16.09.2019
* Especial Bienal – 5 coisas que aprendi na palestra “Corajosas sim, perfeitas não”! ♥

Ei, Gente! :) Bienal é um evento que a gente pode assistir milhares de palestras incríveis. Têm temas para todos os gostos! Daí, quando eu vi que no último fim de semana ia rolar um bate-papo “Corajosas sim, perfeitas não”, com a Reshma Saujani e Alexandra Gurgel, me programei para não perder por nada nesse mundo. Tudo bem, cheguei um pouco atrasadinha, mas consegui assistir. \o/

71190622_374974379866183_1790693606550405120_nCrédito da imagem: Pequena Jornalista 

O tema era sobre feminismo, mas sem radicalismo. E é válido ressaltar que o feminismo não é o mesmo que machismo. É igualdade, é respeito. É o outro ser o que ele quiser, sem imposições! Também falava sobre a gente ter mais coragem e buscar menos pela perfeição. Aliás, desde novinhas, as mulheres aprendem a fazer tudo perfeito. Porém, por incrível que pareça, a gente não precisa chegar nesse estado. Doses de coragem levam a gente mais longe. ;-)

Enfim, as duas convidadas foram incríveis. A Reshma já conhecia um pouco, por conta do livro que ela publicou pela Sextante. E, sério! Que pessoa calma e que faz a diferença no mundo. Já a Alexandra, conhecia por alto, mas virei mega fã. Ela é super coerente, coloca a sua opinião, mas respeita o próximo. Amei, amei!

No mais, aprendi muita coisa nessa palestra. Por exemplo, muitas vezes a gente acha que é tímida, mas a verdade é que a gente acaba sendo silenciada. Por mais que não seja a intenção do outro. Enfim, foram tantos aprendizados, que resolvi compartilhar mais cinco coisas valiosas desse encontro, que a propósito foi mediado pela maravilhosa Frini Georgakopoulos. Vamos lá? 

70864677_420174992036313_3126012403599278080_nCrédito da imagem: Pequena Jornalista

1. Não romantize o amor-próprio:
Sim, ele é fundamental no nosso dia a dia, mas não é fácil. Tudo bem ter dias sem esse tipo de amor, ok?

2. Pratique a imperfeição: 
Desde novinha, as mulheres são treinadas para serem perfeitas. E a gente não precisa, ok? Um passo para conseguir isso, é praticar todos os dias a imperfeição. Ou seja, se permitir errar. Por exemplo, tudo bem se você mandar um e-mail com erro ortográfico. Você não vai ser burra por isso e se o outro tiver essa impressão, problema do outro.

3. É a gente com a gente mesmo: 
Claro, que têm pessoas que estão do nosso lado. Torcem mesmo pela gente! Porém, no final, é a gente com a gente. Ou seja, nós temos de lutar pelos nossos objetivos e ideais. Ninguém pode fazer isso pela gente.

4. Seja bondosa com você!
Você, muito mais do que os outros, tem de ser bondosa consigo mesma. Perdoa-se. Ame-se. Cuide-se!

5. Levante uma mulher todos os dias:
Unidas, vamos longe. Faça um elogio, dê um sorriso! A gente nunca sabe o que a outra está passando. Julgue menos, apoie mais! Há mulheres com caráter não tão legal, claro. Mas sempre que puder seja gentil e se coloque no lugar do outro.

***

Deu para perceber que a palestra foi incrível, né? Claro, que a teoria é mais fácil do que a prática. Mas acho que a gente tem de ir aos poucos. Por um mundo com mais coragem e menos perfeição! Ah! Aprendi também que devo pedir menos desculpas. Quer dizer, tudo tem a sua hora e pedir desculpas, até quando a gente tá ok, não é tão legal quanto parece, sabem? Enfim, obrigada Reshma, Alexandra e Frini. Foi incrível e rendeu ótimos aprendizados, que pretendo praticá-los! Ah! No final da palestra, tive a oportunidade de conhecer a autora do livro “Corajosa sim, perfeita não”, a Reshma. Em breve, vou ler e conto para vocês, ok? E quero muito ler o livro da Alexandra também. Achei ela maravilhosa e espero encontrá-la na próxima Bienal. E sigam as três, que vale muito a pena!!

