R$ 50,00 por mês, e não muito satisfeita onde eu ganhava, relativamente, “muito”. ;-) 

Espero que a Nat tenha ajudado e quem quiser saber um pouco mais sobre o dia a dia, segue ela no insta: @natfuzaro. Ah! Tem sugestão para essa coluna? Escreve para mim: pequenajornalista@pequenajornalista.com.

Beijos, Carol.

Fan Page ♥ Instagram

 


18
12

Pequena Jornalista - Todos os Direitos Reservados - Copyright © 2020