71280578_2529205080474242_5632472106848485376_nCrédito da imagem: Pequena Jornalista 

E me contem: vocês assistiram quais palestras nessa Bienal? Se não, quais gostariam? No mais, podem opinar à vontade! 

Beijos, Carol.

Post Antigo: Garota, pare de mentir pra você mesma!

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12.04.2018
* {Beda 12} – PJ Leu: Coragem! ♥

E a indicação literária da semana é Coragem, da autora Rose McGowan. O livro, publicado pela editora Harper Collins (parceira do blog), conta a história da autora e como o lado negro de Hollywood a acompanhou por um bom tempo. Não é uma leitura leve, mas bem necessária. Vamos lá? Boa resenha! :’)

PJ Leu - CoragemLivro: Coragem | Editora: Harper Collins | Autora: Rose McGowan
Crédito da Imagem: Pequena Jornalista
Nota: cinco livros! 

Sinopse: Rose McGowan se tornou uma das atrizes mais desejadas de Hollywood da noite para o dia. Mas o que seria um sonho, virou logo um inferno pessoal e, com o tempo, ela se reemergiu como um ícone feminista ao expor verdades sobre a indústria hollywoodiana. Mas sua história começou muito antes: aos 13 fugiu de casa e viveu de forma instável, morando e saindo das ruas. Até que foi descoberta por Hollywood, viu seu estrelato se tornar um verdadeiro pesadelo de exposição e sexualização constantes. Um mercado machista a tornou, sem consentimento, em apenas um produto, excluindo sua identidade e imagem, tudo em nome do lucro. Mas o que essa seita não esperava, aconteceu: ela não ficou calada e voltou expondo as verdades, incluindo os crimes cometidos por Harvey Weinstein, um produtor cinematográfico, que tem coleções de denúncias de assédios sexuais. Um livro de memórias, em forma de manifesto honesto e sem censura alguma!

Minha opinião: Como disse no começo desse post é uma leitura bem pesada, mas necessária. Não acompanhava os filmes e nem o seriado Charmed dos quais a Rose fez parte, mas sabia por alto do que se tratava. E, assim como eu, imagino que muita gente não saiba desse lado negro de Hollywood. A gente imagina uma vida cheia de glamour, privilégios, entre outras coisas… Mas por trás das câmeras: é tanta barbaridade, que meu Deus. Claro que não dá para generalizar. Mas quem toma atitudes como essas, que a autora contou, que acha que tem o rei na barriga e vai sair impune: precisa sim pagar por todos os crimes. Sem dó, nem piedade. Sem privilégios! Sem achar que um acordo vai calar a vítima e pronto. Por isso, Rose merece todo o nosso apoio. Não só ela, mas todos que passam por isso diariamente! Fico feliz que ela tenha dado esse start e que pessoas, anônimas ou não, estejam denunciando cada vez mais. Se acha que isso não passa de mimimi: por favor, leia esse livro! De coração aberto, dando apoio mesmo. O que ela passou e muitas passam não pode acontecer. Nem antes, nem agora, nem nunca!

Não é fácil esse livro. Quando a gente acha que pode ficar um pouco menos pesado… Pronto, vem a autora com uma história de machucar a alma, sabe? O capítulo do estupro é arrebatador. Impossível não se sentir a dor dela. Sem falar das outras partes, como a infância, a estrutura familiar, entre outros assuntos colocados nas páginas de forma tão sincera. Enfim, muitas vezes pensei: por que estou lendo esse livro? Mas ao final, tive a resposta: feminismo é apoiar, dar voz e lutar! É querer igualdade, afinal, ninguém precisa diminuir ninguém. Enfim, é abordar sobre esses assuntos, sem desistir, por mais que o mundo, às vezes, diga o oposto. E você não precisa ser mulher para apoiar esse movimento. É uma luta que beneficia a todos! Aliás, o tema vai além de assédio sexual, ok?

“Coragem” foge do meu gênero literário preferido, mas foi fundamental para entender mais sobre o assunto. Rose plantou uma sementinha (a mais) bem forte em mim e, acredito, que em todos que leiam essa história. Lições valiosas, capítulos tristes, mas com uma mensagem importante para o leitor. Então, não poderia ser diferente: recomendo e muito essa leitura! 

Beijos, Carol.

Para ler: Um dia ainda vamos rir de tudo isso

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